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Brasil

Brasil está fora do Mapa da Fome após nova queda na subnutrição

Relatório da ONU aponta que menos de 2,5% da população brasileira sofre com insegurança alimentar; governo atribui resultado a políticas sociais e combate à pobreza

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Moradora em Salvador segura prato de comida - Rafaela Araújo - 6.dez.22/Folhapress

O Brasil voltou a sair do Mapa da Fome, após registrar menos de 2,5% da população em situação de subnutrição no triênio 2022–2024. O dado foi divulgado nesta segunda-feira (28) pela FAO (Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura), durante cúpula realizada em Adis Abeba, na Etiópia, e representa um avanço significativo após os retrocessos verificados nos últimos anos.

O país havia retornado ao Mapa da Fome entre 2019 e 2021, em meio à crise econômica agravada pela pandemia, após ter saído pela primeira vez em 2014. A nova edição do relatório “O Estado da Segurança Alimentar e Nutrição no Mundo”, elaborada pela FAO e agências parceiras da ONU, mostra que o Brasil voltou a atender ao critério internacional para ficar fora do ranking de países com níveis preocupantes de fome.

Tirar o Brasil novamente do Mapa da Fome era uma promessa de campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que estabeleceu a meta até 2026. Com a divulgação do relatório, Lula celebrou a antecipação da meta e telefonou ao presidente da FAO, Qu Dongyu, destacando que os indicadores devem melhorar ainda mais nos próximos anos, com a consolidação de programas sociais de seu governo.

Estou feliz. No ano que vem, os dados vão estar muito melhores. Este balanço ainda carrega 2022, que foi um ano muito ruim“, disse Lula, em transmissão ao vivo nas redes sociais. O presidente também reafirmou que o combate à fome exige colocar os mais pobres no orçamento público, tanto da União quanto de estados e municípios.

Segundo a FAO, os números de subnutrição no Brasil vinham em queda desde 2023. No triênio 2019–2021, o índice chegou a 3,4% e subiu para 4,2% até 2022. Em 2023, houve leve recuo para 3,9%, ainda com 8,4 milhões de brasileiros em insegurança alimentar. Agora, com o índice abaixo de 2,5%, o país sai da lista, embora a ONU não divulgue números absolutos quando esse patamar é atingido.

A prevalência de subnutrição (PoU, na sigla em inglês) mede o percentual de pessoas cujo consumo alimentar não atende às necessidades calóricas mínimas. A FAO utiliza essa métrica como sinônimo de fome crônica.

Para o ministro do Desenvolvimento e Assistência Social, Wellington Dias, os resultados positivos são fruto do plano Brasil Sem Fome, lançado em agosto de 2023, que articula ações de transferência de renda, segurança alimentar e incentivo à agricultura familiar com participação de 24 ministérios.

Essa vitória é fruto de políticas públicas eficazes. Todas as políticas sociais trabalhando juntas para ter um Brasil sem fome”, declarou Dias.

O programa Bolsa Família, reformulado em 2023, também foi citado como peça-chave. Atualmente, 19,6 milhões de famílias são beneficiadas, o menor número desde a reformulação. Segundo o governo, a redução ocorre de forma positiva, com quase 1 milhão de famílias deixando o programa devido ao aumento da renda familiar.

A melhora nos indicadores brasileiros ocorre em um cenário global ainda desafiador. A pandemia de Covid-19 agravou a fome no mundo, e no Brasil, a crise levou milhões à busca por doações de alimentos e sobras de supermercados. Agora, o país volta a liderar esforços globais com a Aliança Internacional contra a Fome e a Pobreza, lançada durante a presidência brasileira no G20, com foco em levar soluções e recursos a nações mais vulneráveis.

