Brasil
Gol aluga avião para deportação de brasileiros a pedido do governo Trump
Primeira companhia aérea brasileira a realizar o serviço, Gol afirma que operação foi um fretamento convencional para transportar imigrantes ilegais em retorno voluntário ao país
A Gol Linhas Aéreas realizou, nesta quarta-feira (27), um voo contratado pelo governo dos Estados Unidos para trazer ao Brasil um grupo de imigrantes deportados. A iniciativa integra o programa americano de retorno voluntário, que permite que estrangeiros em situação irregular deixem o país sem passar por prisão, recebendo em contrapartida uma ajuda de custo de US$ 1 mil.
Até então, esse tipo de operação era realizado apenas com aeronaves oficiais dos EUA. Esta é a primeira vez que uma companhia aérea comercial brasileira participa do processo, em um contrato direto com as autoridades americanas. Nem Latam nem Azul foram consultadas pelo governo Trump para esse tipo de fretamento.
Segundo a Gol, a operação foi considerada um fretamento convencional, sem distinção em relação a outros serviços já realizados pela empresa. Para a missão, foi utilizado um Boeing 737-8 Max, que decolou da cidade de Alexandria, na Louisiana — polo de deportações nos EUA —, fez escala em Punta Cana, na República Dominicana, e pousou às 18h20 no Aeroporto de Confins (MG).
De acordo com o governo brasileiro, outra aeronave, desta vez oficial dos EUA, deve trazer imigrantes presos que também estão em processo de deportação.
Gol reforça foco na segurança
Em nota, a Gol afirmou que foi contratada para realizar os voos fretados de passageiros que aderiram voluntariamente ao programa do US CBP (Customs and Border Protection).
“A companhia reforça que não há nenhuma distinção nos serviços entre estes voos com qualquer outro fretamento operado, sempre com foco na segurança dos passageiros”, destacou a empresa.
Gol após a recuperação judicial
A operação ocorre em um momento de reestruturação financeira da Gol. Em junho, a companhia anunciou a conclusão de sua recuperação judicial nos EUA, dentro do processo conhecido como Chapter 11. A empresa obteve US$ 1,9 bilhão em financiamentos por meio de um DIP (empréstimo voltado a empresas em recuperação).
O diretor-presidente da Gol, Carlos Ferrer, afirmou recentemente que a meta da companhia é alcançar 25% de participação internacional em seus negócios, como forma de reduzir riscos associados à variação cambial e ao custo do combustível, cotado em dólar.
Brasil
Moraes pede manifestação da PGR sobre Smart TV, pastor e livros para Bolsonaro
Defesa solicita Smart TV, remição de pena por leitura e assistência religiosa ao ex-presidente

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou nesta sexta-feira, 9, que a Procuradoria-Geral da República (PGR) se manifeste, no prazo de cinco dias, sobre três solicitações apresentadas pela defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Os pedidos envolvem o acesso a uma Smart TV, a participação no programa de remição de pena por leitura e a autorização para receber assistência religiosa durante o período em que permanece preso.
Segundo a defesa, a disponibilização de uma Smart TV permitiria que Bolsonaro acompanhasse conteúdos jornalísticos e informativos, considerados essenciais para manter o vínculo com a atualidade política e social do país. O equipamento seria fornecido pela própria família do ex-presidente.
Outro ponto destacado é a inclusão de Bolsonaro no programa de remição de pena por leitura, previsto na Lei de Execução Penal. A iniciativa possibilita a redução de dias da pena mediante a leitura de obras literárias e a entrega de relatórios avaliativos, prática já adotada em diversas unidades prisionais do país.
Além disso, os advogados solicitaram autorização para que Bolsonaro receba acompanhamento espiritual regular, indicando nomes de líderes religiosos responsáveis pelo atendimento. A defesa argumenta que o direito à liberdade religiosa deve ser plenamente assegurado, mesmo em contexto de custódia.
A decisão de Moraes reforça a necessidade de manifestação formal da PGR antes de qualquer deliberação sobre os pedidos, que têm gerado ampla repercussão política e jurídica.
Brasil
Moraes mantém prisão preventiva de Domingos Brazão, acusado de mandar matar Marielle
Decisão de Alexandre de Moraes reforça investigação sobre mandantes do assassinato de Marielle Franco e Anderson Gomes

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), decidiu nesta quinta-feira, 8, manter a prisão preventiva do conselheiro afastado do Tribunal de Contas do Estado do Rio de Janeiro (TCE-RJ), Domingos Brazão. Ele é acusado de ser um dos mandantes do assassinato da vereadora Marielle Franco e do motorista Anderson Gomes, crime que completou seis anos e segue mobilizando autoridades e a sociedade civil.
Na decisão, Moraes destacou a gravidade dos fatos investigados e a necessidade de preservar a integridade das apurações, considerando o risco de interferência no processo caso Brazão fosse solto. O ministro também ressaltou que a manutenção da prisão é fundamental para garantir a segurança de testemunhas e o avanço das investigações conduzidas pela Polícia Federal.
Domingos Brazão está afastado do TCE-RJ desde que seu nome passou a figurar entre os principais suspeitos de envolvimento no planejamento do crime. As investigações apontam para uma possível estrutura organizada por trás do atentado, o que reforça a importância de medidas cautelares rigorosas.
A decisão do STF representa mais um capítulo na busca por responsabilização completa dos envolvidos no assassinato que chocou o país e ganhou repercussão internacional. O caso segue em andamento, com novas diligências previstas para os próximos meses.
Brasil
URGENTE: Lula veta PL da Dosimetria de forma integral
Decisão foi anunciada em cerimônia que marcou três anos dos ataques aos Três Poderes; Congresso analisará manutenção ou derrubada do veto.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) anunciou, na manhã desta quinta‑feira (8), o veto integral ao projeto conhecido como PL da Dosimetria, que previa a redução das penas aplicadas aos condenados pelos atos antidemocráticos de 8 de janeiro de 2023, incluindo o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
A assinatura do veto ocorreu durante uma cerimônia oficial organizada pelo governo para marcar os três anos dos ataques que resultaram na invasão e depredação dos prédios dos Três Poderes, em Brasília. Segundo o governo, a decisão reforça o compromisso com a responsabilização dos envolvidos e com a defesa da ordem democrática.
Com o veto, o texto retorna ao Congresso Nacional, que terá a prerrogativa de manter ou derrubar a decisão presidencial. A análise será feita em sessão conjunta entre Senado e Câmara, em data ainda a ser definida. Parlamentares de diferentes bancadas já sinalizam articulações tanto para sustentar quanto para rejeitar o veto.
A medida reacende o debate político sobre os desdobramentos jurídicos dos atos de 8 de janeiro e sobre o papel do Legislativo na revisão de decisões que envolvem crimes contra o Estado democrático de direito.
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