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Brasil

Estados mais afetados por tarifa de 50% já somam perdas bilionárias. Veja lista

São Paulo, Rio e Minas lideram exportações brasileiras para os EUA e são os mais impactados pela medida de 50% anunciada por Trump; governo e setor produtivo pedem negociação

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Trump, na Casa Branca, na quarta-feira, 9, dia em que anunciou tarifa de 50% para o Brasil Foto: Daniel Torok/Casa Branca

A tarifa de 50% sobre produtos brasileiros anunciada pelo ex-presidente Donald Trump às vésperas de sua possível volta à Casa Branca acendeu o alerta entre os principais estados exportadores do Brasil. Segundo levantamento da Câmara Americana de Comércio para o Brasil (Amcham), São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais lideram as vendas para os Estados Unidos e estão entre os mais afetados pela decisão.

Em 2024, o Brasil exportou cerca de US$ 40,3 bilhões para os EUA. Desse total:

  • São Paulo respondeu por US$ 13,5 bilhões (33,6%)
  • Rio de Janeiro, por US$ 7,2 bilhões (17,9%)
  • Minas Gerais, por US$ 4,6 bilhões (11,4%)

Outros estados afetados incluem Espírito Santo (US$ 3,1 bi), Rio Grande do Sul (US$ 1,8 bi) e Santa Catarina (US$ 1,7 bi).

Setores em risco

No caso de São Paulo, as principais exportações são aeronaves (Embraer), equipamentos industriais e suco de frutas. Em Minas, o destaque é o aço, que já vinha sofrendo com sobretaxas anteriores. Já o suco de laranja do Sudeste, especialmente de SP, pode ter sua continuidade ameaçada.

O impacto é negativo. Temos que resolver, porque os EUA são o maior destino das exportações industriais paulistas”, declarou o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos).

Setor produtivo reage

O presidente da Fiemg, Flávio Roscoe, alertou que uma tarifa de 50% inviabiliza o comércio com os EUA e recomendou negociação diplomática para evitar prejuízos maiores. A Fiesp, por sua vez, afirmou em nota que “a soberania é inegociável, mas o caminho deve ser o diálogo”.

Governo e Congresso: entre retaliação e diplomacia

Apesar de falar em “reciprocidade”, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva sinalizou que prefere resolver a crise por meio de negociação. Segundo informações do site Estadão, um grupo está sendo criado para discutir possíveis respostas, incluindo uma ação na Organização Mundial do Comércio (OMC).

Lula, em entrevistas, afirmou que não quer confronto, mas que o Brasil não aceitará imposições unilaterais: “Eles têm que respeitar o Brasil como eu respeito os EUA“.

Os presidentes da Câmara, Hugo Motta, e do Senado, Davi Alcolumbre, divulgaram nota conjunta mencionando a Lei da Reciprocidade Econômica, sancionada em abril, e disseram que o Congresso está pronto para agir.

Impactos econômicos e projeções preocupam

Segundo o economista Roberto Dumas (Insper), a tarifa pode reduzir em 0,3 ponto percentual o PIB do Brasil em 12 meses. O efeito pode ser ainda maior, considerando a possível desvalorização do real, pressão inflacionária e juros mais altos por mais tempo.

“A queda nas exportações reduz a entrada de dólares, encarece o custo de importação e pressiona os preços internos”, afirmou Dumas.

Empresários temem imagem arranhada

Para José Augusto de Castro, da AEB, o Brasil poderá perder entre US$ 15 bi e US$ 20 bi anuais em exportações. Além disso, o tarifaço pode comprometer contratos em vigor e gerar um aumento de processos judiciais e arbitragens entre empresas.

A insegurança jurídica já preocupa escritórios especializados. “O tarifaço pode provocar desequilíbrio contratual e quebra de acordos comerciais”, afirma Silvia Pachikoski, do escritório L.O. Baptista.

Redação Saiba+

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Brasil

Justiça condena Espaçolaser por queimaduras em cliente

Decisão da Justiça de Goiás determina indenização por danos morais e estéticos, além da devolução dos valores pagos após falha em procedimento de depilação a laser.

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A rede Espaçolaser foi condenada pela Justiça de Goiás a indenizar uma cliente que sofreu queimaduras durante uma sessão de depilação a laser. A decisão também determinou a devolução dos valores pagos pelo procedimento, além do pagamento de indenização por danos morais e danos estéticos, após o reconhecimento de falha na prestação do serviço.

A sentença foi proferida pela 14ª Vara Cível e Ambiental de Goiânia, que concluiu existir nexo direto entre o procedimento realizado e as lesões apresentadas pela consumidora. Para o juízo, as provas reunidas no processo demonstraram que os danos ocorreram em decorrência do atendimento prestado pela empresa.

Segundo a decisão, a cliente apresentou queimaduras após a sessão de depilação, situação que motivou o ajuizamento da ação judicial. Durante a análise do caso, a Justiça entendeu que houve falha na execução do serviço, configurando a responsabilidade da empresa pelos prejuízos sofridos pela consumidora.

Além da indenização pelos danos físicos e emocionais, a sentença determinou que a empresa restitua os valores pagos pelo tratamento, reforçando o entendimento de que o serviço não foi prestado de forma adequada.

