Política
Eduardo Bolsonaro se irrita com Tarcísio: “Desrespeito comigo”
Deputado licenciado critica governador por negociar com EUA sem consultá-lo e diz que só retorna ao Brasil se Moraes for sancionado

O deputado federal licenciado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) criticou publicamente o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), por tentar costurar uma saída para o tarifaço de 50% aplicado por Donald Trump sobre produtos brasileiros. Em entrevista ao jornal Folha de S. Paulo, Eduardo afirmou que a tentativa do governador de dialogar diretamente com a embaixada dos Estados Unidos é um “desrespeito comigo“.
“O filho do presidente está exilado nos Estados Unidos e tem acesso à Casa Branca. Qualquer tentativa de nos bypassar será brecada e freada. Já provamos que somos mais efetivos até do que o próprio Itamaraty”, afirmou Eduardo.
Atualmente nos EUA, Eduardo diz que só retorna ao Brasil se o ministro Alexandre de Moraes (STF) for sancionado pelo governo americano. Segundo ele, a presença no exterior tem sido estratégica para pressionar a Suprema Corte e influenciar o debate político internacional. “Meu foco não é convencer a população, é pressionar o Moraes.“
Tarcísio, que foi ministro de Bolsonaro, buscou se distanciar das consequências políticas negativas do tarifaço e participou de uma rodada de conversas com lideranças nacionais, inclusive com o embaixador americano no Brasil. No entanto, sua atuação causou incômodo na ala bolsonarista mais fiel, especialmente em um momento de crise institucional e disputa por protagonismo dentro da direita.
Eduardo também confirmou que deve abrir mão do mandato na Câmara dos Deputados, cujo afastamento termina no fim de julho. Segundo ele, voltar ao Brasil significa risco imediato de prisão. Ele defende uma interpretação de que o Brasil vive uma “ditadura disfarçada de democracia“, onde opositores do governo e da Justiça são perseguidos.
Ao comentar as tarifas impostas por Trump, o parlamentar garantiu que não se arrepende de ter pressionado por sanções ao Brasil. “O que não é benéfico para o país é continuar jogando velhinha na cadeia, manter Daniel Silveira preso e perseguir o Bolsonaro”, disse. Ele defende que a pressão internacional é necessária para restaurar o que considera um ambiente político justo e equilibrado.
No contexto, o governo Lula tenta se reposicionar como interlocutor com os EUA e convocou empresários para discutir alternativas à crise. O vice-presidente Geraldo Alckmin lidera a frente institucional em resposta ao tarifaço, buscando amenizar os impactos econômicos e conter os danos políticos.
A crise do tarifaço escancara a fragmentação dentro do campo bolsonarista, com disputa direta entre Tarcísio e Eduardo por protagonismo na direita. O impasse também revela os limites das articulações internas em meio a uma disputa global por influência política e econômica.
Governos Lula e Tarcísio marcam reuniões com empresários na mesma data para discutir sobretaxa
Em meio à crise gerada pelo tarifaço de 50% imposto por Donald Trump, os governos de Lula e Tarcísio agendaram reuniões com empresários na mesma data, disputando protagonismo na tentativa de resolver o impasse. A movimentação evidencia não só a gravidade do impacto econômico, mas também o embate político em torno da interlocução com os Estados Unidos.
Política
EUA anunciam bloqueio total ao Estreito de Ormuz após impasse nuclear
Medida foi confirmada por Donald Trump e eleva tensão internacional após negociações fracassarem no Paquistão

