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Trump sai em defesa de Bolsonaro e fala em “caça às bruxas” no Brasil

Ex-presidente americano critica investigações contra Bolsonaro e promete acompanhar o caso de perto. Republicano comparou situação no Brasil ao que chama de perseguição judicial contra líderes conservadores no mundo.

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Trump faz post em defesa de Bolsonaro — Foto: Reprodução/Truth Social

O ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, fez nesta segunda-feira (7) uma publicação em apoio ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), afirmando que o líder brasileiro está sendo vítima de uma “caça às bruxas”. Em sua rede social Truth Social, Trump criticou o que classificou como um tratamento “terrível” por parte das autoridades brasileiras contra Bolsonaro, que hoje é réu por tentativa de golpe de Estado no Supremo Tribunal Federal (STF).

O grande povo do Brasil não vai tolerar o que estão fazendo com seu ex-presidente. Vou acompanhar de perto essa caça às bruxas contra Jair Bolsonaro, sua família e milhares de seus apoiadores”, escreveu Trump. O ex-presidente americano ainda declarou que Bolsonaro “não é culpado de nada”, sinalizando apoio político explícito ao aliado conservador.

Trump faz post em defesa de Bolsonaro — Foto: Reprodução/Truth Social

Sem mencionar diretamente os processos em curso, Trump faz coro às declarações de aliados de Bolsonaro, que também alegam perseguição política. Em 2023, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) declarou Bolsonaro inelegível por 8 anos, após entender que ele cometeu abuso de poder e uso indevido dos meios de comunicação ao atacar, sem provas, o sistema eleitoral brasileiro em reunião com embaixadores no Palácio da Alvorada.


Investigado e réu no STF

Bolsonaro também é réu em uma ação penal que apura sua participação em uma tentativa de golpe de Estado após a derrota nas eleições de 2022. Em março de 2025, a Primeira Turma do STF aceitou, por unanimidade, denúncia apresentada pela Procuradoria-Geral da República (PGR), que envolve o ex-presidente e outros aliados.

No fim de junho, o ministro Alexandre de Moraes, relator do caso, encerrou a fase de instrução processual e deu início à etapa final, permitindo que defesa e acusação apresentem alegações antes do julgamento. O processo inclui investigações sobre reuniões com militares, planos golpistas e declarações públicas contra o sistema eleitoral.

Até agora, 497 pessoas foram condenadas pelo STF por envolvimento na tentativa de golpe de Estado. Oito foram absolvidas.


Apoio internacional e ofensiva nos EUA

O apoio de Trump acontece no momento em que Eduardo Bolsonaro, filho do ex-presidente, reside nos Estados Unidos após se licenciar do mandato de deputado federal. Eduardo tem articulado reuniões e entrevistas com representantes políticos norte-americanos, alegando perseguição política no Brasil.

A PGR investiga se ele teria pressionado autoridades americanas a adotar sanções contra ministros do Supremo Tribunal Federal, o que pode configurar crime contra instituições democráticas.


Trump também interveio em caso de Netanyahu

Além da defesa de Bolsonaro, Trump também fez declarações recentes em apoio ao primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, criticando o que chamou de “caça às bruxas” promovida por promotores israelenses. Netanyahu responde a processos por corrupção, suborno e abuso de confiança — acusações que nega.

As declarações de Trump geraram forte reação de juristas, políticos e acadêmicos em Israel, que classificaram os comentários como “intromissão sem precedentes” no Judiciário do país.

Redação Saiba+

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Parlamento Europeu congela acordo comercial entre União Europeia e Estados Unidos

Decisão é anunciada após tensão diplomática envolvendo ameaça de anexação da Groenlândia

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O Parlamento Europeu congelou o acordo comercial firmado entre a União Europeia e os Estados Unidos | Bnews - Divulgação Reprodução

O Parlamento Europeu decidiu congelar o acordo comercial firmado entre a União Europeia e os Estados Unidos, medida anunciada nesta terça-feira (20) por Iratxe García Pérez, presidente do Grupo da Aliança Progressista dos Socialistas e Democratas (S&D), a segunda maior bancada da Casa.

Segundo García Pérez, a suspensão do acordo firmado no ano passado ocorre como retaliação às recentes declarações do presidente Donald Trump, que manifestou interesse em anexar a Groenlândia aos EUA. O território, embora autônomo, mantém vínculo histórico e administrativo com a Dinamarca, país-membro da União Europeia.

