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Brasil

Preso do 8 de janeiro é levado algemado ao velório da avó

Família denunciou falta de escolta policial; após repercussão de vídeo, Seape reviu decisão e liberou a saída

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O episódio envolvendo Lucas Brasileiro, preso por participação nos atos de 8 de janeiro de 2023, reacendeu o debate sobre as condições dos detidos e a forma como o Estado lida com situações humanitárias. Apesar de ter recebido autorização do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), para comparecer ao velório da avó, Joanice, a Secretaria de Administração Penitenciária do Distrito Federal (Seape) inicialmente negou o deslocamento, alegando “falta de efetivo” para a escolta.

O documento, assinado pelo secretário Wenderson Souza e Teles e divulgado nesta terça-feira (26), destacou que a Penitenciária IV do Distrito Federal (PDF IV) não teria condições de atender ao pedido devido à distância de 120 km até o local da cerimônia e às exigências de segurança. A justificativa foi recebida pela família como um ato de insensibilidade diante da dor do luto.

Vídeo do pai expõe situação e gera repercussão

Diante da negativa, o pai de Lucas, Evandro Brasileiro, gravou um vídeo no próprio velório da sogra, segurando a cópia da decisão judicial. Nas imagens, em tom de forte desabafo, ele lamenta:

“Estou aqui no velório da minha sogra, avó do Lucas, que não teve mais os dias da vida dela com ele. Nem isso o Estado respeitou. Meu filho perdeu os dias com a avó e perdeu uma última homenagem”.

A publicação viralizou nas redes sociais e, segundo a defesa, provocou uma mudança de posicionamento da Seape. Pouco tempo após a repercussão, a família recebeu uma ligação informando que o jovem poderia, enfim, participar do sepultamento.

Despedida sob escolta armada

O enterro, que estava marcado para as 16h, precisou ser adiado enquanto a família aguardava a chegada de Lucas. O preso chegou ao funeral algemado e escoltado por policiais fortemente armados, em um cenário que foi criticado por familiares e apoiadores como uma demonstração de excessivo rigor.

Redação Saiba+

Brasil

Governo contrata empreiteira investigada para reforçar segurança em presídio federal

Empresa envolvida em apurações por suspeita de corrupção é escolhida para construir muralha na Penitenciária Federal de Mossoró.

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Fuga de dois detentos do Comando Vermelho de presídio no Rio Grande do Norte motivou crise no Ministério da Justiça em 2024 Foto: Divulgação/Senappen

O Governo Federal autorizou a contratação de uma empreiteira cujo sócio já figurou como investigado por suspeitas de corrupção e movimentações financeiras irregulares para executar uma obra estratégica na Penitenciária Federal de Mossoró, unidade que ganhou repercussão nacional após a fuga de dois detentos.

A obra prevê a construção de uma muralha de contenção ao redor do presídio, medida considerada essencial para impedir novas tentativas de evasão. O contrato, estimado em cerca de R$ 30 milhões, integra o pacote emergencial de reforço à segurança do sistema penitenciário federal.

A escolha da empresa, no entanto, provocou questionamentos. O histórico de investigações envolvendo seu sócio reacendeu discussões sobre a rigidez dos critérios de contratação pública, especialmente em projetos financiados pelo Ministério da Justiça. Apesar do passado controverso, a empreiteira não tinha impedimentos formais para participar do processo e apresentou toda a documentação exigida.

O episódio alimenta o debate sobre a necessidade de maior transparência, integridade e fiscalização na seleção de empresas responsáveis por obras públicas — sobretudo aquelas ligadas à segurança nacional e ao sistema prisional brasileiro.

Redação Saiba+

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Brasil

Execução da pena de Jair Bolsonaro divide cenários políticos

Colunistas alertam que prisão definitiva pode redefinir o futuro do bolsonarismo no Brasil

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Jair Bolsonaro, ex-presidente da República, continuará preso na Superintendência da Polícia Federal em Brasília Foto: Wilton Júnior

Com o fim dos recursos contra a condenação imposta a Jair Bolsonaro, o caminho está aberto para a execução imediata da pena de 27 anos e 3 meses, conforme determinado pelo Supremo Tribunal Federal (STF). A expectativa entre analistas é de que a decisão provoque um impacto profundo no tabuleiro político nacional — tanto no campo eleitoral quanto no debate institucional.

