Política
ACM Neto perde apoio de 40 prefeitos para Jerônimo Rodrigues
Lista inclui cidades estratégicas e pode crescer com articulação de Zé Cocá e Zé Ronaldo

A disputa política na Bahia para as eleições de 2026 já começa a se desenhar. O ex-prefeito de Salvador e candidato derrotado ao governo em 2022, ACM Neto (União Brasil), perdeu o apoio de ao menos 40 prefeitos, que agora declararam aliança com o atual governador Jerônimo Rodrigues (PT).
O movimento indica um realinhamento político no estado e pode ganhar ainda mais força diante de um “namoro político” entre Zé Cocá (PP), prefeito de Jequié, e Zé Ronaldo (União Brasil), ex-prefeito de Feira de Santana, ambos figuras influentes na articulação municipal.
Jerônimo Rodrigues, por sua vez, tem reforçado que continuará ampliando o diálogo com gestores de diferentes correntes partidárias, incluindo os que antes estavam na oposição:
“Quando um prefeito apresenta uma proposta de querer caminhar conjunto, eu agradeço e acolho. Então, eu quero continuar me reunindo. Quero e quero outros”, afirmou o governador em discurso recente.
Prefeitos que migraram para Jerônimo Rodrigues
Abaixo, a lista dos prefeitos que declararam apoio ao governador:
- Araçás – Agamenon Coelho (União Brasil)
- Brejões – Rick de João Lulu (Avante)
- Brumado – Fabrício Abrantes (Avante)
- Buerarema – Gel da Farmácia (União Brasil)
- Buritirama – Dr. Léo (MDB)
- Caturama – Tõe Leão (PSD)
- Coaraci – Miltinho do Axé (PSD)
- Cruz das Almas – Ednaldo Ribeiro (Republicanos)
- Gongogi – Adriano Mendonça (Avante)
- Guanambi – Nal Azevedo (Avante)
- Ibirapitanga – Jé (Avante)
- Itagi – Saulo Islan (União Brasil)
- Itapetinga – Eduardo Hagge (MDB)
- Itororó – Dr. Adauto (Avante)
- João Dourado – Di Cardoso (PRD)
- Jussiape – Zé Luz (Avante)
- Mata de São João – Bira da Barraca (União Brasil)
- Maria da Vitória – Tonho de Zé de Agdônio (União Brasil)
- Milagres – Marcos Queiroz (PP)
- Mansidão – Dr. Juvio (União Brasil)
- Nilo Peçanha – Jacque Soares (Podemos)
- Paulo Afonso – Mário Galinho (PSD)
- Piraí do Norte – Dr. Fabiano (PP)
- Pojuca – Luizinho Trinchão (PSD)
- Riachão das Neves – Moab (Republicanos)
- Rio do Pires – Zé Marcos (Avante)
- Santa Cruz Cabrália – Girlei Lima (PDT)
- Santa Maria da Vitória – Tonho de Zé de Agdônio (União Brasil)
- Santana – Zé Raul (MDB)
- Sapeaçu – Ramon de Sena (Republicanos)
- Félix do Coribe – Toni de Dalmir (PP)
- São Sebastião do Passé – Nilza da Mata (PDB)
- Serra Preta – Franklin Leite (Avante)
- Sítio do Mato – Alfredinho Magalhães (União Brasil)
- Tanhaçú – Valdemir Gondim (PSD)
- Tancredo Neves – Quinha (Avante)
- Teixeira de Freitas – Dr. Marcelo Belitardo (União Brasil)
- Ubaitaba – Gracinha (Avante)
- Una – Rogério Borges (PP)
Política
Assessor de deputado é preso após saque milionário
Caso envolvendo aliado de Vinicius Carvalho gera repercussão política e investigação em Recife

