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Brasil

Banco do Brasil se prepara para divulgar balanço em meio à crise no agronegócio

Alta na inadimplência rural, mudanças regulatórias e desafios macroeconômicos pressionam resultados do segundo trimestre e aumentam apreensão no mercado financeiro

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Mercado tem visão negativa sobre os resultados do Banco do Brasil (BBAS3) no 2º trimestre de 2025. (Foto: Adobe Stock)

O Banco do Brasil (BBAS3) divulgará na noite desta quinta-feira (14) o balanço financeiro mais aguardado da temporada de resultados do segundo trimestre de 2025. O clima, porém, está longe de ser otimista. Desde maio, quando apresentou números abaixo do esperado, retirou seu guidance anual e viu suas ações despencarem mais de 30%, a estatal está no centro das preocupações do mercado.

O principal fator por trás dessa turbulência é a inadimplência no agronegócio, segmento em que o BB detém cerca de metade de todo o crédito rural do País. A combinação de queda nos preços das commodities, problemas climáticos nas safras de 2022/23 e 2023/24, além de mudanças nas regras de provisão de crédito, criou um cenário de forte pressão sobre os resultados.

De acordo com levantamento da Serasa Experian, a inadimplência rural atingiu 7,9% no primeiro trimestre de 2025, contra 7% no mesmo período de 2024. Ao mesmo tempo, o número de produtores em recuperação judicial disparou, com 389 pedidos apenas nos três primeiros meses deste ano – um aumento de 21,5% sobre o trimestre anterior.

Especialistas apontam ainda para um risco moral no campo, já que alterações na Lei de Falências, em 2020, permitiram que produtores rurais pessoas físicas recorressem à recuperação judicial, abrindo margem para uso estratégico do instrumento e dificultando a execução de garantias como o penhor de safra.

O modelo de concessão de crédito do Banco do Brasil, historicamente baseado no penhor da produção, tem se mostrado mais vulnerável no cenário atual, enquanto bancos privados preferem garantias como a alienação fiduciária da terra, que mantém os ativos fora do alcance de reestruturações judiciais.

Além disso, a nova Resolução 4.966 do Conselho Monetário Nacional obrigou os bancos a adotarem o modelo de perda esperada, antecipando provisões para créditos de risco, o que impactou fortemente a estatal, dado seu alto volume de operações no setor agro.

O mercado aguarda o resultado do 2T25 para medir a real extensão dos impactos e entender se o Banco do Brasil conseguirá recuperar a confiança perdida. Até lá, BBAS3 segue sob forte escrutínio, especialmente por analistas que veem no desempenho do agro o ponto decisivo para o futuro da ação.

Redação Saiba+

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Petrobras encontra hidrocarbonetos no Amapá

Descoberta ocorreu em poço exploratório na Foz do Amazonas e estatal estima produção de petróleo na região em até sete anos

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A Petrobras identificou a presença de hidrocarbonetos em um poço exploratório localizado em águas profundas no Amapá, na Bacia da Foz do Amazonas, na chamada margem equatorial brasileira.

A descoberta ocorreu após a perfuração realizada pela estatal na região, considerada estratégica para as atividades de exploração de petróleo no país. O resultado representa mais uma etapa dos estudos destinados a avaliar o potencial energético da área.

Segundo a Petrobras, a identificação de hidrocarbonetos ainda exige novas etapas de avaliação técnica para determinar as características e a viabilidade comercial da descoberta. Os trabalhos deverão incluir análises e estudos complementares antes de uma eventual decisão sobre o desenvolvimento da produção.

A estatal estima que, caso os resultados das próximas fases confirmem a viabilidade do projeto, a produção de petróleo na região poderá começar em até sete anos.

A área da margem equatorial brasileira tem sido alvo de debates sobre exploração de petróleo, principalmente em razão de seu potencial energético e das discussões envolvendo impactos ambientais. A Foz do Amazonas é uma das regiões consideradas promissoras para novas descobertas de hidrocarbonetos.

Com a identificação no poço exploratório do Amapá, a Petrobras amplia os estudos sobre o potencial petrolífero da margem equatorial, enquanto avança nas avaliações necessárias para determinar a dimensão da descoberta e as condições para uma possível produção comercial.

