Bahia
Abrigo para animais em São Felipe vira alvo de denúncia de irregularidades
Contrato firmado pela Prefeitura está em vigor desde março, mas serviço ainda não funciona de forma adequada. A vereadora Ana Vitória (PT) cobra transparência e aponta possíveis falhas na execução
Um contrato de aluguel firmado pela Prefeitura de São Felipe, no Recôncavo Baiano, para a instalação de um abrigo destinado a animais de pequeno, médio e grande porte em situação de rua, tem sido alvo de denúncias e levantado dúvidas sobre a correta aplicação dos recursos públicos.
A vereadora Ana Vitória (PT), após analisar o Diário Oficial do Município, identificou que o contrato está ativo desde março deste ano. No entanto, segundo a parlamentar, até o momento não havia qualquer sinalização de funcionamento do espaço.
“Ao analisar o Diário Oficial do Município, identifiquei um contrato de aluguel que vem sendo pago desde março, supostamente destinado ao acolhimento de animais de pequeno e grande porte em situação de rua, abandono ou vítimas de acidentes. No entanto, até então não havia qualquer informação sobre a existência desse espaço”, declarou a vereadora.
Diante das dúvidas, a parlamentar apresentou um requerimento ao Executivo pedindo esclarecimentos sobre o endereço. Após a solicitação, moradores relataram que alguns animais teriam sido levados para um imóvel sem estrutura adequada.
“Cumprindo meu papel de fiscalização, fui verificar de perto e encontrei o que aparenta ser mais um caso de desvio de finalidade: recursos públicos sendo utilizados para um espaço que, na prática, não funciona como deveria. O dinheiro do povo precisa ser respeitado. Os animais merecem acolhimento de verdade, e não descaso”, afirmou Ana Vitória.
Durante a visita, a vereadora relatou que encontrou o local fechado com cadeado e sem responsáveis para receber novos animais. Segundo ela, não havia placa de identificação, nem indícios claros de estrutura adequada para acolhimento.
“Após a minha denúncia, colocaram alguns animais nesse galpão. Mas até hoje não existe alguém para receber, nem a certeza de que há água e alimento em condições adequadas. Moradores relataram que os bichos estariam sendo alimentados até com pele de galinha, mas não conseguimos confirmar isso porque o espaço permanece fechado”, acrescentou.
A vereadora Kay Moraes (MDB) confirmou que a Prefeitura de São Felipe alugou um imóvel destinado a servir como abrigo para animais de pequeno, médio e grande porte. No entanto, o espaço ainda não está em operação.
Em declaração, a parlamentar relatou sua conversa direta com o prefeito Gregório (PSD) sobre o caso:
“Eu estive hoje diretamente com o prefeito para entender o acontecido dessa casa que está alugada e não está funcionando. Ele me disse: ‘Minha filha, realmente alugamos essa casa para colocar em prática o abrigo de animais. Só que, quando começamos a levar alguns animais para lá, a população começou a ligar, a reclamar, dizendo que não aceita que aquele local seja de acolhimento’. A solução que ele me passou foi: ‘Vamos segurar mais um pouquinho e, lá na frente, vemos outro local’. Essa foi a informação que ele me passou. Eu tive essa conversa direta com ele.”
Segundo a vereadora, a decisão do prefeito indica que o projeto de acolhimento ainda depende de ajustes e de uma nova definição de endereço, levando em conta a opinião da população e as condições adequadas para o bem-estar dos animais.
O caso foi debatido também na Câmara Municipal de São Felipe, quando vereadores destacaram a necessidade de maior transparência da gestão. A expectativa da vereadora é que o episódio seja levado ao Ministério Público da Bahia (MP-BA) para investigação formal sobre possíveis irregularidades no contrato.
Bahia
Justiça decide manter passarelas do Colégio Helyos em Feira de Santana
Tribunal de Justiça da Bahia encerra impasse judicial de quase dez anos e afasta definitivamente a possibilidade de demolição das estruturas