Casos envolvendo procedimentos estéticos são frequentemente analisados com base no Código de Defesa do Consumidor, que estabelece a responsabilidade dos fornecedores quando há falhas na prestação de serviços capazes de causar prejuízos aos clientes. A decisão reforça a importância da adoção de protocolos de segurança e da correta avaliação dos pacientes antes da realização de procedimentos com tecnologia a laser.

O caso ainda poderá ser objeto de recursos nas instâncias superiores, conforme prevê a legislação processual brasileira.

Redação Saiba+

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Brasil

Empresários defendem agenda para elevar competitividade do Brasil

Documento elaborado pelo Movimento Brasil Competitivo propõe sete prioridades para impulsionar investimentos, reduzir custos e fortalecer a economia nacional nos próximos anos.

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O Movimento Brasil Competitivo (MBC) apresentou uma nova agenda econômica com propostas voltadas ao fortalecimento da competitividade do país e à criação de um ambiente mais favorável para investimentos. Intitulado “Compromisso para um Brasil Competitivo”, o documento reúne diretrizes elaboradas por empresas e entidades empresariais com o objetivo de contribuir para o desenvolvimento econômico nos próximos quatro anos.

Entre as principais metas estabelecidas pelo grupo está o aumento da taxa de investimentos de 17% para 20% do Produto Interno Bruto (PIB), além da redução dos custos para produzir e fazer negócios no país. Outro objetivo considerado estratégico é elevar o Brasil da 65ª para a 30ª posição no ranking de competitividade do International Institute for Management Development (IMD), após o país registrar queda na classificação mais recente.

O documento também apresenta sete prioridades consideradas essenciais para ampliar a eficiência da economia brasileira. A primeira delas é a busca pelo equilíbrio fiscal de longo prazo, acompanhada do aperfeiçoamento do sistema tributário, com foco na sustentabilidade das contas públicas, na segurança jurídica e na melhoria do ambiente de negócios.

Segundo o movimento, o fortalecimento da responsabilidade fiscal é apontado como um fator importante para ampliar a confiança de investidores, estimular novos empreendimentos e favorecer o crescimento econômico sustentável. A proposta também destaca a necessidade de medidas capazes de simplificar regras tributárias e reduzir a burocracia enfrentada por empresas de diferentes setores.

Outro ponto abordado no documento refere-se ao avanço da dívida pública brasileira e aos desafios relacionados ao equilíbrio das contas do governo. O debate sobre sustentabilidade fiscal vem sendo acompanhado pelo mercado financeiro e por especialistas, que avaliam seus impactos sobre o custo do crédito, os investimentos e o ambiente econômico.

A iniciativa do MBC busca reunir propostas de longo prazo que possam servir como referência para discussões sobre políticas públicas voltadas ao aumento da produtividade, da competitividade e da geração de empregos, independentemente do cenário político. O documento reforça a importância de reformas estruturais e de um ambiente econômico estável para ampliar o potencial de crescimento do Brasil nos próximos anos.

Redação Saiba+

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Stanley Black & Decker fecha fábrica histórica e demite 300 funcionários

Unidade industrial fundada em 1843, nos Estados Unidos, encerra operações após mais de 180 anos de atividade em meio a mudanças no comportamento do mercado consumidor.

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A Stanley Black & Decker, uma das maiores fabricantes de ferramentas do mundo, encerrou oficialmente as atividades de sua fábrica histórica localizada em New Britain, no estado de Connecticut, Estados Unidos. A unidade, considerada um marco da indústria norte-americana por operar desde 1843, teve suas operações finalizadas, resultando na demissão de aproximadamente 300 funcionários.

O fechamento da planta representa o fim de uma trajetória de mais de 180 anos de produção, período em que a fábrica se consolidou como um dos símbolos da expansão industrial da empresa e da cidade onde foi fundada.

De acordo com informações divulgadas pela imprensa internacional, a decisão foi motivada por mudanças no comportamento dos consumidores, que vêm transformando a dinâmica do mercado de ferramentas e exigindo uma reestruturação das operações da companhia.

Nos últimos anos, a Stanley Black & Decker tem implementado uma série de medidas para otimizar custos, aumentar a eficiência da produção e adaptar sua estratégia às novas demandas globais. O encerramento da unidade faz parte desse processo de reorganização industrial.

Além do impacto econômico, o fechamento também possui forte significado histórico. A fábrica de New Britain acompanhou diversas fases da evolução da indústria norte-americana, tornando-se referência na fabricação de ferramentas e equipamentos utilizados por profissionais e consumidores em diferentes países.

A desativação da planta reforça o cenário de transformação vivido pelo setor industrial, que enfrenta desafios relacionados à modernização tecnológica, às mudanças nos hábitos de consumo e à necessidade de maior competitividade em um mercado cada vez mais globalizado.

Mesmo com o encerramento da unidade histórica, a Stanley Black & Decker mantém operações em outras regiões e segue investindo em inovação, desenvolvimento de produtos e estratégias voltadas para atender às novas exigências do mercado internacional.

Redação Saiba+

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