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Brasil

Governo articula tropa de choque para CPI do INSS

Base aliada aposta em Paulo Pimenta e Alencar Santana para garantir maioria na comissão e conter avanço da oposição

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Medida está em projeto com previsão de ser votado terça-feira, 26, na Câmara; Governo negocia mudanças e também rejeita transferir prerrogativa de fixar teto. Crédito: Wilton Junior

O Palácio do Planalto já definiu os parlamentares que vão liderar a defesa do governo na CPI do INSS. Os deputados Paulo Pimenta (PT-RS) e Alencar Santana (PT-SP) foram escolhidos para compor a linha de frente e articular a base aliada dentro da comissão.

A movimentação ocorre após o governo ter sofrido um revés na votação para presidência da CPI, quando a oposição conquistou a maioria por 17 votos a 14, assegurando também o controle da relatoria.

Segundo Pimenta, ex-ministro da Secretaria de Comunicação Social, a estratégia agora é organizar os aliados e evitar novas derrotas. “O governo tem a maioria na comissão, mas essa maioria está dispersa. Faltou organização; mas, daqui para frente, isso não vai voltar a acontecer”, afirmou o deputado, que coordenará a ação conjunta dos parlamentares governistas.

Além dos dois deputados, o PT conta ainda com os senadores Rogério Carvalho (SE) e Fabiano Contarato (ES) entre os membros titulares. A base governista deve somar forças com aliados de partidos como MDB, PSD, PSB, PDT e Podemos, ampliando a sustentação política para bloquear convocações consideradas prejudiciais e evitar um relatório final adverso.

Pimenta reforçou que o Executivo não teme o avanço das investigações. Para ele, a apuração deve demonstrar que o esquema de fraudes em empréstimos consignados teve origem no governo Bolsonaro. “Quanto mais avançar a investigação, mais vai ficar evidente que o esquema foi montado no governo anterior”, disse.

O relator da CPI, Alfredo Gaspar (União-AL), que se define como “de direita, com muito orgulho”, já sinalizou que pretende “seguir o dinheiro” para identificar responsáveis e conexões políticas que sustentaram o esquema. “Não dava para fazer um desvio dessa magnitude sem suporte político”, declarou.

Questionado sobre entidades próximas ao PT, como a Contag e o Sindnapi, Pimenta garantiu que todas serão investigadas. “Não sofreram medidas cautelares, mas seguem no radar das apurações. Quem deve esclarecer isso é a AGU”, disse.

A Operação do INSS já revelou indícios de que servidores envolvidos nos golpes foram nomeados ainda durante o governo Bolsonaro, o que deve alimentar a narrativa do Planalto na comissão.

Para Pimenta, a convergência entre base e relatoria pode fortalecer uma investigação “independente e apartidária”. “Se esse for o espírito, vamos trabalhar bem, porque esse também é o nosso objetivo”, concluiu.

Redação Saiba+

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Moraes manda PF devolver equipamentos a jornalista investigado

Decisão do STF envolve apuração sobre suposta perseguição contra o ministro Flávio Dino

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Devolução dos itens foi solicitada pela defesa do jornalista | Bnews - Divulgação Victor Piemonte

O ministro do Supremo Tribunal Federal, Alexandre de Moraes, determinou que a Polícia Federal devolva os equipamentos apreendidos do jornalista Luís Pablo Conceição Almeida, no âmbito de uma investigação em andamento.

O profissional é alvo de apuração por suposto crime de perseguição contra o ministro Flávio Dino, integrante da Corte. A decisão de Moraes não encerra o caso, mas estabelece que os itens recolhidos durante as diligências sejam restituídos ao jornalista, mantendo o curso normal das investigações.

A medida foi interpretada por especialistas como um gesto de equilíbrio entre a continuidade da apuração e a preservação de direitos individuais, especialmente no que diz respeito ao exercício da atividade jornalística e ao uso de ferramentas de trabalho.