Um assessor ligado ao deputado federal Vinicius Carvalho (PL) foi preso em flagrante na última sexta-feira (20), após realizar um saque de alto valor em uma agência bancária no centro de Recife. O caso rapidamente ganhou repercussão no meio político e acendeu alertas sobre possíveis irregularidades envolvendo movimentações financeiras.
De acordo com as informações divulgadas pela jornalista Mirelle Pinheiro, o valor retirado chamou a atenção das autoridades, levando à abordagem e à prisão do assessor ainda no local. A operação foi classificada como flagrante, o que indica que a ação foi considerada suspeita no momento da transação bancária.
Nos bastidores, o episódio gerou forte reação política e abriu espaço para questionamentos sobre a origem dos recursos e a finalidade do saque. As autoridades devem aprofundar as investigações para esclarecer se houve prática de crime financeiro, lavagem de dinheiro ou outras irregularidades.
A assessoria do parlamentar ainda não detalhou publicamente o caso, mas a situação já impacta o ambiente político, especialmente em meio a um cenário de maior vigilância sobre movimentações financeiras de agentes públicos e seus colaboradores.
Especialistas destacam que operações desse tipo costumam acionar mecanismos de controle e fiscalização do sistema bancário, sobretudo quando envolvem valores expressivos em espécie. O caso pode evoluir para investigações mais amplas, dependendo das evidências reunidas pelas autoridades competentes.
A repercussão deve continuar nos próximos dias, à medida que novas informações forem divulgadas e o andamento das apurações trouxer mais clareza sobre o episódio.
Política
Julgamento sobre Sabesp gera reação em SP
Integrantes do governo paulista criticam interrupção de análise no STF sobre a legalidade da privatização da estatal

A interrupção do julgamento no Supremo Tribunal Federal (STF) que analisa a legalidade da privatização da Sabesp provocou reação imediata de membros do governo do estado de São Paulo. A ação, movida pelo Partido dos Trabalhadores (PT), questiona pontos centrais do processo de desestatização da companhia de saneamento, considerada estratégica para o abastecimento de água e tratamento de esgoto no estado.
Nos bastidores, aliados do governo paulista avaliam que a paralisação do julgamento amplia o cenário de incerteza jurídica e pode impactar diretamente o cronograma da privatização. A preocupação central é com possíveis atrasos no processo e reflexos na confiança de investidores, que acompanham de perto as decisões da Suprema Corte.
A ação apresentada pelo PT busca uma análise mais aprofundada sobre a legalidade da venda da empresa, levantando questionamentos sobre aspectos constitucionais e administrativos. O tema é sensível e envolve não apenas interesses econômicos, mas também o acesso a serviços essenciais, como água e saneamento básico para milhões de paulistas.
Dentro do governo estadual, a leitura predominante é de que a privatização da Sabesp representa uma oportunidade de ampliar investimentos no setor e melhorar a eficiência dos serviços. Ainda assim, a suspensão temporária do julgamento reforça o clima de tensão política e jurídica em torno do caso.
A expectativa agora gira em torno da retomada da análise pelo STF, que deverá definir os próximos passos de um dos processos mais relevantes envolvendo privatizações no país. O desfecho do julgamento poderá estabelecer precedentes importantes para futuras desestatizações no Brasil, além de impactar diretamente a política de saneamento no estado de São Paulo.
Política
Wagner diz que chapa governista para 2026 está definida
Senador aponta repetição da base de 2022 com Jerônimo, Rui Costa e Geraldo Júnior na composição

O senador Jaques Wagner afirmou nesta sexta-feira (20) que a chapa majoritária do grupo governista na Bahia para as eleições de 2026 está “praticamente pronta”. A declaração foi feita durante entrevista ao programa Giro Baiana, da rádio Baiana FM (89,3), e reforça a articulação antecipada do grupo político no estado.
De acordo com Wagner, a estratégia é manter a base que venceu as eleições de 2022, apostando na continuidade do projeto político. O atual governador Jerônimo Rodrigues deve disputar a reeleição, enquanto o próprio senador pretende buscar um novo mandato no Congresso Nacional.
Outro nome de destaque na composição é o do ministro da Casa Civil, Rui Costa, que deve concorrer a uma vaga no Senado, fortalecendo ainda mais a chapa governista. A presença de lideranças experientes é vista como trunfo para manter a hegemonia política no estado.
Para a vice-governadoria, o nome defendido pelo grupo é o de Geraldo Júnior, atual vice-governador, consolidando a tendência de continuidade administrativa. A composição sinaliza unidade interna e alinhamento estratégico entre os principais líderes do grupo.
A antecipação das definições demonstra a intenção de organizar o cenário político com antecedência, buscando fortalecer alianças e garantir estabilidade ao projeto. A expectativa é de que a chapa consolidada amplie a competitividade nas eleições de 2026, mantendo o grupo governista como protagonista no cenário baiano.
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