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CazéTV perde milhares de assinantes após piada com Bolsonaro

Humorista Marcelo Adnet ironiza operação da PF e provoca revolta entre apoiadores da direita, que abandonam o canal em massa

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Casimiro Miguel da CazéTV, que vai transmitir o Brasileirão no YouTube - Divulgação

A CazéTV enfrenta uma crise nas redes após a repercussão de uma piada feita pelo humorista Marcelo Adnet durante uma transmissão ao vivo no último sábado (20). O comentário, que fazia referência à operação da Polícia Federal na casa do ex-presidente Jair Bolsonaro, gerou indignação entre internautas e resultou em uma onda de boicotes e cancelamentos de assinaturas.

Durante o programa Copazona, Adnet simulou uma “invasão da PF” ao estúdio, fazendo alusão direta à investigação contra Bolsonaro. Em tom de deboche, o humorista ainda brincou com a ideia de o canal estar ligado à Rede Globo, o que aumentou a irritação do público mais conservador, tradicionalmente contrário à emissora.

“A CazéTV acabou de ser invadida pela Polícia Federal, trouxeram uma tornozeleira”, ironizou Adnet. A declaração viralizou negativamente, e milhares de apoiadores de Bolsonaro passaram a criticar o canal nas redes sociais.

“Assinei, divulguei e acompanhei o projeto desde o início. Mas quando começa a ridicularizar quem nos representa, não dá mais”, disse um seguidor no X (antigo Twitter), resumindo o sentimento de grande parte do público conservador.

Comandada por Casimiro Miguel, a CazéTV conquistou espaço com transmissões esportivas e conteúdos populares. No entanto, a recente crítica à direita pode custar caro à imagem e à audiência da plataforma, que agora vê sua base de seguidores mais engajada migrando para outros canais.

Em meio à polêmica, o ministro dos Transportes, Renan Filho, saiu em defesa da CazéTV. Fã de futebol, o ministro do governo Lula criticou o movimento de boicote articulado nas redes por apoiadores de Bolsonaro.

“Faço uma crítica em nome da livre iniciativa brasileira, que tem sido atacada pela direita. Querem boicotar o Pix, que ajuda milhões de brasileiros, querem boicotar a CazéTV, que democratizou o acesso a transmissões esportivas, de graça. São boicotes sistemáticos promovidos pela direita para atender a interesses internacionais. Condenar um canal por ter feito humor… Sou contra”, afirmou Renan Filho.

Redação Saiba+

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Moraes pede manifestação da PGR sobre Smart TV, pastor e livros para Bolsonaro

Defesa solicita Smart TV, remição de pena por leitura e assistência religiosa ao ex-presidente

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O ex-presidente da República Jair Messias Bolsonaro que está preso na superintendência da Polícia Federal. Foto: Wilton Junior

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou nesta sexta-feira, 9, que a Procuradoria-Geral da República (PGR) se manifeste, no prazo de cinco dias, sobre três solicitações apresentadas pela defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Os pedidos envolvem o acesso a uma Smart TV, a participação no programa de remição de pena por leitura e a autorização para receber assistência religiosa durante o período em que permanece preso.

Segundo a defesa, a disponibilização de uma Smart TV permitiria que Bolsonaro acompanhasse conteúdos jornalísticos e informativos, considerados essenciais para manter o vínculo com a atualidade política e social do país. O equipamento seria fornecido pela própria família do ex-presidente.

Outro ponto destacado é a inclusão de Bolsonaro no programa de remição de pena por leitura, previsto na Lei de Execução Penal. A iniciativa possibilita a redução de dias da pena mediante a leitura de obras literárias e a entrega de relatórios avaliativos, prática já adotada em diversas unidades prisionais do país.

Além disso, os advogados solicitaram autorização para que Bolsonaro receba acompanhamento espiritual regular, indicando nomes de líderes religiosos responsáveis pelo atendimento. A defesa argumenta que o direito à liberdade religiosa deve ser plenamente assegurado, mesmo em contexto de custódia.

A decisão de Moraes reforça a necessidade de manifestação formal da PGR antes de qualquer deliberação sobre os pedidos, que têm gerado ampla repercussão política e jurídica.

Redação Saiba+

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Moraes mantém prisão preventiva de Domingos Brazão, acusado de mandar matar Marielle

Decisão de Alexandre de Moraes reforça investigação sobre mandantes do assassinato de Marielle Franco e Anderson Gomes

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O conselheiro do TCE-RJ Domingos Brazão foi preso em 2024 pela Polícia Federal (PF), acusado de mandar matar a vereadora Marielle Franco. Foto: Câmara dos Deputado

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), decidiu nesta quinta-feira, 8, manter a prisão preventiva do conselheiro afastado do Tribunal de Contas do Estado do Rio de Janeiro (TCE-RJ), Domingos Brazão. Ele é acusado de ser um dos mandantes do assassinato da vereadora Marielle Franco e do motorista Anderson Gomes, crime que completou seis anos e segue mobilizando autoridades e a sociedade civil.

Na decisão, Moraes destacou a gravidade dos fatos investigados e a necessidade de preservar a integridade das apurações, considerando o risco de interferência no processo caso Brazão fosse solto. O ministro também ressaltou que a manutenção da prisão é fundamental para garantir a segurança de testemunhas e o avanço das investigações conduzidas pela Polícia Federal.

Domingos Brazão está afastado do TCE-RJ desde que seu nome passou a figurar entre os principais suspeitos de envolvimento no planejamento do crime. As investigações apontam para uma possível estrutura organizada por trás do atentado, o que reforça a importância de medidas cautelares rigorosas.

A decisão do STF representa mais um capítulo na busca por responsabilização completa dos envolvidos no assassinato que chocou o país e ganhou repercussão internacional. O caso segue em andamento, com novas diligências previstas para os próximos meses.

Redação Saiba+

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URGENTE: Lula veta PL da Dosimetria de forma integral

Decisão foi anunciada em cerimônia que marcou três anos dos ataques aos Três Poderes; Congresso analisará manutenção ou derrubada do veto.

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Lula já tinha adiantado que vetaria o PL da Dosimetria

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) anunciou, na manhã desta quinta‑feira (8), o veto integral ao projeto conhecido como PL da Dosimetria, que previa a redução das penas aplicadas aos condenados pelos atos antidemocráticos de 8 de janeiro de 2023, incluindo o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

A assinatura do veto ocorreu durante uma cerimônia oficial organizada pelo governo para marcar os três anos dos ataques que resultaram na invasão e depredação dos prédios dos Três Poderes, em Brasília. Segundo o governo, a decisão reforça o compromisso com a responsabilização dos envolvidos e com a defesa da ordem democrática.

Com o veto, o texto retorna ao Congresso Nacional, que terá a prerrogativa de manter ou derrubar a decisão presidencial. A análise será feita em sessão conjunta entre Senado e Câmara, em data ainda a ser definida. Parlamentares de diferentes bancadas já sinalizam articulações tanto para sustentar quanto para rejeitar o veto.

A medida reacende o debate político sobre os desdobramentos jurídicos dos atos de 8 de janeiro e sobre o papel do Legislativo na revisão de decisões que envolvem crimes contra o Estado democrático de direito.

Redação Saiba+

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