Brasil
Chance de prisão preventiva de Bolsonaro antes do julgamento é baixa, avalia PGR
Bastidores mostram cautela da Procuradoria diante de cenário das provas e proximidade do julgamento

Membros da Procuradoria-Geral da República (PGR) avaliam que a chance de solicitar a prisão preventiva em regime fechado do ex-presidente Jair Bolsonaro antes do julgamento da ação da trama golpista continua baixa, mesmo após novas revelações da Polícia Federal (PF).
Segundo integrantes do órgão, não houve alterações significativas no cenário das provas, e antecipar o cumprimento da pena em regime fechado geraria tensão desnecessária. A equipe entende que a prisão só deve ocorrer após eventual condenação no julgamento, marcado para 2 de setembro.
Apesar de Bolsonaro já estar em prisão domiciliar, os procuradores destacam que não há justificativa jurídica suficiente para endurecer o regime no momento. No início de julho, a PF havia solicitado ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes a prisão preventiva do ex-presidente, citando ações de Bolsonaro junto ao governo dos Estados Unidos que poderiam caracterizar risco.
Na ocasião, o procurador-geral Paulo Gonet se posicionou contra a prisão, recomendando o uso de tornozeleira eletrônica e medidas cautelares restritivas, destacando que o mais importante era prevenir fuga, mas que não havia elementos para uma prisão antecipada. Moraes seguiu o entendimento da PGR.
Em 4 de agosto, o ministro decretou a prisão domiciliar de Bolsonaro após descumprimento das medidas cautelares, sem solicitar manifestação prévia de Gonet. Os recentes descumprimentos de restrições de uso de redes sociais e contato com investigados ainda estão sob análise da PGR.
O prazo para a defesa de Bolsonaro se manifestar terminou na sexta-feira, 22, e Gonet terá até domingo, 24, para apresentar seu parecer. A avaliação interna é de que uma eventual condenação no STF traria mais legitimidade para uma prisão preventiva.
A Polícia Federal já se prepara para a possibilidade, reformando uma cela na Superintendência em Brasília. A decisão final caberá ao ministro Alexandre de Moraes, que pode optar por seguir ou não o posicionamento da PGR.
Brasil
Avião sai da pista durante pouso no Paraná
Aeronave com 151 pessoas a bordo teve incidente no Aeroporto Regional de Cascavel; ninguém ficou ferido

Um avião com 151 pessoas a bordo saiu da pista durante o pouso no Aeroporto Regional de Cascavel, no oeste do Paraná, na manhã desta segunda-feira (31). Apesar do incidente, não houve registro de feridos.
Segundo informações da Latam, a aeronave estava envolvida na operação do voo LA3859, que faria o trajeto entre Cascavel e o Aeroporto Internacional de Guarulhos, em São Paulo.
Após o ocorrido, a companhia aérea cancelou o voo e informou que os passageiros afetados estão sendo acomodados em outras operações, com embarques previstos a partir do Aeroporto Internacional de Foz do Iguaçu, também no Paraná.
O incidente mobilizou as equipes responsáveis pela operação aeroportuária, que atuaram após a aeronave deixar a área de pista durante o procedimento de pouso. As circunstâncias que levaram à saída da pista deverão ser apuradas pelas autoridades competentes.
O caso chama atenção para a movimentação no Aeroporto de Cascavel, um dos principais terminais regionais do oeste paranaense, e provocou alterações na programação dos passageiros que seguiriam para São Paulo.
Brasil
Justiça decreta falência do Grupo Refit
Decisão do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro encerra recuperação judicial de empresas ligadas à Refinaria de Petróleos Manguinhos

A Justiça do Rio de Janeiro decretou, nesta segunda-feira (31), a falência das empresas que integram o Grupo Refit, encerrando o processo de recuperação judicial das companhias ligadas à Refinaria de Petróleos Manguinhos.
A decisão foi proferida pela 5ª Vara Empresarial do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro. O juiz Arthur Eduardo Magalhães Ferreira determinou a conversão da recuperação judicial em falência das empresas Gasdiesel Serviços, Distribuidora S.A., Química S.A. e Refinaria de Petróleos Manguinhos.
As companhias estavam submetidas ao processo de recuperação judicial e acumulavam débitos tributários com o Estado do Rio de Janeiro. Com a decretação da falência, o processo passa a seguir as regras específicas previstas para a liquidação das empresas e a satisfação dos créditos dos credores.
Entre as primeiras determinações estabelecidas pela Justiça está a apresentação, no prazo de cinco dias, da relação nominal dos credores, além de informações necessárias para o trabalho do administrador judicial.
A medida marca uma nova etapa no processo envolvendo as empresas do grupo, que agora terão suas atividades e obrigações submetidas aos procedimentos previstos na legislação falimentar.
A falência também deverá estabelecer os próximos passos para a apuração do patrimônio, levantamento das dívidas e organização do pagamento dos credores, conforme as regras determinadas pelo Judiciário.
Brasil
Ex-soldado é condenado por injúria racial em quartel
Militar foi responsabilizado após ofender colega durante período de internato em unidade do Exército no Paraná

Um ex-soldado do Exército foi condenado por injúria racial após chamar um colega de “preto imundo” durante o período de internato em um quartel de Ponta Grossa, no Paraná.
A decisão foi tomada por unanimidade, em 19 de agosto, pelo Conselho Permanente de Justiça para o Exército, ligado à Auditoria da 5ª Circunscrição Judiciária Militar (CJM), em Curitiba.
O episódio aconteceu em 15 de março de 2025, poucas semanas após a incorporação dos recrutas ao 13º Batalhão de Infantaria Blindado (13º BIB). Na ocasião, os militares se preparavam para entrar em forma depois de uma refeição no rancho.
Segundo o caso analisado pela Justiça Militar, uma discussão teve início entre os recrutas e evoluiu para a utilização de uma expressão de cunho racial contra um dos militares.
A acusação foi analisada pelo Conselho Permanente de Justiça para o Exército, que considerou comprovada a prática de injúria racial e decidiu pela condenação do ex-soldado.
A decisão foi tomada de forma unânime pelos integrantes do colegiado, após a análise dos elementos apresentados durante o processo.
O episódio chama atenção para a necessidade de combater manifestações de racismo e discriminação também dentro das instituições militares, onde os integrantes estão submetidos a normas específicas de disciplina e conduta.
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