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Gol aluga avião para deportação de brasileiros a pedido do governo Trump

Primeira companhia aérea brasileira a realizar o serviço, Gol afirma que operação foi um fretamento convencional para transportar imigrantes ilegais em retorno voluntário ao país

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Aeronave da companhia aérea Gol - Danilo Verpa

A Gol Linhas Aéreas realizou, nesta quarta-feira (27), um voo contratado pelo governo dos Estados Unidos para trazer ao Brasil um grupo de imigrantes deportados. A iniciativa integra o programa americano de retorno voluntário, que permite que estrangeiros em situação irregular deixem o país sem passar por prisão, recebendo em contrapartida uma ajuda de custo de US$ 1 mil.

Até então, esse tipo de operação era realizado apenas com aeronaves oficiais dos EUA. Esta é a primeira vez que uma companhia aérea comercial brasileira participa do processo, em um contrato direto com as autoridades americanas. Nem Latam nem Azul foram consultadas pelo governo Trump para esse tipo de fretamento.

Segundo a Gol, a operação foi considerada um fretamento convencional, sem distinção em relação a outros serviços já realizados pela empresa. Para a missão, foi utilizado um Boeing 737-8 Max, que decolou da cidade de Alexandria, na Louisiana — polo de deportações nos EUA —, fez escala em Punta Cana, na República Dominicana, e pousou às 18h20 no Aeroporto de Confins (MG).

De acordo com o governo brasileiro, outra aeronave, desta vez oficial dos EUA, deve trazer imigrantes presos que também estão em processo de deportação.

Gol reforça foco na segurança

Em nota, a Gol afirmou que foi contratada para realizar os voos fretados de passageiros que aderiram voluntariamente ao programa do US CBP (Customs and Border Protection).

“A companhia reforça que não há nenhuma distinção nos serviços entre estes voos com qualquer outro fretamento operado, sempre com foco na segurança dos passageiros”, destacou a empresa.

Gol após a recuperação judicial

A operação ocorre em um momento de reestruturação financeira da Gol. Em junho, a companhia anunciou a conclusão de sua recuperação judicial nos EUA, dentro do processo conhecido como Chapter 11. A empresa obteve US$ 1,9 bilhão em financiamentos por meio de um DIP (empréstimo voltado a empresas em recuperação).

O diretor-presidente da Gol, Carlos Ferrer, afirmou recentemente que a meta da companhia é alcançar 25% de participação internacional em seus negócios, como forma de reduzir riscos associados à variação cambial e ao custo do combustível, cotado em dólar.

Redação Saiba+

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Motorista de Porsche morre após colisão em São Bernardo do Campo

Veículo de luxo bateu contra uma mureta de concreto durante a madrugada na rodovia sentido São Paulo

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Um grave acidente de trânsito registrado na madrugada deste domingo (12) terminou com a morte do motorista de um Porsche em São Bernardo do Campo, na região do ABC Paulista. A colisão ocorreu por volta das 2h58, em uma rodovia no sentido São Paulo.

Segundo as informações iniciais, o veículo de luxo perdeu o controle e colidiu contra uma mureta de concreto. O impacto foi suficiente para provocar danos severos ao automóvel e causar a morte do condutor ainda no local do acidente.

Equipes de resgate e agentes responsáveis pelo atendimento de ocorrências em rodovias foram acionados para prestar apoio e realizar os procedimentos necessários. As circunstâncias que levaram à colisão ainda serão apuradas pelas autoridades competentes.

O acidente provocou a mobilização das equipes de emergência durante a madrugada, enquanto o trecho passou por intervenções para garantir a segurança dos demais motoristas e permitir a remoção do veículo.

As investigações deverão esclarecer fatores como as condições da pista, a dinâmica da colisão e as possíveis causas do acidente. O caso reforça a importância da condução responsável e da atenção às condições de tráfego, especialmente durante o período noturno.

Redação Saiba+

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Brasil

Daniel Vorcaro completa 15 dias preso em batalhão da PM no DF

Banqueiro investigado permanece detido no 19º Batalhão da Polícia Militar, em cela que já recebeu o ex-presidente Jair Bolsonaro

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O banqueiro Daniel Vorcaro, proprietário do Banco Master, completou, na sexta-feira (10), 15 dias de prisão no 19º Batalhão da Polícia Militar do Distrito Federal, conhecido como “Papudinha”. O empresário permanece custodiado no local enquanto prosseguem os desdobramentos das investigações relacionadas ao caso.

Segundo informações sobre a estrutura da unidade, Vorcaro está alojado em uma cela de aproximadamente 60 metros quadrados, equipada com cama de casal, banheiro e uma área externa, oferecendo condições diferenciadas em relação às celas convencionais.

O espaço ganhou notoriedade por já ter recebido anteriormente o ex-presidente Jair Bolsonaro, durante outro episódio envolvendo medidas judiciais. A coincidência chamou a atenção e gerou repercussão nas redes sociais e nos meios políticos.

A permanência de Daniel Vorcaro no batalhão ocorre em meio às investigações conduzidas pelas autoridades, que apuram supostas irregularidades envolvendo operações financeiras e outros fatos relacionados ao empresário. O caso segue sob análise dos órgãos competentes, enquanto novas diligências podem ser realizadas ao longo da investigação.

A prisão do banqueiro continua repercutindo no cenário político e econômico, sobretudo em razão da relevância do Banco Master no mercado financeiro e da ampla cobertura sobre os desdobramentos da investigação.

Redação Saiba+

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União terá 30 dias para explicar alerta “Misantropia” enviado a celular

Justiça Federal determina esclarecimentos após advogado alegar abalo psicológico por mensagem atribuída ao sistema da Defesa Civil

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A União terá o prazo de 30 dias para apresentar esclarecimentos sobre a origem da mensagem “Misantropia”, enviada a celulares durante a madrugada de 20 de junho, episódio que motivou uma ação judicial por danos morais no Rio de Janeiro.

A determinação foi expedida pela 35ª Vara Federal do Rio de Janeiro, que citou a União para apresentar resposta acompanhada da documentação necessária ao esclarecimento dos fatos. A medida atende ao processo movido por um advogado, que afirma ter sofrido abalo psicológico após receber o alerta em seu telefone celular.

Segundo a ação, a mensagem teria sido atribuída ao sistema da Defesa Civil, causando preocupação e insegurança ao destinatário devido ao conteúdo inesperado e à ausência de explicações no momento do envio. O advogado busca indenização pelos supostos danos sofridos em decorrência do episódio.

Com a decisão, a União deverá informar à Justiça as circunstâncias que levaram ao disparo da mensagem, além de esclarecer a origem do alerta e os procedimentos adotados para apurar o caso. A documentação apresentada poderá subsidiar a análise do mérito da ação.

O episódio levantou questionamentos sobre a confiabilidade dos sistemas de envio de alertas emergenciais e reforçou o debate sobre a necessidade de mecanismos seguros e transparentes na comunicação de mensagens oficiais destinadas à população.

Redação Saiba+

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