Brasil
Sem precedentes: Bolsonaro tenta reverter ação do golpe, mas levantamento global aponta que é impossível
Estudo inédito com 148 casos em 76 países mostra que nenhum líder condenado por golpe de Estado conseguiu reverter a punição — nem por tribunais, nem por anistia

Alvo de novas medidas cautelares impostas pelo STF, o ex-presidente Jair Bolsonaro tenta traçar duas rotas paralelas para escapar de uma possível condenação por tentativa de golpe de Estado: uma estratégia jurídica no Supremo e um movimento de anistia política no Congresso. Ambas, porém, enfrentam um histórico mundial sem precedentes de reversão.
Um levantamento inédito feito por pesquisadores da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) e da Universidade de Pisa (Itália) mapeou 148 condenações de ex-chefes de governo entre 1946 e 2024, em 76 países. A conclusão é direta: nenhuma condenação por golpe foi revertida, seja por decisão judicial ou por anistia legislativa.
“Condenações por crimes contra a democracia costumam ocorrer em momentos de reafirmação institucional e são impostas por tribunais com respaldo político e social. Isso torna sua reversão muito mais difícil”, afirma o cientista político Luciano Da Ros, um dos responsáveis pelo estudo.
Entre os exemplos analisados estão figuras como o ex-ditador tunisiano Zine El Abidine Ben Ali, condenado em 2012 por uso indevido das Forças Armadas, e o general argentino Jorge Rafael Videla, sentenciado em 1985 pelos crimes cometidos durante a ditadura militar.
Esses são os mesmos tipos de acusações que pesam contra Bolsonaro: crimes contra a democracia e tentativa de ruptura institucional. Na última sexta-feira (18), o ministro Alexandre de Moraes determinou que Bolsonaro use tornozeleira eletrônica, além de impor restrições ao uso das redes sociais, alegando coação no curso do processo e uso do governo dos Estados Unidos para pressionar o STF.
Projeto de Anistia enfrenta impasse histórico
Enquanto enfrenta o processo no STF, Bolsonaro aposta em uma saída política: a aprovação do Projeto de Lei da Anistia no Congresso, que visa perdoar envolvidos nos atos de 8 de janeiro de 2023. A proposta pode beneficiar diretamente o ex-presidente, mas especialistas alertam: nunca houve anistia validada para condenações por tentativa de golpe.
Lideranças bolsonaristas, como os deputados Sóstenes Cavalcante (PL-RJ) e Zucco (PL-RS), garantem que a pauta continua como prioridade. “Vamos continuar focados. Isso parece uma estratégia para desviar o foco do movimento da anistia”, diz Sóstenes.
Pressão internacional e desgaste político
A articulação política de Bolsonaro avança em meio ao desgaste causado pela recente decisão do governo Donald Trump — que assumirá o cargo em agosto — de impor tarifas de 50% sobre produtos brasileiros, como resposta ao que chamou de “caça às bruxas” promovida pelo STF contra o ex-presidente.
Mesmo assim, aliados esperam que sanções americanas contra o ministro Moraes possam influenciar o debate público e favorecer a narrativa bolsonarista.
Corrupção tem reversões; golpe, não
Segundo o estudo, casos de corrupção têm muito mais chance de serem revertidos: dos 95 líderes condenados por corrupção, 36% conseguiram anular as decisões posteriormente. Os principais exemplos são Lula, no Brasil, e Silvio Berlusconi, na Itália.
A explicação, segundo Da Ros, está no desequilíbrio entre instâncias judiciais. Tribunais inferiores costumam ser mais independentes, enquanto Supremas Cortes, mais próximas do poder, acabam anulando condenações. Mas em crimes contra a democracia, o efeito é o contrário: os tribunais agem com mais firmeza institucional.
“Ao apostar em estratégias jurídicas e políticas para evitar a punição, Bolsonaro enfrenta justamente um tipo de condenação que jamais foi revertida no mundo”, conclui Da Ros.
A Procuradoria-Geral da República já apresentou as alegações finais, responsabilizando Bolsonaro como o “principal articulador” do plano golpista. A expectativa é de que o julgamento pela Primeira Turma do STF ocorra até setembro. Caso condenado por todos os crimes, Bolsonaro pode pegar mais de 40 anos de prisão.
Brasil
Colisão de helicópteros deixa mortos e provoca incêndio
Acidente aéreo mobilizou equipes de emergência após queda de duas aeronaves e incêndio que atingiu dezenas de veículos em avenida movimentada.

