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Brasil

Banco do Brasil registra queda de 60% no lucro e fica abaixo das projeções

Lucro líquido ajustado do segundo trimestre caiu para R$ 3,8 bilhões; inadimplência do agro preocupa investidores e payout é reduzido para 30%

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Sede do Banco do Brasil, em Brasília: estatal concentra 32% do crédito rural e sente mais o impacto da crise no agronegócio. (Foto: Adobe Stock)

O Banco do Brasil (BBAS3) encerrou o segundo trimestre de 2025 com lucro líquido ajustado de R$ 3,8 bilhões, uma queda de 60,2% em relação ao mesmo período de 2024 e 48,7% em relação ao primeiro trimestre. O resultado ficou abaixo das projeções do mercado, que esperavam entre R$ 4,64 bilhões e R$ 5 bilhões.

O retorno sobre o patrimônio líquido (ROE) despencou para 8,4%, caindo 1.316 pontos percentuais em um ano e 823 pontos percentuais no trimestre, mesmo as estimativas mais pessimistas não previam um patamar tão baixo.

Segundo Tarciana Medeiros, presidente do Banco do Brasil, “O ano de 2025 é de ajuste para aceleração do crescimento. Projetamos lucro entre R$ 21 e 25 bilhões e seguimos com investimentos estruturantes, oferecendo a melhor experiência e soluções adequadas aos nossos clientes, com foco em tecnologia e capacitação dos funcionários”.

A carteira de crédito ampliada cresceu 11,2% em 12 meses, chegando a R$ 1,294 trilhão, puxada pelo aumento de 14,7% na carteira de pessoa jurídica (R$ 468 bilhões) e 8% na pessoa física (R$ 342,6 bilhões). A carteira do agronegócio avançou 8%, para R$ 404,9 bilhões, mas registrou alta preocupante na inadimplência.

A margem financeira bruta ficou em R$ 25,1 bilhões, queda de 1,9% em 12 meses, com destaque para margem com clientes de R$ 22,3 bilhões, 12% acima do mesmo período de 2024, enquanto a margem com o mercado caiu 51%, para R$ 2,8 bilhões.

O total de ativos alcançou R$ 2,437 trilhões, aumento de 3,2% em 12 meses.

Inadimplência em alta

A taxa de inadimplência acima de 90 dias chegou a 4,21%, ante 3% no segundo trimestre de 2024, enquanto os atrasos acima de 30 dias atingiram 5,92%. Entre pessoas físicas, a inadimplência foi de 5,59%, e entre pessoas jurídicas, 4,18%. O setor do agronegócio, com 3,49%, chamou atenção dos analistas por seu impacto negativo no banco estatal.

Menores dividendos

O Conselho de Administração do BB aprovou redução do payout de 40% para 30% em 2025, incluindo juros sobre capital próprio (JCP) e dividendos. Apesar disso, os pagamentos referentes ao primeiro semestre de 2025 já foram realizados, e o cronograma do segundo semestre permanece.

O ajuste era esperado pelo mercado, com casas como Goldman Sachs, JPMorgan, Itaú BBA, Ágora, Bradesco BBI e BTG Pactual trabalhando com o novo payout de 30%, embora o dividend yield estimado fique em 5,6%, inferior ao Itaú (ITUB4).

Redação Saiba+

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Anvisa libera retomada da produção da Ypê em São Paulo

Decisão foi tomada após nova inspeção sanitária que confirmou a adequação dos processos na unidade industrial localizada em Amparo, no interior paulista.

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A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) anunciou nesta sexta-feira (29) a liberação para retomada da produção na fábrica da Ypê, situada em Amparo, no interior de São Paulo. A decisão foi comunicada pelo presidente da autarquia, Leandro Safatle, e pelo diretor responsável pela área de fiscalização, Daniel Pereira, após a conclusão de uma nova avaliação técnica na unidade.

A autorização foi concedida depois de uma reinspeção realizada de forma conjunta entre diferentes órgãos de vigilância sanitária. Participaram da ação a Anvisa, o Centro de Vigilância Sanitária de São Paulo (CVS-SP), o Grupo de Vigilância Sanitária de Campinas (GVS) e a Vigilância Sanitária de Amparo (Visa-Amparo), que analisaram os procedimentos e as adequações implementadas pela empresa.

Segundo o resultado da inspeção, a unidade industrial demonstrou conformidade com os requisitos exigidos pelos órgãos reguladores, estando apta a retomar suas atividades produtivas. A avaliação técnica teve como foco a verificação das medidas corretivas adotadas pela companhia para atender às exigências sanitárias estabelecidas.

A decisão representa um importante avanço para a normalização das operações da empresa, que possui forte presença no mercado nacional de produtos de limpeza e higiene. A retomada das atividades também impacta positivamente a cadeia produtiva e a economia regional, especialmente no município de Amparo.