Nos bastidores, a decisão reforça o entendimento do STF de que ações investigativas devem respeitar limites legais, mesmo em casos sensíveis envolvendo autoridades públicas. Ainda assim, o inquérito segue sob responsabilidade das autoridades competentes, com análise de provas e possíveis desdobramentos judiciais.

O caso chama atenção por envolver liberdade de imprensa, atuação institucional e segurança de autoridades, temas que frequentemente geram debate no cenário jurídico e político nacional.

A Polícia Federal ainda não detalhou o cronograma para a devolução dos equipamentos, mas deverá cumprir a determinação dentro dos prazos estabelecidos pelo Supremo.

Redação Saiba+

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Governo recebe caminhoneiros para discutir demandas

Ministro Guilherme Boulos se reúne com representantes da categoria para tratar de combustível, frete e condições de trabalho

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A reunião de Boulos com o setor é para discutir os impactos da guerra no Oriente Médio na alta do preço dos combustíveis

O ministro Guilherme Boulos, da Secretaria-Geral da Presidência, recebe nesta quarta-feira (25) representantes dos caminhoneiros no Palácio do Planalto, em Brasília. O encontro tem como foco principal discutir as demandas urgentes da categoria, que enfrenta desafios crescentes no setor de transporte rodoviário.

A reunião foi confirmada pelo próprio ministro e deve abordar temas considerados prioritários pelos profissionais da estrada. Entre os principais pontos estão o alto preço dos combustíveis, o valor do frete e as condições de trabalho nas rodovias brasileiras, questões que impactam diretamente a renda e a rotina dos caminhoneiros.

Nos bastidores, a expectativa é de que o diálogo avance na construção de soluções que tragam maior equilíbrio ao setor. A categoria cobra medidas concretas para reduzir custos operacionais e garantir maior previsibilidade nos ganhos, especialmente diante das oscilações do mercado e dos custos logísticos.

O encontro também sinaliza uma tentativa do governo federal de manter o diálogo aberto com os caminhoneiros, grupo estratégico para a economia nacional. O transporte de cargas é responsável por grande parte da circulação de mercadorias no país, o que torna as reivindicações da categoria um tema sensível para a gestão pública.

Analistas avaliam que a reunião pode representar um passo importante para evitar tensões e possíveis paralisações. A busca por consenso entre governo e trabalhadores é vista como essencial para garantir estabilidade no abastecimento e no setor logístico brasileiro.

Redação Saiba+

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TJBA terá nova inspeção da Corregedoria Nacional em abril

Procedimento vai avaliar setores administrativos, judiciais e cartórios entre os dias 6 e 10

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Advogados e cidadãos poderão se reunir com a equipe de inspeção em horários específicos para discutir questões relevantes | Bnews - Divulgação Foto: Rodrigo Oliveira Braga

O Tribunal de Justiça da Bahia já tem data definida para passar por uma nova inspeção conduzida pela Corregedoria Nacional de Justiça. A ação ocorrerá entre os dias 6 e 10 de abril, conforme estabelece a Portaria nº 12, assinada pelo ministro Mauro Campbell Marques.

A inspeção abrangerá setores administrativos e judiciais da Corte baiana, além das serventias extrajudiciais, como os cartórios. O objetivo é verificar o funcionamento das atividades, identificar possíveis falhas e promover melhorias na prestação de serviços à população.

Esse tipo de procedimento faz parte das atribuições da Corregedoria, ligada ao Conselho Nacional de Justiça, e tem como foco garantir mais transparência, eficiência e regularidade no Judiciário brasileiro. Durante o período, equipes técnicas irão analisar rotinas internas, produtividade e cumprimento de normas.

A expectativa é que a inspeção contribua para o aperfeiçoamento dos serviços prestados pelo TJBA, fortalecendo a confiança da sociedade no sistema de Justiça. Relatórios com recomendações e eventuais determinações poderão ser emitidos após a conclusão dos trabalhos, orientando ajustes necessários.

A iniciativa reforça o papel fiscalizador do CNJ e evidencia a importância de monitoramento contínuo nos tribunais estaduais, especialmente em um cenário de crescente demanda por celeridade e qualidade nos processos judiciais.

Redação Saiba+

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