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou neste domingo (12/4) que a Marinha norte-americana iniciará um bloqueio total ao Estreito de Ormuz, uma das rotas marítimas mais estratégicas do mundo para o transporte de petróleo.
A decisão foi tomada após o fracasso nas negociações envolvendo a questão nuclear, que vinham sendo discutidas em Islamabad. Segundo o governo norte-americano, a ausência de um acordo elevou o nível de preocupação com a segurança internacional e motivou a adoção de medidas mais rígidas.
O Estreito de Ormuz é considerado um ponto crucial para o comércio global de energia, sendo responsável pela passagem de uma parcela significativa do petróleo exportado por países do Oriente Médio. O anúncio do bloqueio acendeu um alerta no cenário internacional, com possíveis impactos diretos nos mercados e na geopolítica global.
Especialistas apontam que a interrupção total da navegação na região pode provocar instabilidade econômica, aumento no preço do petróleo e tensões diplomáticas entre potências envolvidas na questão nuclear.
A decisão anunciada por Donald Trump deve mobilizar reações de diversos países e organismos internacionais, que acompanham com atenção os desdobramentos da medida e seus efeitos sobre o equilíbrio global.
O cenário segue em evolução, com expectativa de novos posicionamentos diplomáticos e possíveis tentativas de retomada das negociações nos próximos dias.
Política
Flávio Dino vota contra lei de SC que proíbe cotas em universidades
Ministro do STF considera norma estadual inconstitucional e segue voto do relator Gilmar Mendes

O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal, votou pela inconstitucionalidade integral da lei de Santa Catarina que proíbe a adoção de cotas em universidades estaduais, privadas e comunitárias que recebem recursos públicos. O voto acompanha o posicionamento do relator do processo, ministro Gilmar Mendes, que também considerou a norma incompatível com a Constituição Federal.
No entendimento apresentado, Dino destacou que a Lei Nacional de Cotas já foi validada pelo STF em julgamentos anteriores e que o modelo está alinhado aos compromissos assumidos pelo Brasil em âmbito internacional, especialmente no âmbito da Convenção Interamericana contra o Racismo. Para o ministro, o sistema de cotas integra o conjunto de políticas públicas voltadas à promoção da igualdade racial e social, e sua validade já foi reconhecida pela Corte.
O magistrado reforçou que políticas afirmativas em educação fazem parte de estratégias adotadas pelo Estado para corrigir desigualdades históricas, ampliar o acesso de grupos vulneráveis ao ensino superior e garantir maior diversidade nas instituições de ensino.
O julgamento do tema no Supremo Tribunal Federal tem repercussão nacional, pois envolve a discussão sobre autonomia legislativa dos estados, os limites da atuação dos entes federativos e a proteção constitucional de políticas de inclusão. O desfecho do caso pode impactar legislações estaduais semelhantes e definir diretrizes para futuras ações relacionadas a ações afirmativas no ensino superior.
Política
Otto Alencar reage a apoio de Angelo Coronel a Flávio Bolsonaro
Presidente da CCJ do Senado comenta decisão do ex-aliado de apoiar pré-candidatura do PL à Presidência

O senador Otto Alencar (PSD), presidente da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado, reagiu à decisão do senador Angelo Coronel (Republicanos) de declarar apoio ao pré-candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL-RJ) para as eleições de outubro. A manifestação marcou um novo capítulo no tabuleiro político nacional e nas articulações que antecedem a disputa presidencial.
Em declarações recentes, Otto Alencar destacou que a escolha de Coronel é uma decisão pessoal e política, ressaltando que divergências de posicionamento são naturais no cenário partidário. O senador reforçou que, mesmo diante do apoio declarado ao nome do PL, a relação institucional entre os parlamentares seguirá dentro da normalidade, especialmente no âmbito das atividades legislativas.
Nos bastidores, a movimentação é vista como parte de um rearranjo das alianças políticas em torno da corrida presidencial. A manifestação de Coronel em favor de Flávio Bolsonaro amplia o debate sobre apoios estratégicos, alianças regionais e impacto eleitoral, elementos que devem ganhar ainda mais relevância à medida que a campanha avança.
Especialistas avaliam que esse tipo de posicionamento ajuda a definir o cenário pré-eleitoral, influenciando tanto a mobilização de bases políticas quanto a formação de palanques regionais. Para lideranças partidárias, a declaração também sinaliza a busca por fortalecimento de candidaturas e reposicionamento de grupos políticos em meio à disputa nacional.
Com o calendário eleitoral se aproximando, novos movimentos e declarações devem ocorrer, intensificando o debate sobre alianças, estratégias partidárias e projeções de votos.
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