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Brasil

Tarifaço atinge indústria brasileira e ameaça milhares de empregos

Setores estratégicos ficaram fora da lista de isenções e estimam prejuízo bilionário; exportações travadas e pressão sobre o governo Lula aumenta

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Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump / TOLGA AKMEN / POOL

A indústria brasileira está em alerta máximo com a chegada do tarifaço de 50% imposto pelos Estados Unidos, que entra em vigor no próximo dia 6 de agosto. A medida, assinada por Donald Trump, já provoca efeitos devastadores antes mesmo de começar a valer: cancelamentos de embarques, suspensão de encomendas, paralisação de produção e ameaça de demissões em massa.

Setores estratégicos como o elétrico-eletrônico, alumínio, moveleiro e calçadista começaram a contabilizar os impactos e pressionam o governo Lula por respostas rápidas e negociações diplomáticas eficazes com a Casa Branca.

A Abinee (Associação Brasileira da Indústria Elétrica e Eletrônica) apontou que itens cruciais como transformadores para redes de energia foram excluídos da lista de isenções, o que compromete quase 30% das exportações do setor aos EUA. “A continuidade das negociações é essencial para evitar um colapso”, alerta o presidente Humberto Barbato, que também pediu ações emergenciais do governo federal e do estado de São Paulo para conter os danos.

Linha de produção de sapatos em fábrica do Rio Grande do Sul – Ricardo Jaeger

No setor de alumínio, a situação é igualmente crítica. A Abal (Associação Brasileira do Alumínio) projeta um prejuízo de R$ 1,15 bilhão, mesmo com a alumina isenta. Produtos como bauxita, cimento aluminoso e hidróxido de alumínio foram taxados, e um terço das exportações para os EUA será atingido, segundo a entidade.
“A medida pode desorganizar toda a cadeia de abastecimento e afetar inclusive produtos não tarifados, por conta da forte integração produtiva entre os países”, afirmou a Abal.

A indústria moveleira, com polos em estados como Santa Catarina, Rio Grande do Sul, Paraná, São Paulo e Minas Gerais, calcula perdas pesadas: 9 mil empregos em risco, fábricas já parando e exportações travadas. Móveis de madeira, carro-chefe das exportações brasileiras, ficaram de fora das isenções, enquanto móveis metálicos e plásticos foram preservados. A Abimóvel já fala em colapso sistêmico e agravamento do cenário nas regiões Norte e Nordeste.

Na cadeia de couro e calçados, a Assintecal teme perder competitividade para a China, cuja tarifa é de 30%, ante os 50% agora aplicados ao Brasil. Produtos químicos para curtumes e componentes para calçados exportados aos EUA também sofrerão impacto direto. “Mesmo com crescimento nas exportações neste ano, a nova tarifa pode inviabilizar nossa presença no mercado norte-americano”, afirmou a entidade.

Diante do cenário, as principais associações setoriais exigem ação imediata de Lula, tanto na diplomacia com Washington quanto na adoção de medidas compensatórias para preservar empregos e a competitividade nacional.

Redação Saiba+

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Lula celebra indicação de Wagner Moura ao Oscar 2026

Presidente destaca talento do ator baiano após anúncio oficial dos indicados à premiação internacional

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Os indicados foram divulgados na manhã desta quinta-feira (22) | Bnews - Divulgação Reprodução

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva comemorou publicamente a indicação do ator baiano Wagner Moura ao Oscar 2026 na categoria de Melhor Ator, reconhecimento conquistado por sua atuação no filme O Agente Secreto, dirigido por Kleber Mendonça Filho. A manifestação foi feita nas redes sociais, onde Lula exaltou o talento do artista e afirmou que “o baiano tem o molho”, em referência ao destaque internacional alcançado por Moura.

A lista oficial dos indicados foi divulgada na manhã desta quinta-feira (22), movimentando o cenário cultural brasileiro e reforçando a presença do país na maior premiação do cinema mundial. A performance de Wagner Moura no longa tem sido amplamente elogiada pela crítica especializada, consolidando o ator como um dos nomes mais expressivos do audiovisual contemporâneo.

A reação do presidente também repercutiu entre artistas, produtores e admiradores do cinema nacional, que celebraram a conquista como um marco para a indústria brasileira. A indicação fortalece a visibilidade do trabalho de Kleber Mendonça Filho, diretor reconhecido por sua linguagem autoral e por obras que dialogam com questões sociais e culturais do país.

Com a nomeação, Wagner Moura entra oficialmente na disputa pela estatueta, ampliando as expectativas do público brasileiro para a cerimônia de 2026 e reafirmando o potencial do cinema nacional no cenário internacional.

Redação Saiba+

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Zé Eduardo critica caminhada de Nikolas Ferreira rumo a Brasília

Apresentador chama ato simbólico de “hipocrisia barata” e questiona motivação do deputado

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Apresentador questionou as prioridades do deputado | Bnews - Divulgação Reprodução

O apresentador Zé Eduardo fez duras críticas, nesta quarta-feira (21), à caminhada realizada pelo deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) de Minas Gerais até Brasília. O ato simbólico foi promovido pelo parlamentar como forma de protesto contra a prisão do ex-presidente Jair Bolsonaro, investigado por envolvimento em uma suposta trama golpista.

Durante o programa Giro Baiana, transmitido pela rádio Baiana FM (89,3), Zé Eduardo classificou a iniciativa como “uma hipocrisia barata”, destacando que, em sua avaliação, o deputado demonstra preocupação exclusiva com “um único personagem político”.

O comunicador também questionou a real efetividade do gesto, afirmando que manifestações desse tipo pouco contribuem para o debate público e acabam servindo mais como estratégia de visibilidade do que como defesa de princípios democráticos.

A declaração repercutiu entre ouvintes e nas redes sociais, ampliando a discussão sobre o papel de figuras públicas em atos políticos e sobre os limites entre engajamento e autopromoção.

Redação Saiba+

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Boulos prevê votação do fim da escala 6×1 ainda neste semestre

Ministro afirma que articulação com Câmara avança e que mudança na jornada de trabalho ganha força no Congresso

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Mudança na lei trabalhista deve ser uma das apostas da campanha à reeleição de Lula | Bnews - Divulgação Freepik

O ministro da Secretaria-Geral, Guilherme Boulos, revelou que o governo intensificou as articulações para alterar o modelo atual de jornada de trabalho no país. Segundo ele, uma conversa recente com o ministro do Trabalho, Luiz Marinho, e com o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos), abriu caminho para que o tema avance no Legislativo.

Durante entrevista ao programa Bom Dia, Ministro, Boulos afirmou que a expectativa é de que o Congresso Nacional vote o fim da escala 6×1 ainda neste semestre, sinalizando que a proposta tem ganhado apoio entre parlamentares e setores do governo.

O ministro destacou que a mudança busca modernizar as relações trabalhistas e garantir melhores condições aos trabalhadores, reforçando que o debate está sendo conduzido com responsabilidade e diálogo entre Executivo e Legislativo.

A possível revisão da escala 6×1 — modelo em que o trabalhador atua seis dias consecutivos e folga apenas um — é vista como um passo importante para equilibrar produtividade e qualidade de vida, tema que vem ganhando relevância nas discussões sobre direitos trabalhistas no Brasil.

Redação Saiba+

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