Uma tragédia aérea provocou grande mobilização das equipes de resgate na manhã deste domingo (14), após a colisão de dois helicópteros de pequeno porte na Avenida das Américas, uma das principais vias da zona oeste do Rio de Janeiro. O acidente ocorreu na altura do acesso ao Posto 12 da Praia do Recreio e resultou em mortes, além de um incêndio de grandes proporções.
De acordo com as primeiras informações, as aeronaves colidiram ainda no ar antes de caírem em uma área utilizada como estacionamento. O impacto provocou uma sequência de explosões e deu início a um incêndio que rapidamente se espalhou entre os veículos estacionados no local.
Pelo menos cinco pessoas morreram na ocorrência, que também deixou um rastro de destruição e provocou momentos de pânico entre moradores e motoristas que circulavam pela região. Equipes do Corpo de Bombeiros foram acionadas por volta das 9h da manhã e iniciaram imediatamente o combate às chamas.
Mais de dez automóveis foram atingidos pelo fogo, ampliando a dimensão do acidente. Imagens compartilhadas nas redes sociais mostraram uma intensa coluna de fumaça escura visível a quilômetros de distância, além de relatos de moradores que afirmaram ter ouvido fortes explosões logo após a queda das aeronaves.
O incêndio foi controlado pelos bombeiros cerca de uma hora após o início da operação, evitando que as chamas atingissem áreas ainda maiores. Após o controle da situação, as equipes passaram a atuar na perícia e na remoção dos destroços.
As circunstâncias da colisão ainda serão investigadas pelas autoridades competentes. Especialistas deverão analisar registros de voo, condições meteorológicas e eventuais falhas operacionais para determinar o que levou ao choque entre os helicópteros.
O acidente causou impactos no trânsito da região, com bloqueios temporários e desvios para permitir a atuação das equipes de emergência. Motoristas enfrentaram congestionamentos e lentidão durante toda a manhã.
A tragédia aérea reacende o debate sobre segurança operacional no transporte por helicópteros, especialmente em áreas urbanas com intenso fluxo de aeronaves. O caso também chama atenção pelo elevado número de vítimas e pelos danos materiais registrados no local.
Enquanto as investigações avançam, familiares das vítimas aguardam a identificação oficial e o esclarecimento das circunstâncias que levaram ao acidente. O episódio já é considerado um dos mais graves envolvendo aeronaves de pequeno porte registrados na região nos últimos anos.
A expectativa é que os laudos técnicos e periciais tragam respostas sobre as causas da colisão e contribuam para evitar ocorrências semelhantes no futuro.
Brasil
Jovem morre durante salto radical em São Paulo
Acidente em prática de rope jump em Limeira causa comoção e levanta questionamentos sobre protocolos de segurança em esportes de aventura.

A morte da jovem Maria Eduarda Rodrigues de Freitas, de 21 anos, durante a prática de rope jump em Limeira, no interior de São Paulo, gerou grande comoção neste sábado (13). O acidente aconteceu na conhecida Ponte do Esqueleto, local frequentemente utilizado por praticantes de esportes radicais e atividades de aventura.
Segundo informações divulgadas pelas autoridades e relatos de testemunhas, a jovem teria sido lançada de uma altura aproximada de 40 metros sem estar conectada corretamente à corda de segurança do equipamento. O impacto da queda resultou em ferimentos fatais, mobilizando equipes de resgate e forças de segurança que foram acionadas para atender à ocorrência.
O caso provocou forte repercussão nas redes sociais e reacendeu o debate sobre os protocolos de segurança adotados em atividades consideradas de alto risco. Amigos, familiares e internautas manifestaram pesar diante da tragédia que interrompeu de forma abrupta a vida da jovem.
O rope jump é uma modalidade de esporte radical que consiste em saltar de estruturas elevadas utilizando sistemas de cordas projetados para amortecer a queda. Embora seja praticado por milhares de pessoas em diferentes países, a atividade exige planejamento rigoroso, equipamentos certificados e procedimentos de segurança executados com precisão.
A ocorrência em Limeira deverá ser investigada para esclarecer as circunstâncias que levaram ao acidente. As apurações devem avaliar desde a preparação do salto até o funcionamento dos equipamentos utilizados no momento da atividade.
Especialistas em esportes de aventura destacam que a conferência dos sistemas de ancoragem e dos equipamentos de proteção é uma das etapas mais importantes antes de qualquer salto. Pequenas falhas operacionais podem gerar consequências graves, especialmente em atividades realizadas em grandes alturas.
