Política
Lula busca diálogo com Brics e Europa após tarifaço de Trump
Presidente articula videoconferência e telefonemas a líderes internacionais, mas governo avalia alcance limitado da reação conjunta

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva tem intensificado a diplomacia internacional após o recente tarifaço aplicado pelos Estados Unidos, buscando estreitar contatos com líderes do Brics, da Europa e de outros países estratégicos da América Latina. O objetivo é organizar uma videoconferência do bloco e realizar telefonemas a chefes de Estado, incluindo Emmanuel Macron (França), Friedrich Merz (Alemanha) e Ursula von der Leyen (União Europeia).
Segundo informações do governo, também estão sendo cogitados contatos com líderes da África do Sul, Indonésia e Reino Unido, na tentativa de coordenar ações frente às medidas tarifárias. Apesar da agenda ambiciosa, o Palácio do Planalto e o Itamaraty reconhecem que uma resposta conjunta do Brics é improvável, devido à diversidade de interesses econômicos e históricos entre os países-membros.
Em entrevistas recentes, Lula afirmou que os contatos buscam “melhorar a relação” entre nações afetadas e minimizar impactos do protecionismo americano. O ministro da Secretaria de Comunicação Social, Sidônio Palmeira, reforçou que o Brics não serve para “brigar com ninguém”, e sim para negociar comércio e abertura de mercados.
O tarifaço de Trump atingiu o Brasil com alíquotas de até 50%, sendo o país um dos mais penalizados, ao lado da Índia. A China, principal alvo da guerra comercial, negociou redução para 30% e um prazo de 90 dias para acordo. A Rússia teve 30% de sobretaxa, mas negociações entre Trump e Vladimir Putin nesta sexta-feira (15) podem reduzir riscos a países parceiros, incluindo o Brasil.
Analistas destacam que, mesmo com a articulação de Lula, o alcance de uma manifestação unificada do Brics é limitado, uma vez que cada país mantém relações comerciais e políticas distintas com os EUA. A diplomacia brasileira prioriza, portanto, alianças bilaterais estratégicas e esforços para reduzir impactos no comércio internacional, sem comprometer a soberania nacional.
O governo brasileiro segue acompanhando as respostas de líderes internacionais e buscando oportunidades de negociação, reforçando o compromisso de defender os interesses do país e do Sul Global em fóruns econômicos e políticos.
Política
Governo Lula anuncia Lei de Reciprocidade após tarifas dos EUA
Palácio do Planalto classificou a medida norte-americana como um marco negativo nas relações bilaterais e informou que responderá com base na legislação brasileira.

O governo federal anunciou que aplicará a Lei de Reciprocidade em resposta à decisão dos Estados Unidos de impor uma tarifa de 25% sobre produtos brasileiros. O posicionamento foi divulgado nesta quinta-feira (16), por meio de uma nota oficial do Palácio do Planalto.
No comunicado, o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou que o dia 15 de julho passará para a história das relações entre Brasil e Estados Unidos como um “marco lastimável”, em referência ao anúncio da nova política tarifária adotada pelo governo norte-americano.
A decisão de recorrer à Lei de Reciprocidade sinaliza uma reação oficial do Brasil às novas barreiras comerciais, permitindo ao país adotar medidas equivalentes diante de ações consideradas prejudiciais aos interesses nacionais. O objetivo, segundo o governo, é proteger a economia brasileira e preservar a competitividade dos produtos nacionais no mercado internacional.
A imposição da tarifa de 25% amplia as tensões comerciais entre os dois países e gera preocupação entre setores da indústria e do agronegócio, que acompanham os possíveis impactos sobre as exportações brasileiras para o mercado norte-americano.
Com a resposta anunciada pelo Palácio do Planalto, o cenário passa a ser acompanhado de perto por representantes do setor produtivo e do comércio exterior, enquanto o governo brasileiro avalia os próximos passos nas relações diplomáticas e comerciais com os Estados Unidos.
Política
MP investiga contratos da Prefeitura de Salvador com empresas sob suspeita
Inquérito Civil apura contratação de empresas citadas em investigação sobre suposto esquema de corrupção durante a gestão municipal.

A Prefeitura de Salvador passou a ser alvo de um Inquérito Civil instaurado para apurar a contratação de empresas citadas em investigações relacionadas a um suposto esquema de corrupção. A medida foi formalizada por meio de uma portaria divulgada nesta quinta-feira (16).
O procedimento foi instaurado pelo promotor de Justiça Luciano Taques Ghignone, da 7ª Promotoria de Justiça de Proteção da Moralidade Administrativa e do Patrimônio Público da Capital, com o objetivo de verificar a regularidade dos contratos firmados pela administração municipal.
Segundo a portaria, o inquérito busca reunir informações e documentos que possam esclarecer as circunstâncias das contratações, além de avaliar se houve eventual descumprimento de normas da administração pública. A investigação faz parte das atribuições do Ministério Público na fiscalização da aplicação dos recursos públicos e da legalidade dos atos administrativos.
A abertura do procedimento não representa conclusão sobre a existência de irregularidades, mas marca o início de uma fase de coleta de elementos que poderão subsidiar o andamento das apurações. Durante essa etapa, poderão ser solicitados documentos, informações e esclarecimentos aos órgãos e pessoas envolvidas.
O Inquérito Civil tem como finalidade verificar os fatos e identificar eventual responsabilidade administrativa ou civil, caso sejam constatadas irregularidades. As investigações seguem sob responsabilidade do Ministério Público, que poderá adotar as medidas cabíveis conforme o avanço das diligências.
O caso amplia o acompanhamento sobre contratos públicos firmados pela administração municipal e reforça o papel dos órgãos de controle na fiscalização da gestão dos recursos públicos e da moralidade administrativa.
Política
Jaques Wagner critica Flávio Bolsonaro após tarifa dos EUA
Senador do PT afirmou que a postura do pré-candidato à Presidência demonstra falta de bom senso e nacionalismo após a confirmação de sobretaxa sobre produtos brasileiros.

O senador Jaques Wagner (PT) voltou a fazer críticas ao pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) após a confirmação de uma sobretaxa de 25% imposta pelos Estados Unidos sobre produtos brasileiros. As declarações foram feitas durante entrevista concedida nesta quinta-feira (16) à rádio Interativa FM, de Itabuna.
Durante a entrevista, Wagner classificou a postura de Flávio Bolsonaro e de sua família como uma “falta absoluta de bom senso e nacionalismo”, ao comentar os desdobramentos da medida anunciada pelo governo norte-americano.
O parlamentar defendeu que temas relacionados às relações comerciais e diplomáticas entre Brasil e Estados Unidos devem ser tratados com responsabilidade, considerando os possíveis impactos para a economia nacional e para os setores produtivos afetados pelas novas tarifas.
As declarações ocorrem em meio ao aumento das tensões políticas envolvendo a decisão dos Estados Unidos de aplicar uma sobretaxa sobre produtos brasileiros, assunto que tem gerado repercussão entre integrantes do governo federal e lideranças da oposição.
O debate sobre a medida segue mobilizando diferentes setores políticos, com troca de críticas e posicionamentos sobre as causas da decisão e seus efeitos para o comércio exterior brasileiro. A nova tarifa passou a ocupar espaço central nas discussões sobre política externa, economia e os impactos para as exportações do país.
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