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Morango do amor conquista a Europa com o talento de confeiteiras brasileiras

Doce que viralizou nas festas juninas brasileiras agora faz sucesso em Paris e Lisboa, impulsionado pelas redes sociais e pela criatividade de empreendedoras do Brasil

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Febre do morango do amor ultrapassa barreiras geográficas e ganha espaço na Europa - Rafaela Araújo

O “morango do amor”, doce que virou sensação nas redes sociais brasileiras durante as festas juninas de 2025, atravessou o Atlântico e vem conquistando espaço em docerias da França e de Portugal. Com uma estética irresistível e sabor que mistura tradição e inovação, a receita viral tem sido a aposta de confeiteiras brasileiras que vivem na Europa — e o resultado tem sido sucesso de vendas e muita repercussão.

Com mais de 248 mil publicações no Instagram até o fim de julho, a hashtag #morangodoamor simboliza o fenômeno culinário que saiu das quermesses para ganhar status internacional. O doce, feito com morango fresco, recheio cremoso e cobertura cristalizada com corante vermelho, substituiu a tradicional maçã do amor e se tornou estrela nos vídeos de TikTok, Kwai e Instagram, acumulando mais de 50 milhões de visualizações nas primeiras semanas da tendência.

A febre do morango viral tem ajudado empreendedoras brasileiras a faturar alto. Em Paris, a cozinheira Viviane Aguera, do restaurante Aromas da Vivi, viu sua produção decolar. “Tá uma loucura! Só de anunciar que ia fazer o doce, meu telefone não parou. Tive que parar de aceitar encomendas porque não estou dando conta”, relata. A unidade é vendida por € 8 (cerca de R$ 50), e a demanda já multiplicou por cinco as vendas de doces do restaurante.

Mas não são apenas os brasileiros que estão apaixonados pelo doce. “Até franceses, japoneses, colombianos e turistas em geral estão provando e adorando. Ficam fascinados, acham lindo e se surpreendem quando mordem e descobrem que a casquinha não quebra o dente”, conta Viviane, entusiasmada com o alcance multicultural da receita.

No 15º distrito de Paris, a confeiteira Luísa Kreitchmann, da LK Patisserie, também comemora: “Nunca vi nada igual em 13 anos de confeitaria. Mesmo no mês de férias, o movimento aumentou graças ao morango”. Ela precisou adaptar o cardápio e até criou uma nova versão do doce com chocolate preto, para atender à demanda crescente.

O sucesso também chegou a Lisboa, onde o casal João Vitor Brito e Dayane Carmo ainda tenta provar a novidade, esgotada nos pontos de venda: “Ficamos com vontade por causa das redes e dos amigos no Brasil. No domingo saímos para comprar, mas já tinha acabado”, contou Dayane.

Na capital portuguesa, os preços variam entre € 4 e € 5 por unidade, com docerias como Delícias da Sol e Georgia Brigadeiros liderando as vendas. A presença do doce nos principais shoppings de Lisboa mostra que a tendência ganhou força — e deve permanecer por mais tempo na preferência dos consumidores.

A força da internet, aliada ao talento das brasileiras no exterior, transformou o morango do amor em um case de sucesso internacional. Um exemplo doce e colorido de como a cultura popular brasileira segue encantando o mundo — uma mordida por vez.

Redação Saiba+

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Parlamento Europeu congela acordo comercial entre União Europeia e Estados Unidos

Decisão é anunciada após tensão diplomática envolvendo ameaça de anexação da Groenlândia

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O Parlamento Europeu congelou o acordo comercial firmado entre a União Europeia e os Estados Unidos | Bnews - Divulgação Reprodução

O Parlamento Europeu decidiu congelar o acordo comercial firmado entre a União Europeia e os Estados Unidos, medida anunciada nesta terça-feira (20) por Iratxe García Pérez, presidente do Grupo da Aliança Progressista dos Socialistas e Democratas (S&D), a segunda maior bancada da Casa.

Segundo García Pérez, a suspensão do acordo firmado no ano passado ocorre como retaliação às recentes declarações do presidente Donald Trump, que manifestou interesse em anexar a Groenlândia aos EUA. O território, embora autônomo, mantém vínculo histórico e administrativo com a Dinamarca, país-membro da União Europeia.