Após quase uma década de disputas judiciais, o impasse envolvendo o Colégio Helyos, a Prefeitura de Feira de Santana e o Ministério Público da Bahia (MP-BA) chegou ao fim com uma decisão definitiva do Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA). A Quinta Câmara Cível do tribunal determinou a manutenção das passarelas que interligam o prédio principal aos anexos da instituição, afastando qualquer possibilidade de demolição das estruturas.
As passarelas foram construídas há cerca de dez anos com o objetivo de garantir mais segurança e mobilidade aos estudantes, professores e funcionários do colégio, permitindo a travessia entre os prédios sem a necessidade de circulação direta pela via pública. No entanto, a instalação das estruturas gerou questionamentos jurídicos que resultaram em uma longa disputa judicial envolvendo o município e o Ministério Público.
Em decisão de primeira instância proferida no ano passado, chegou a ser determinada a demolição das passarelas, sob o argumento de possíveis irregularidades relacionadas à ocupação do espaço urbano. A determinação gerou grande repercussão na comunidade escolar e reacendeu o debate sobre a importância das estruturas para o funcionamento da instituição.
Agora, ao analisar o recurso apresentado no processo, a Quinta Câmara Cível do TJ-BA reformou a decisão anterior e concluiu que as passarelas podem permanecer instaladas, encerrando o impasse judicial que se arrastava há anos. Para os magistrados, a manutenção das estruturas não representa prejuízo significativo ao espaço público e atende a uma necessidade funcional da instituição de ensino.
A decisão também traz segurança jurídica para o colégio e para a comunidade escolar, que acompanhava com preocupação a possibilidade de retirada das passarelas. Com o entendimento do tribunal, fica definitivamente afastada a ordem de demolição, consolidando a permanência das estruturas como parte da infraestrutura do Colégio Helyos.
O desfecho do caso marca o fim de uma disputa que mobilizou diferentes esferas do poder público e destaca a importância de soluções que conciliem interesse público, mobilidade urbana e segurança no ambiente educacional.
Bahia
Trecho da Avenida Jequitaia terá alteração no trânsito por obras do VLT
Mudança começa às 15h deste domingo (8) na região do Largo da Calçada, em Salvador

Motoristas que circulam pela Avenida Jequitaia, nas proximidades do Largo da Calçada, em Salvador, devem ficar atentos a uma alteração no trânsito que entrará em vigor a partir das 15h deste domingo (8). A mudança ocorre por causa das intervenções relacionadas às obras do VLT de Salvador e Região Metropolitana.
De acordo com as informações divulgadas pelas autoridades responsáveis pelas intervenções, o objetivo da alteração é garantir o avanço das obras do Veículo Leve sobre Trilhos (VLT), um dos projetos de mobilidade urbana mais aguardados para a capital baiana e cidades da região metropolitana.
A intervenção no trecho da Avenida Jequitaia faz parte do cronograma de obras que está sendo executado para implantar a nova infraestrutura do sistema ferroviário urbano, que deverá ligar bairros estratégicos de Salvador e melhorar a integração do transporte público na região.
Com a mudança, condutores que trafegam pela área deverão redobrar a atenção à sinalização provisória e aos desvios implantados, já que o fluxo de veículos pode sofrer impactos durante a execução dos serviços.
O projeto do VLT de Salvador prevê a modernização do sistema de transporte público, oferecendo uma alternativa mais rápida, sustentável e eficiente para milhares de passageiros que utilizam diariamente o transporte coletivo na capital baiana.
Autoridades de trânsito recomendam que motoristas planejem rotas alternativas sempre que possível, especialmente durante os primeiros dias após a alteração, período em que o fluxo tende a se adaptar às novas condições viárias.
As obras do VLT seguem avançando em diferentes pontos da cidade e fazem parte de um plano mais amplo de reestruturação da mobilidade urbana em Salvador e na Região Metropolitana, com expectativa de melhorar o deslocamento entre bairros e reduzir o tempo de viagem da população.
Bahia
Desembargador aposentado Carlos Alberto Dultra Cintra morre aos 82 anos
Ex-presidente do Tribunal de Justiça da Bahia faleceu nesta terça-feira (24), vítima de câncer de pulmão

O Judiciário baiano amanheceu de luto nesta terça-feira (24) com a morte do desembargador aposentado Carlos Alberto Dultra Cintra, aos 82 anos. O magistrado, que já presidiu o Tribunal de Justiça da Bahia (TJBA), faleceu durante a madrugada em decorrência de um câncer de pulmão, doença contra a qual vinha lutando nos últimos meses.
De acordo com informações apuradas, o estado de saúde do desembargador se agravou recentemente, exigindo cuidados intensivos. Sua trajetória no Judiciário baiano é marcada por décadas de dedicação, atuação firme e contribuições relevantes para o fortalecimento das instituições públicas no estado.
Dultra Cintra deixa um legado reconhecido por colegas, servidores e operadores do Direito, sendo lembrado por sua postura ética, comprometimento e profundo conhecimento jurídico. A notícia de sua morte gerou grande comoção entre magistrados, advogados e demais profissionais do setor.
Detalhes sobre velório e sepultamento deverão ser divulgados pela família e pelo Tribunal de Justiça ao longo do dia.
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