O trabalho integrado entre os órgãos de fiscalização foi fundamental para garantir que todos os critérios de segurança, qualidade e conformidade fossem rigorosamente avaliados antes da liberação da produção. A atuação conjunta reforça o compromisso das autoridades sanitárias com a proteção dos consumidores e a manutenção dos padrões exigidos pela legislação brasileira.

Além de assegurar a continuidade das operações industriais, a medida também contribui para a preservação de empregos e para o fortalecimento do setor produtivo. A expectativa é que a fábrica volte gradualmente ao ritmo normal de funcionamento, seguindo todos os protocolos estabelecidos pelos órgãos competentes.

Com a autorização oficial, a Ypê inicia uma nova etapa de suas atividades, mantendo o compromisso com a qualidade dos produtos e com o cumprimento das normas sanitárias exigidas para o setor.

Redação Saiba+

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Aury Lopes Jr. se manifesta sobre repercussão de caso Deolane

Advogado criminalista comenta atuação na defesa e redes sociais levantam debate sobre possível embate jurídico de grande repercussão no Brasil

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O advogado criminalista Aury Lopes Jr. se pronunciou por meio de um vídeo publicado em suas redes sociais após a intensa repercussão de sua atuação na defesa da influenciadora e advogada Deolane Bezerra.

Considerado um dos principais nomes do Direito Penal no Brasil, o jurista afirmou que tem acompanhado a grande exposição do caso e a série de comentários que vêm sendo feitos nas redes sociais desde sua entrada na defesa. A manifestação ocorre em meio ao aumento da atenção pública sobre o processo e seus desdobramentos jurídicos.

A nomeação de Aury Lopes Jr. para atuar no caso gerou ampla discussão entre internautas, que passaram a debater a complexidade e o potencial impacto da disputa judicial. Parte do público chegou a apontar que o processo pode se tornar um dos maiores confrontos já observados no cenário jurídico brasileiro.

Do outro lado, o promotor responsável pelo caso é Lincoln Gakiya, conhecido por sua atuação há mais de duas décadas em investigações de grande relevância envolvendo o combate ao crime organizado. A presença de dois nomes de forte expressão no meio jurídico intensificou ainda mais a repercussão do caso nas redes sociais.

O debate público também foi impulsionado pela notoriedade dos profissionais envolvidos, ampliando a visibilidade do processo e gerando expectativa sobre os próximos passos da atuação jurídica.

Até o momento, as manifestações públicas se concentram em declarações e repercussões digitais, enquanto o andamento formal do caso segue sob sigilo judicial.

Redação Saiba+

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STF Media Acordo Sobre Crédito ao BRB

Governo do Distrito Federal e União discutem operação financeira em reunião decisiva no Supremo Tribunal Federal

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Luiz Fux conduz negociações que começaram na terça-feira, visando salvar o Banco de Brasília de uma possível falência | Bnews - Divulgação

O governo do Distrito Federal e a União participam nesta quinta-feira (28), às 10h, de uma audiência no Supremo Tribunal Federal (STF) para tentar fechar um acordo envolvendo uma operação de crédito destinada ao BRB (Banco de Brasília). A negociação é considerada estratégica para o sistema financeiro local e acompanha um cenário de debates sobre autonomia financeira e responsabilidade fiscal.

A reunião ocorre em meio às discussões sobre os limites legais para operações de crédito envolvendo instituições públicas e governos regionais. O caso ganhou relevância por envolver diretamente o BRB, um dos principais bancos públicos do país e peça importante na economia do Distrito Federal.

A expectativa é que o encontro no STF avance na construção de um entendimento entre as partes, evitando novos impasses jurídicos e administrativos. O acordo pode representar um passo importante para garantir estabilidade financeira e continuidade de investimentos ligados ao banco estatal.

Nos bastidores, integrantes do governo do Distrito Federal avaliam que a solução negociada pode fortalecer o ambiente econômico da capital federal, além de preservar operações estratégicas conduzidas pelo BRB nos últimos anos. A União, por sua vez, busca assegurar que qualquer decisão esteja alinhada às normas fiscais e aos critérios de controle financeiro da administração pública.

Especialistas acompanham o caso com atenção, já que o desfecho poderá abrir precedentes para futuras operações de crédito envolvendo bancos públicos estaduais e distritais. A audiência no STF é vista como decisiva para reduzir inseguranças jurídicas e estabelecer parâmetros mais claros para esse tipo de negociação financeira.

O BRB vem ampliando sua atuação nacional nos últimos anos, aumentando sua participação no mercado bancário e atraindo novos clientes em diversas regiões do Brasil. Por isso, o resultado das negociações entre o Distrito Federal e a União também desperta interesse do setor financeiro e de investidores.

Redação Saiba+

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