Para parte da opinião pública e de especialistas, a formalização da prisão representa uma vitória da democracia e um recado claro sobre a responsabilidade de líderes públicos. A condenação definitiva marca um precedente histórico de que ninguém está acima da lei, abrindo espaço para redefinir os limites do poder político e para reacender discussões sobre a segurança institucional do país.

Por outro lado, há quem acredite que a medida pode radicalizar ainda mais parcelas do eleitorado do ex-presidente. A prisão formal pode transformar Bolsonaro em um símbolo de resistência para seus apoiadores, mobilizando lealdades e alimentando narrativas de “perseguição política”. Isso pode dar fôlego a figuras alinhadas a ele dentro da direita — mesmo com Bolsonaro fora do jogo eleitoral por anos.

Além da dimensão simbólica, há impactos práticos imediatos: o bolsonarismo perde seu principal nome, o que forza uma reorganização interna em torno de novos lideranças. A dispersão de candidaturas de direita e a recomposição de alianças no Congresso podem redesenhar o mapa político nos próximos pleitos.

Para as próximas semanas, a agenda gira em torno de: definição do local de custódia, potencial pedido de prisão domiciliar por questões de saúde, reações de parlamentares bolsonaristas e repercussão popular. O país observa com atenção os desdobramentos — e analistas alertam que o Brasil entra num momento de transição histórica, com consequências para o sistema de justiça, para a governabilidade e para o futuro da polarização política.

Redação Saiba+

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Brasil

Bolsonaro é preso preventivamente pela PF

Ex-presidente é detido em Brasília após ordem do STF motivada por risco de descontrole público e suposta tentativa de violar tornozeleira eletrônica.

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Jair Bolsonaro foi condenado pelo STF pela trama golpista Foto: Wilton Junior

A Polícia Federal realizou, na manhã deste sábado, a prisão preventiva de Jair Bolsonaro, em cumprimento a uma ordem do Supremo Tribunal Federal (STF) emitida a pedido da própria corporação. A decisão marca uma escalada na responsabilização do ex-presidente e reflete preocupações com a estabilidade da ordem pública.

A medida cautelar não representa o início do cumprimento da pena de 27 anos e 3 meses imposta a Bolsonaro por liderar uma tentativa de golpe, mas sim uma resposta a riscos identificados pela PF: há indícios de que ele tentou violar a tornozeleira eletrônica e de que apoiadores organizavam uma vigília que poderia facilitar sua fuga ou provocar instabilidade.

Após a prisão, Bolsonaro foi conduzido à Superintendência da PF em Brasília, onde foi encaminhado a uma sala reservada para autoridades de alto escalão. Ao mesmo tempo, foi agendada uma audiência de custódia por videoconferência para o dia seguinte, e foi determinado que ele tenha acesso integral à equipe médica, dada sua condição de saúde.

A defesa do ex-presidente já havia solicitado prisão domiciliar por razões humanitárias, argumentando que Bolsonaro apresenta problemas de saúde crônicos. No entanto, o ministro relator no STF entendeu que a medida preventiva era necessária para garantir que ele não ficasse sujeito a riscos de evasão ou novos episódios de mobilização política por meio de seus seguidores.

Especialistas apontam que a prisão preventiva levanta um dilema institucional: por um lado, há a necessidade de assegurar a ordem pública diante de figuras com elevado poder de mobilização; por outro, surge o debate sobre como tratar autoridades condenadas com base em medidas cautelares rigorosas sem comprometer direitos fundamentais.

Este desdobramento marca um momento crítico no processo judicial de Bolsonaro, com implicações diretas para sua defesa, para a condução da sua pena e para a segurança institucional do país.

Redação Saiba+

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