Redação Saiba+

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Lula celebra indicação de Wagner Moura ao Oscar 2026

Presidente destaca talento do ator baiano após anúncio oficial dos indicados à premiação internacional

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Os indicados foram divulgados na manhã desta quinta-feira (22) | Bnews - Divulgação Reprodução

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva comemorou publicamente a indicação do ator baiano Wagner Moura ao Oscar 2026 na categoria de Melhor Ator, reconhecimento conquistado por sua atuação no filme O Agente Secreto, dirigido por Kleber Mendonça Filho. A manifestação foi feita nas redes sociais, onde Lula exaltou o talento do artista e afirmou que “o baiano tem o molho”, em referência ao destaque internacional alcançado por Moura.

A lista oficial dos indicados foi divulgada na manhã desta quinta-feira (22), movimentando o cenário cultural brasileiro e reforçando a presença do país na maior premiação do cinema mundial. A performance de Wagner Moura no longa tem sido amplamente elogiada pela crítica especializada, consolidando o ator como um dos nomes mais expressivos do audiovisual contemporâneo.

A reação do presidente também repercutiu entre artistas, produtores e admiradores do cinema nacional, que celebraram a conquista como um marco para a indústria brasileira. A indicação fortalece a visibilidade do trabalho de Kleber Mendonça Filho, diretor reconhecido por sua linguagem autoral e por obras que dialogam com questões sociais e culturais do país.

Com a nomeação, Wagner Moura entra oficialmente na disputa pela estatueta, ampliando as expectativas do público brasileiro para a cerimônia de 2026 e reafirmando o potencial do cinema nacional no cenário internacional.

Redação Saiba+

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Zé Eduardo critica caminhada de Nikolas Ferreira rumo a Brasília

Apresentador chama ato simbólico de “hipocrisia barata” e questiona motivação do deputado

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Apresentador questionou as prioridades do deputado | Bnews - Divulgação Reprodução

O apresentador Zé Eduardo fez duras críticas, nesta quarta-feira (21), à caminhada realizada pelo deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) de Minas Gerais até Brasília. O ato simbólico foi promovido pelo parlamentar como forma de protesto contra a prisão do ex-presidente Jair Bolsonaro, investigado por envolvimento em uma suposta trama golpista.

Durante o programa Giro Baiana, transmitido pela rádio Baiana FM (89,3), Zé Eduardo classificou a iniciativa como “uma hipocrisia barata”, destacando que, em sua avaliação, o deputado demonstra preocupação exclusiva com “um único personagem político”.

O comunicador também questionou a real efetividade do gesto, afirmando que manifestações desse tipo pouco contribuem para o debate público e acabam servindo mais como estratégia de visibilidade do que como defesa de princípios democráticos.

A declaração repercutiu entre ouvintes e nas redes sociais, ampliando a discussão sobre o papel de figuras públicas em atos políticos e sobre os limites entre engajamento e autopromoção.

Redação Saiba+

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Boulos prevê votação do fim da escala 6×1 ainda neste semestre

Ministro afirma que articulação com Câmara avança e que mudança na jornada de trabalho ganha força no Congresso

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Mudança na lei trabalhista deve ser uma das apostas da campanha à reeleição de Lula | Bnews - Divulgação Freepik

O ministro da Secretaria-Geral, Guilherme Boulos, revelou que o governo intensificou as articulações para alterar o modelo atual de jornada de trabalho no país. Segundo ele, uma conversa recente com o ministro do Trabalho, Luiz Marinho, e com o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos), abriu caminho para que o tema avance no Legislativo.

Durante entrevista ao programa Bom Dia, Ministro, Boulos afirmou que a expectativa é de que o Congresso Nacional vote o fim da escala 6×1 ainda neste semestre, sinalizando que a proposta tem ganhado apoio entre parlamentares e setores do governo.

O ministro destacou que a mudança busca modernizar as relações trabalhistas e garantir melhores condições aos trabalhadores, reforçando que o debate está sendo conduzido com responsabilidade e diálogo entre Executivo e Legislativo.

A possível revisão da escala 6×1 — modelo em que o trabalhador atua seis dias consecutivos e folga apenas um — é vista como um passo importante para equilibrar produtividade e qualidade de vida, tema que vem ganhando relevância nas discussões sobre direitos trabalhistas no Brasil.

Redação Saiba+

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