Mundo
Xi Jinping diz a Lula estar pronto para exemplo de autossuficiência do Sul Global
Líder chinês reforça apoio à soberania do Brasil e propõe intensificar cooperação no Brics e em projetos estratégicos

O presidente da China, Xi Jinping, afirmou ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva que está disposto a trabalhar lado a lado com o Brasil para “estabelecer um exemplo de unidade e autossuficiência entre os principais países do Sul Global”. A declaração foi feita na manhã desta terça-feira (12), horário de Pequim, durante conversa telefônica solicitada pelo governo brasileiro.
Segundo o relato oficial chinês, Xi destacou que “a China apoia o povo brasileiro na defesa de sua soberania nacional” e na proteção de seus direitos e interesses legítimos, incentivando todos os países a se unirem contra o unilateralismo e o protecionismo.
A conversa também abordou temas estratégicos como o fortalecimento do Brics e novas oportunidades de negócios. Xi classificou o grupo como “plataforma-chave para construir consenso no Sul Global” e pediu união para defender as normas básicas que regem as relações internacionais e garantir a voz dos países em desenvolvimento.
O líder chinês ressaltou que as relações bilaterais vivem “o melhor momento da história”, com alinhamento entre projetos da Iniciativa Cinturão e Rota e o Novo PAC. Para ele, é hora de aproveitar oportunidades, ampliar a coordenação e gerar resultados mutuamente benéficos.
Entre as prioridades, Xi citou a Conferência da ONU sobre Mudança Climática, marcada para Belém, e a atuação conjunta no grupo Amigos da Paz, voltado à busca de soluções diplomáticas para a crise na Ucrânia.
Embora não tenha sido confirmado se temas como a escalada tarifária dos Estados Unidos contra países do Brics ou a pressão americana para que a China compre mais soja dos EUA tenham sido tratados, a ênfase do diálogo esteve na cooperação estratégica e na defesa de interesses comuns.
Mundo
Governo Trump cancela contrato milionário com entidade que apoia menores imigrantes
Decisão impacta organização sediada em Miami responsável por acolher crianças desacompanhadas nos Estados Unidos

O governo do ex-presidente Donald Trump cancelou um contrato avaliado em US$ 11 milhões (cerca de R$ 54 milhões) com a organização Catholic Charities, que atua no acolhimento e assistência de menores imigrantes desacompanhados nos Estados Unidos.
A entidade, sediada em Miami, desempenha papel fundamental no suporte a crianças e adolescentes que entram no país sem a companhia de responsáveis legais. O contrato previa financiamento para serviços essenciais, como abrigo, alimentação, acompanhamento psicológico e orientação jurídica para os jovens migrantes.
Segundo informações divulgadas pelo jornal Miami Herald, a decisão faz parte de uma série de medidas adotadas no contexto das políticas migratórias mais rígidas implementadas durante a gestão Trump. A interrupção do repasse levanta preocupações sobre o futuro do atendimento a menores em situação de vulnerabilidade, especialmente em regiões de alta entrada de imigrantes.
Especialistas e organizações de direitos humanos alertam que o corte pode gerar impactos diretos na capacidade de acolhimento e assistência, aumentando os desafios enfrentados por instituições que atuam na linha de frente da crise migratória. A medida reforça o debate sobre políticas públicas voltadas à imigração e proteção de crianças desacompanhadas nos Estados Unidos.
Nos bastidores, a decisão também reacende discussões políticas sobre financiamento federal para organizações sociais e o papel do governo no suporte a populações vulneráveis em território norte-americano.
Mundo
Parlamento Europeu congela acordo comercial entre União Europeia e Estados Unidos
Decisão é anunciada após tensão diplomática envolvendo ameaça de anexação da Groenlândia

O Parlamento Europeu decidiu congelar o acordo comercial firmado entre a União Europeia e os Estados Unidos, medida anunciada nesta terça-feira (20) por Iratxe García Pérez, presidente do Grupo da Aliança Progressista dos Socialistas e Democratas (S&D), a segunda maior bancada da Casa.
Segundo García Pérez, a suspensão do acordo firmado no ano passado ocorre como retaliação às recentes declarações do presidente Donald Trump, que manifestou interesse em anexar a Groenlândia aos EUA. O território, embora autônomo, mantém vínculo histórico e administrativo com a Dinamarca, país-membro da União Europeia.
A decisão do Parlamento Europeu foi recebida como um sinal de endurecimento nas relações diplomáticas entre os blocos, que já vinham enfrentando divergências comerciais e políticas. Para parlamentares europeus, a ameaça de anexação representa uma violação inaceitável da soberania de um território ligado a um Estado europeu, justificando a interrupção imediata das negociações.
O congelamento do acordo deve impactar setores estratégicos, especialmente comércio, investimentos e cooperação regulatória. A expectativa é de que novas discussões ocorram nas próximas semanas, enquanto a União Europeia aguarda uma posição oficial do governo norte-americano sobre o episódio.
Mundo
EUA ampliam lista de países convidados para integrar o “Conselho da Paz”
Iniciativa liderada por Washington inclui novos chefes de Estado para atuar na transição política e reconstrução da Faixa de Gaza

O governo dos Estados Unidos anunciou a ampliação da lista de países convidados a integrar o “Conselho da Paz”, mecanismo criado por Washington com o objetivo de liderar a transição política, garantir a segurança e coordenar a reconstrução da Faixa de Gaza. A iniciativa busca fortalecer a cooperação internacional diante do cenário de instabilidade na região.
Segundo informações divulgadas, o presidente dos EUA, Donald Trump, decidiu incluir novos líderes globais no grupo, ampliando o alcance diplomático da proposta. Entre os nomes convidados estão o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o presidente Javier Milei (Argentina), o presidente Recep Tayyip Erdogan (Turquia), o presidente Abdel Fattah al-Sisi (Egito) e o primeiro-ministro Mark Carney (Canadá).
A expansão do Conselho reflete o interesse norte-americano em envolver diferentes perspectivas políticas e regionais no processo de reconstrução de Gaza, especialmente em um momento em que a comunidade internacional discute caminhos para estabilizar a área e promover ações humanitárias.
A participação dos novos países ainda depende de confirmações formais, mas a iniciativa já repercute no cenário diplomático global, abrindo espaço para debates sobre governança, segurança e cooperação multilateral no Oriente Médio.
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