A decisão do Parlamento Europeu foi recebida como um sinal de endurecimento nas relações diplomáticas entre os blocos, que já vinham enfrentando divergências comerciais e políticas. Para parlamentares europeus, a ameaça de anexação representa uma violação inaceitável da soberania de um território ligado a um Estado europeu, justificando a interrupção imediata das negociações.

O congelamento do acordo deve impactar setores estratégicos, especialmente comércio, investimentos e cooperação regulatória. A expectativa é de que novas discussões ocorram nas próximas semanas, enquanto a União Europeia aguarda uma posição oficial do governo norte-americano sobre o episódio.

Redação Saiba+

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EUA ampliam lista de países convidados para integrar o “Conselho da Paz”

Iniciativa liderada por Washington inclui novos chefes de Estado para atuar na transição política e reconstrução da Faixa de Gaza

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Até o momento, o governo Lula ainda não apresentou resposta oficial | Bnews - Divulgação Wikipedia

O governo dos Estados Unidos anunciou a ampliação da lista de países convidados a integrar o “Conselho da Paz”, mecanismo criado por Washington com o objetivo de liderar a transição política, garantir a segurança e coordenar a reconstrução da Faixa de Gaza. A iniciativa busca fortalecer a cooperação internacional diante do cenário de instabilidade na região.

Segundo informações divulgadas, o presidente dos EUA, Donald Trump, decidiu incluir novos líderes globais no grupo, ampliando o alcance diplomático da proposta. Entre os nomes convidados estão o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o presidente Javier Milei (Argentina), o presidente Recep Tayyip Erdogan (Turquia), o presidente Abdel Fattah al-Sisi (Egito) e o primeiro-ministro Mark Carney (Canadá).

A expansão do Conselho reflete o interesse norte-americano em envolver diferentes perspectivas políticas e regionais no processo de reconstrução de Gaza, especialmente em um momento em que a comunidade internacional discute caminhos para estabilizar a área e promover ações humanitárias.

A participação dos novos países ainda depende de confirmações formais, mas a iniciativa já repercute no cenário diplomático global, abrindo espaço para debates sobre governança, segurança e cooperação multilateral no Oriente Médio.

Redação Saiba+

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Brasil quer falar sobre Venezuela no Conselho de Segurança da ONU, citando soberania e direito

Governo prepara manifestação firme em defesa do direito internacional, sem citar diretamente Maduro ou Donald Trump

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No domingo, 4, o Itamaraty divulgou uma nota com o posicionamento conjunto dos governos do Brasil, México, Chile, Colômbia, Uruguai e Espanha sobre a situação da Venezuela Foto: GIORGIO VIERA

O governo brasileiro deve solicitar a palavra na sessão extraordinária do Conselho de Segurança da ONU, marcada para esta segunda‑feira (5), para tratar da captura do presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, e de sua esposa, Cilia Flores, durante operação conduzida pelos Estados Unidos em Caracas na madrugada de sábado (3). Embora não ocupe assento permanente no colegiado, o Brasil pretende se manifestar com base nas regras que permitem intervenções de países não membros.

A fala brasileira deve seguir a linha adotada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que divulgou nota conjunta com Espanha e países latino‑americanos condenando violações ao direito internacional. O discurso, segundo fontes diplomáticas, será forte e crítico, mas sem mencionar nominalmente nem o ditador venezuelano nem o presidente dos EUA, Donald Trump — estratégia já adotada em posicionamentos anteriores.

A orientação do Itamaraty é reforçar a defesa da soberania dos Estados, do multilateralismo e da necessidade de respeito às normas internacionais, independentemente de quem esteja envolvido no conflito. O Brasil pretende destacar que ações militares unilaterais representam riscos para a estabilidade regional e criam precedentes perigosos para a comunidade internacional.

A crise desencadeada pela captura de Maduro reacendeu tensões diplomáticas e mobilizou governos latino‑americanos, que buscam evitar uma escalada de confrontos e defender soluções pacíficas. A participação brasileira no Conselho de Segurança reforça o esforço do país em se posicionar como voz ativa na defesa do diálogo e da legalidade internacional.

Redação Saiba+

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