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Política

Deputado bolsonarista Diego Castro chama projeto de Hilton Coelho de ‘censura cristã’ e mobiliza cristãos por abaixo assinado

Parlamentar bolsonarista afirma que proposta ameaça a liberdade religiosa e convoca cristãos a reagirem nas urnas e nas redes

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Imagem: Divulgação

O deputado estadual Diego Castro (PL) criticou o projeto de lei apresentado pelo também deputado estadual Hilton Coelho (PSOL), que propõe a proibição e punição administrativa de práticas voltadas à tentativa de modificação da orientação sexual ou identidade de gênero de uma pessoa. O projeto, atualmente em tramitação na Assembleia Legislativa da Bahia (AL-BA), veda ações como internações, procedimentos cirúrgicos, uso de medicamentos e cultos religiosos com essa finalidade, prevendo multas progressivas e até cassação de licenças de funcionamento para instituições reincidentes.

Em pronunciamento feito nas redes sociais, Diego classificou o projeto como uma ameaça à liberdade religiosa e alertou para o risco de que líderes cristãos sejam punidos por aconselharem fiéis.

Esse projeto prevê punição para qualquer liderança religiosa. Ou seja, se um homossexual deseja ir ao gabinete de um pastor ou ao confessionário, na Igreja Católica, e confessa — de forma livre e espontânea — que quer deixar a sua orientação sexual e se converter ao cristianismo, a pessoa que o orientar poderá ser punida”, afirmou Diego.

O parlamentar bolsonarista também convocou os cristãos a refletirem sobre o voto em 2026, fazendo um apelo direto ao eleitorado religioso.

Você, cristão, preste muita atenção em quem você vai direcionar o seu voto em 2026. Cristãos não podem votar em socialistas, em partidos de esquerda. Quem vota, está colaborando contra a liberdade de culto, contra a liberdade de pregar o evangelho, dentro e fora das igrejas”, criticou.

Ainda segundo o deputado, há uma contradição na justificativa do projeto:

Na justificativa do projeto, fala-se muito em respeito às escolhas, à liberdade individual, à orientação sexual, à livre e espontânea vontade das pessoas. Mas veja a contradição: se um homossexual entender, como já aconteceu em vários casos, que quer deixar essa prática e se converter ao evangelho, as pessoas que o ajudarem estarão sujeitas a sanções“, acrescentou.

Diego Castro também relembrou que já havia protocolado na AL-BA o projeto do “Estatuto da Liberdade Cristã”, voltado à garantia da liberdade de pregação do evangelho. Segundo ele, o texto assegura mecanismos legais de proteção à fé cristã, incluindo benefícios tributários e liberdade de ensino religioso nas instituições.

Trata-se de um diploma legal que se contrapõe a esse projeto de lei do inferno que querem instituir aqui”, disse Diego.

Para reforçar a oposição ao projeto de Hilton Coelho, Diego anunciou a criação de um abaixo-assinado virtual em suas redes sociais. Além disso, ele informou que pretende ingressar com um mandado de segurança e um habeas corpus preventivo com o objetivo de garantir a liberdade de manifestação religiosa e de locomoção dos cristãos no estado.

Estamos entrando com habeas corpus preventivo para resguardar esse direito dos irmãos cristãos no nosso estado”, declarou.
Irmãos, vamos nos unir nessa corrente“, completou Diego.

Redação Saiba+

Política

Erika Hilton pede prisão de Nikolas Ferreira

Deputada do PSOL afirma que parlamentar do PL divulgou um suposto laudo falso atribuído à Polícia Federal e acionou a Justiça Eleitoral

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A deputada federal Erika Hilton (PSOL-SP) pediu a prisão do também deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) após acusá-lo de divulgar um documento que seria um falso laudo atribuído à Polícia Federal. A parlamentar acionou a Justiça Eleitoral nesta sexta-feira (4) para pedir providências diante do conteúdo divulgado.

O pedido foi apresentado por Erika Hilton em conjunto com a deputada estadual Bella Gonçalves (PSOL-MG) e com Ana Elisa (PT-MG), candidata a deputada federal. As representantes alegam que a divulgação do material atribuído à Polícia Federal deve ser analisada pela Justiça Eleitoral em razão de seus possíveis impactos no cenário político.

Pedido de investigação

A iniciativa de Erika Hilton ocorre em meio à intensificação da disputa política e à circulação de documentos e informações nas redes sociais. Segundo a parlamentar, o material divulgado por Nikolas Ferreira apresentaria informações falsas e teria sido associado indevidamente à Polícia Federal, o que motivou o pedido de medidas judiciais.

A deputada do PSOL defende que a Justiça Eleitoral avalie a conduta e determine as providências consideradas necessárias. O pedido de prisão representa uma das medidas solicitadas pelas parlamentares diante da gravidade atribuída à divulgação do documento.

Disputa política

O episódio envolve dois parlamentares que ocupam posições políticas distintas no Congresso Nacional. Erika Hilton é uma das principais representantes do PSOL na Câmara dos Deputados, enquanto Nikolas Ferreira, do PL de Minas Gerais, possui forte atuação nas redes sociais e entre setores da direita brasileira.

A controvérsia também ocorre em um momento de forte circulação de conteúdos políticos nas plataformas digitais, cenário que tem levado partidos e candidatos a recorrerem à Justiça para contestar publicações consideradas falsas ou potencialmente prejudiciais.

Caso chega à Justiça Eleitoral

Com o protocolo da representação, caberá à Justiça Eleitoral analisar os argumentos apresentados por Erika Hilton, Bella Gonçalves e Ana Elisa e decidir quais medidas poderão ser adotadas. A eventual responsabilização dependerá da análise do conteúdo questionado e das circunstâncias relacionadas à sua divulgação.