A Ponte do Esqueleto é conhecida entre praticantes de esportes radicais por oferecer condições favoráveis para saltos e desafios de aventura. No entanto, o episódio trouxe novamente à tona discussões sobre fiscalização, treinamento de equipes e cumprimento das normas de segurança.
Além do impacto emocional causado pela perda da jovem, o caso também despertou preocupação entre praticantes da modalidade e organizadores de eventos de aventura. O objetivo é compreender exatamente o que ocorreu e evitar que situações semelhantes se repitam.
A tragédia reforça a importância da adoção de protocolos rigorosos e da constante revisão dos procedimentos de segurança em atividades de alto risco. O episódio deverá servir como alerta para operadores, instrutores e praticantes que participam desse tipo de esporte.
Enquanto as investigações avançam, familiares e amigos lamentam a morte precoce de Maria Eduarda, cuja história mobilizou milhares de pessoas e gerou ampla repercussão em todo o país.
Brasil
STF reage após decisão da Justiça italiana
Supremo divulga nota oficial em defesa dos procedimentos adotados no caso de Carla Zambelli após revés em pedido de extradição na Itália.

O Supremo Tribunal Federal (STF) divulgou uma nota oficial nesta sexta-feira (12) em resposta à decisão da Corte Suprema de Cassação da Itália que negou o pedido de extradição da ex-deputada federal Carla Zambelli. A manifestação da mais alta instância do Judiciário brasileiro ocorreu após a Justiça italiana determinar a liberação da parlamentar e apresentar críticas à condução do processo envolvendo o ministro Alexandre de Moraes.
No comunicado, assinado pelo presidente do STF, ministro Edson Fachin, a Corte reforçou a legalidade dos procedimentos adotados ao longo da tramitação do caso e destacou que as decisões relacionadas ao processo foram submetidas à análise colegiada.
Segundo a nota, a denúncia apresentada pela Procuradoria-Geral da República contra Carla Zambelli envolve acusações de invasão de dispositivo informático e falsidade ideológica. O texto ressalta ainda que a acusação foi recebida por unanimidade pela Primeira Turma do Supremo, que também confirmou decisões anteriormente proferidas pelo relator do caso, ministro Alexandre de Moraes.
A decisão da Justiça italiana gerou ampla repercussão nos meios jurídicos e políticos, especialmente por envolver questões relacionadas à cooperação internacional entre sistemas judiciais de diferentes países. O entendimento adotado pela Corte de Cassação abre um novo capítulo na discussão sobre os limites e critérios aplicados em processos de extradição.
O posicionamento do STF busca reafirmar a legitimidade das decisões tomadas no âmbito da Justiça brasileira e destacar que o caso seguiu os trâmites previstos na legislação nacional. A Corte enfatizou que as medidas adotadas tiveram respaldo institucional e passaram pelo crivo dos ministros responsáveis pelo julgamento.
O episódio também reacende debates sobre a relação entre decisões judiciais nacionais e interpretações realizadas por tribunais estrangeiros em casos de repercussão internacional. Especialistas observam que divergências entre sistemas jurídicos podem ocorrer em processos que envolvem extradição, especialmente quando diferentes ordenamentos legais são analisados.
A negativa da extradição e a consequente liberação da ex-deputada ampliaram a visibilidade do caso e provocaram reações em diferentes setores. Enquanto a Justiça italiana apresentou seus fundamentos para a decisão, o STF optou por reforçar publicamente a regularidade processual adotada no Brasil.
A manifestação assinada por Edson Fachin evidencia a preocupação da Suprema Corte em preservar a segurança jurídica das decisões tomadas pela Justiça brasileira e reafirmar a atuação institucional do tribunal.
Com novos desdobramentos previstos, o caso segue acompanhando discussões jurídicas e políticas tanto no Brasil quanto no exterior, permanecendo entre os temas de maior repercussão no cenário nacional.
Política4 dias atrásCamilo Santana defende classificação de facções como terroristas
Política6 dias atrásSenado analisa auditoria privada em órgãos públicos
Brasil7 dias atrásEx-executivo do Banco Master ganha destaque em investigação
Entretenimento7 dias atrásEliana se emociona ao anunciar pausa do programa na Globo
Mundo7 dias atrásPetróleo dispara após nova escalada entre Irã e Israel
Política7 dias atrásLuciano Hang vira alvo de ação judicial após comentário em rede social
Saúde7 dias atrásDescoberta pode antecipar diagnóstico de câncer de pulmão
Política7 dias atrásNelson Pelegrino assume presidência do TCM da Bahia









