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Política

Maduro mobiliza 4,5 milhões de paramilitares após avanço de destróieres dos EUA

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Montagem com os presidentes da Venezuela (E), Nicolás Maduro, e dos EUA, Donald Trump — Foto: Pedro MATTEY / AFP e Jim WATSON / AFP

O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, anunciou nesta segunda-feira (19) a mobilização de 4,5 milhões de paramilitares em todo o território nacional diante do que classificou como “ameaças” dos Estados Unidos. O movimento ocorre enquanto três destróieres norte-americanos — USS Gravely, USS Jason Dunham e USS Sampson — equipados com o sistema de combate Aegis se aproximam da costa venezuelana.

Segundo a Reuters, as embarcações devem chegar à região na manhã desta quarta-feira (21), em cumprimento a uma ordem emitida em 8 de agosto pelo governo americano, autorizando o uso de força militar contra cartéis de drogas latino-americanos, considerados organizações terroristas por Washington.

Mobilização massiva

Durante discurso transmitido pela televisão estatal, Maduro afirmou:
— Vou ativar um plano especial com mais de 4,5 milhões de milicianos, armados e preparados, para proteger todo o território nacional.

O presidente reforçou que a Venezuela está pronta para defender mares, céus e terras diante da “ameaça absurda de um império em declínio”.

A Milícia Nacional Bolivariana, criada em 2007 por Hugo Chávez, integra oficialmente as Forças Armadas venezuelanas e, de acordo com dados do governo, conta hoje com cerca de 5 milhões de reservistas.

Contexto da escalada

A operação americana inclui ainda mais de 4 mil militares, aviões de reconhecimento P-8 Poseidon, ao menos um submarino nuclear de ataque e navios de guerra adicionais. Fontes do Pentágono afirmaram à CNN que a mobilização pode durar meses e será usada tanto para operações de inteligência quanto para ataques direcionados, caso seja tomada essa decisão.

Em paralelo, o governo de Donald Trump aumentou para US$ 50 milhões a recompensa por informações que levem à captura de Maduro, acusado pelo Departamento de Justiça dos EUA de liderar o Cartel de los Soles.

Reações regionais

Na América Latina, os desdobramentos preocupam governos. Auxiliares do presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva avaliam que o envio das tropas americanas é “preocupante em qualquer circunstância”, enquanto a presidente mexicana Claudia Sheinbaum afirmou que a operação “ocorre em águas internacionais” e não representa intervencionismo.

Já o ministro do Interior da Venezuela, Diosdado Cabello, declarou que a mobilização militar será reforçada também no Mar do Caribe, para garantir a defesa da soberania nacional.

Redação Saiba+

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