A decisão do Parlamento Europeu foi recebida como um sinal de endurecimento nas relações diplomáticas entre os blocos, que já vinham enfrentando divergências comerciais e políticas. Para parlamentares europeus, a ameaça de anexação representa uma violação inaceitável da soberania de um território ligado a um Estado europeu, justificando a interrupção imediata das negociações.

O congelamento do acordo deve impactar setores estratégicos, especialmente comércio, investimentos e cooperação regulatória. A expectativa é de que novas discussões ocorram nas próximas semanas, enquanto a União Europeia aguarda uma posição oficial do governo norte-americano sobre o episódio.

Redação Saiba+

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EUA ampliam lista de países convidados para integrar o “Conselho da Paz”

Iniciativa liderada por Washington inclui novos chefes de Estado para atuar na transição política e reconstrução da Faixa de Gaza

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Até o momento, o governo Lula ainda não apresentou resposta oficial | Bnews - Divulgação Wikipedia

O governo dos Estados Unidos anunciou a ampliação da lista de países convidados a integrar o “Conselho da Paz”, mecanismo criado por Washington com o objetivo de liderar a transição política, garantir a segurança e coordenar a reconstrução da Faixa de Gaza. A iniciativa busca fortalecer a cooperação internacional diante do cenário de instabilidade na região.

Segundo informações divulgadas, o presidente dos EUA, Donald Trump, decidiu incluir novos líderes globais no grupo, ampliando o alcance diplomático da proposta. Entre os nomes convidados estão o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o presidente Javier Milei (Argentina), o presidente Recep Tayyip Erdogan (Turquia), o presidente Abdel Fattah al-Sisi (Egito) e o primeiro-ministro Mark Carney (Canadá).

A expansão do Conselho reflete o interesse norte-americano em envolver diferentes perspectivas políticas e regionais no processo de reconstrução de Gaza, especialmente em um momento em que a comunidade internacional discute caminhos para estabilizar a área e promover ações humanitárias.

A participação dos novos países ainda depende de confirmações formais, mas a iniciativa já repercute no cenário diplomático global, abrindo espaço para debates sobre governança, segurança e cooperação multilateral no Oriente Médio.

Redação Saiba+

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Brasil quer falar sobre Venezuela no Conselho de Segurança da ONU, citando soberania e direito

Governo prepara manifestação firme em defesa do direito internacional, sem citar diretamente Maduro ou Donald Trump

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No domingo, 4, o Itamaraty divulgou uma nota com o posicionamento conjunto dos governos do Brasil, México, Chile, Colômbia, Uruguai e Espanha sobre a situação da Venezuela Foto: GIORGIO VIERA

O governo brasileiro deve solicitar a palavra na sessão extraordinária do Conselho de Segurança da ONU, marcada para esta segunda‑feira (5), para tratar da captura do presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, e de sua esposa, Cilia Flores, durante operação conduzida pelos Estados Unidos em Caracas na madrugada de sábado (3). Embora não ocupe assento permanente no colegiado, o Brasil pretende se manifestar com base nas regras que permitem intervenções de países não membros.

A fala brasileira deve seguir a linha adotada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que divulgou nota conjunta com Espanha e países latino‑americanos condenando violações ao direito internacional. O discurso, segundo fontes diplomáticas, será forte e crítico, mas sem mencionar nominalmente nem o ditador venezuelano nem o presidente dos EUA, Donald Trump — estratégia já adotada em posicionamentos anteriores.

A orientação do Itamaraty é reforçar a defesa da soberania dos Estados, do multilateralismo e da necessidade de respeito às normas internacionais, independentemente de quem esteja envolvido no conflito. O Brasil pretende destacar que ações militares unilaterais representam riscos para a estabilidade regional e criam precedentes perigosos para a comunidade internacional.

A crise desencadeada pela captura de Maduro reacendeu tensões diplomáticas e mobilizou governos latino‑americanos, que buscam evitar uma escalada de confrontos e defender soluções pacíficas. A participação brasileira no Conselho de Segurança reforça o esforço do país em se posicionar como voz ativa na defesa do diálogo e da legalidade internacional.

Redação Saiba+

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