O caso envolvendo Nikolas Ferreira e o suposto laudo falso atribuído à Polícia Federal deverá continuar sendo acompanhado judicialmente. A discussão reforça o embate político em torno da disseminação de informações nas redes sociais e dos limites para manifestações de parlamentares durante o período eleitoral.

Redação Saiba+

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Política

TSE mantém condenação de vereador de Camaçari

Decisão unânime confirma condenação de Dentinho do Sindicato por violência política de gênero e importunação sexual contra ex-vereadora

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O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) manteve, por unanimidade, nesta quinta-feira (3), a condenação do vereador de Camaçari Dilson Vasconcelos Soares, conhecido como Dentinho do Sindicato (PT), por violência política de gênero e importunação sexual contra a ex-vereadora Professora Angélica Bittencourt, atualmente candidata a deputada federal pelo PSDB.

A decisão representa o encerramento, no âmbito do TSE, do julgamento envolvendo as condutas atribuídas ao parlamentar durante o período em que os dois exerciam mandatos na Câmara Municipal de Camaçari. O caso ganhou repercussão devido à natureza das acusações e às imagens registradas durante sessões legislativas.

Segundo o caso analisado pela Justiça Eleitoral, os episódios ocorreram dentro do ambiente político e envolveram condutas consideradas ofensivas à atuação da então vereadora. A condenação foi mantida pelos ministros da Corte Eleitoral de forma unânime.

Episódio registrado em vídeo

Entre os momentos que ganharam destaque no processo está uma cena registrada em vídeo durante uma sessão da Câmara Municipal de Camaçari. Nas imagens, Dentinho aparece colocando o cotovelo entre as pernas da então vereadora Professora Angélica Bittencourt.

O episódio passou a integrar o conjunto de elementos analisados no processo que resultou na condenação. A situação provocou repercussão no município e chamou atenção para episódios de violência e constrangimento envolvendo mulheres em espaços de representação política.

A decisão do TSE ocorre após a análise do caso pela Justiça Eleitoral e mantém o entendimento anteriormente estabelecido sobre as condutas atribuídas ao vereador.

Caso ganhou repercussão em Camaçari

A situação teve impacto no cenário político de Camaçari, especialmente por envolver dois representantes que atuavam no Legislativo municipal. O caso também ampliou o debate sobre violência política de gênero e os obstáculos enfrentados por mulheres que ocupam cargos eletivos.

Professora Angélica Bittencourt deixou o cargo de vereadora e atualmente está envolvida em uma nova disputa eleitoral, como candidata a deputada federal pelo PSDB. A decisão do TSE coloca novamente o episódio no centro do debate político e jurídico.

A violência política de gênero é tratada pela legislação eleitoral como uma prática que pode comprometer a participação das mulheres na política e impedir ou dificultar o exercício pleno de seus direitos políticos.

Decisão foi unânime

Com a decisão tomada nesta quinta-feira, todos os ministros que participaram do julgamento acompanharam o entendimento pela manutenção da condenação. Dessa forma, o processo chega a uma etapa decisiva dentro da Justiça Eleitoral.

O julgamento também reforça a atenção das instituições eleitorais para casos envolvendo comportamentos praticados contra mulheres no exercício de funções públicas. Situações ocorridas dentro de casas legislativas podem ser submetidas à análise da Justiça quando houver alegações de violação das normas eleitorais.

O caso de Camaçari ganhou relevância justamente por envolver um episódio ocorrido durante uma atividade legislativa e que foi registrado em vídeo, permitindo que a conduta fosse posteriormente analisada no processo.

A manutenção da condenação pelo TSE encerra o julgamento na instância eleitoral superior e preserva a decisão relacionada às acusações de violência política de gênero e importunação sexual.

O episódio também reacende a discussão sobre a necessidade de garantir ambientes políticos seguros para mulheres que exercem mandatos e funções de representação. A presença feminina na política é acompanhada por debates sobre igualdade, respeito e enfrentamento a práticas que possam constranger ou intimidar representantes eleitas.

Redação Saiba+

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Política

Duda Salabert denuncia tentativa de homicídio

Deputada afirma ter sido atacada durante gravação em área de mineração ilegal entre Belo Horizonte e Nova Lima

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A deputada federal Duda Salabert (PSol) denunciou ter sido vítima de uma tentativa de homicídio na madrugada desta sexta-feira (4), em uma área apontada como de mineração ilegal entre Belo Horizonte e Nova Lima, na Região Metropolitana da capital mineira.

Segundo o relato da parlamentar, ela esteve no local com o objetivo de registrar em vídeo movimentações que considerou suspeitas. Durante a tentativa de gravação, Duda afirma que foi atacada por homens que estavam na região.

Após o episódio, a deputada registrou um boletim de ocorrência junto à Polícia Militar e relatou o caso às autoridades. As circunstâncias da ocorrência deverão ser apuradas pelas forças de segurança.

A área onde o episódio teria acontecido é apontada como local de atividade de mineração ilegal, o que aumenta a preocupação em relação à segurança de pessoas que circulam pela região para registrar ou denunciar possíveis irregularidades.

O caso envolvendo Duda Salabert deverá ser investigado para esclarecer quem seriam os homens envolvidos, o que teria motivado a abordagem e se houve de fato uma tentativa de homicídio, conforme denunciado pela parlamentar.

A deputada, que é candidata à reeleição, ainda deverá prestar novos esclarecimentos sobre o episódio e sobre as circunstâncias que levaram à sua presença na área durante a madrugada.

Redação Saiba+

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