Redação Saiba+

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Brasil

Casas Bahia fecha quase 300 lojas e demite cerca de 2 mil funcionários

Rede varejista anuncia forte redução da operação no Brasil em meio a plano de corte de despesas e sequência de prejuízos

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A Casas Bahia anunciou o fechamento de quase 300 lojas e a demissão de cerca de 2 mil funcionários em diferentes regiões do Brasil. As medidas foram adotadas entre quinta-feira (13) e esta sexta-feira (14), em meio a um processo de redução de despesas da companhia.

Segundo informações divulgadas pelo Valor Econômico, os cortes fazem parte de uma estratégia para diminuir os custos operacionais da empresa após uma sequência de resultados negativos. A decisão representa uma das maiores reduções de lojas realizadas pela rede de uma só vez nos últimos anos.

Com o encerramento das unidades, a Casas Bahia terá uma redução significativa em sua presença física no país. As lojas fechadas correspondem a aproximadamente 28,7% da rede, que contava com pouco mais de mil estabelecimentos antes da reestruturação.

Além do fechamento das unidades, cerca de 2 mil trabalhadores foram desligados. A medida amplia o processo de reorganização da varejista, que busca adequar sua estrutura aos desafios financeiros enfrentados pelo grupo.

A redução da operação ocorre em um cenário de pressão sobre grandes empresas do varejo brasileiro, marcado por mudanças no comportamento dos consumidores, necessidade de controle de despesas e busca por maior eficiência operacional.

A Casas Bahia, uma das marcas mais conhecidas do varejo nacional, passa agora por uma ampla reestruturação. O fechamento de quase 300 lojas e os milhares de desligamentos evidenciam a dimensão do plano de contenção de gastos adotado pela companhia.

Redação Saiba+

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Brasil

Vorcaro tenta novo acordo de delação

Ex-dono do Banco Master avalia retomar negociações com a Polícia Federal após duas tentativas frustradas de colaboração premiada

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O ex-dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, deve iniciar uma nova tentativa de negociação para firmar um acordo de colaboração premiada. A estratégia ocorre após duas propostas anteriores não avançarem, levando a defesa do ex-banqueiro a buscar uma nova aproximação com a Polícia Federal (PF).

Segundo informações divulgadas sobre o caso, a equipe jurídica de Vorcaro avalia que é necessário restabelecer o diálogo com a Polícia Federal para corrigir pontos considerados vulneráveis nas duas propostas apresentadas anteriormente.

A expectativa da defesa é construir uma nova proposta de colaboração que possa superar os obstáculos encontrados nas tentativas anteriores. O objetivo seria apresentar informações e condições consideradas mais adequadas para que as negociações possam avançar.

O possível novo processo de colaboração coloca novamente o nome de Daniel Vorcaro no centro das discussões envolvendo o Banco Master e as investigações conduzidas pelas autoridades federais. O empresário busca, por meio da defesa, encontrar uma alternativa para retomar as conversas com os investigadores.

As duas primeiras tentativas de acordo não chegaram a um entendimento considerado satisfatório. Diante disso, a estratégia agora é revisar os termos e identificar os pontos que impediram o avanço das negociações.

A colaboração premiada é um instrumento previsto na legislação brasileira que permite a investigados ou acusados fornecer informações às autoridades em troca de benefícios negociados dentro dos limites estabelecidos pela Justiça.

No caso de Vorcaro, uma eventual nova proposta deverá passar por avaliação das autoridades responsáveis e seguir os procedimentos legais necessários para que qualquer acordo tenha validade.

A defesa aposta na retomada das conversas com a Polícia Federal como caminho para tentar viabilizar uma nova negociação. Até que um eventual acordo seja formalizado e homologado pelas autoridades competentes, qualquer proposta permanece no campo das tratativas entre as partes.

O caso continua sendo acompanhado de perto diante da possibilidade de que uma eventual colaboração de Vorcaro possa acrescentar novas informações às investigações relacionadas ao Banco Master.

Redação Saiba+

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