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Política

Voto de Fux abre brecha para defesa de Bolsonaro e desafia hegemonia de Moraes no STF

Ministro livra principais réus da trama golpista e fortalece narrativa bolsonarista para futuras revisões judiciais

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Luiz Fux divergiu de Alexandre de Moraes no julgamento sobre a trama golpista Foto: Antonio Augusto/STF

O voto do ministro Luiz Fux, que afastou a condenação dos principais réus da trama golpista de 2022, não muda a tendência de condenação pela Primeira Turma do STF, mas gera dois efeitos relevantes. O primeiro é abrir uma fresta jurídica para a defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) tentar reverter a sentença no futuro, caso o cenário político do país mude. O segundo é fragilizar a liderança de Alexandre de Moraes, relator do processo, dentro da Corte.

Não seria a primeira vez que o Supremo Tribunal Federal (STF) revisaria posicionamentos com o tempo. Durante a Lava Jato, por exemplo, a Corte respaldava as decisões do então juiz Sérgio Moro. Após a revelação de mensagens trocadas com o procurador Deltan Dallagnol, o tribunal mudou de entendimento, o que permitiu a libertação de Lula e sua volta ao cenário eleitoral.

No julgamento atual, Fux embarcou em teses da defesa de Bolsonaro. Sustentou a nulidade total do processo, argumentando que o caso não deveria estar no STF, já que nenhum dos investigados ocupa cargo público. Em mais de dez horas de voto, afirmou ainda que o 8 de janeiro não configurou tentativa de golpe, mas sim o ato de uma “turba desordenada”. Segundo o ministro, Bolsonaro não teve relação direta com os ataques nem planejou golpe.

Esse posicionamento abre trilha jurídica para futuras contestações. Embora hoje não haja clima político para anistia ou revisão das sentenças, um novo cenário em caso de vitória da direita nas urnas poderia reabrir o debate.

Além do impacto jurídico, o voto de Fux atinge a hegemonia de Moraes no STF. Uma decisão unânime teria reforçado a coesão da Corte contra o golpismo. Mas com um placar dividido, os aliados de Bolsonaro já exploram politicamente o episódio. A ex-primeira-dama Michele Bolsonaro foi uma das primeiras a compartilhar trechos do voto em suas redes sociais.

Deltan Dallagnol também celebrou, resgatando o bordão “In Fux we trust”, frase atribuída a Sérgio Moro em mensagens trocadas no auge da Lava Jato.

Durante a sessão, outros ministros da Primeira Turma demonstraram incômodo silencioso. Embora respeitassem o pedido de Fux para não serem interrompidos, mantiveram olhares baixos e microfones desligados, enquanto o colega afirmava que Bolsonaro não tentou dar um golpe.

Redação Saiba+

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Política

Carlos Muniz Filho anuncia liderança política e mantém indefinição para o Governo da Bahia

Pré-candidato a deputado federal pelo PSDB afirma que seguirá o posicionamento do presidente da Câmara de Salvador, Carlos Muniz, sobre a disputa pelo Palácio de Ondina.

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O candidato a deputado federal Carlos Muniz Filho (PSDB) informou, por meio de nota divulgada nesta sexta-feira (24), que tem como principal liderança política o presidente da Câmara Municipal de Salvador, vereador Carlos Muniz (PSDB). A manifestação reforça o alinhamento entre os dois durante o processo de articulação para as eleições.

Na mesma declaração, Carlos Muniz Filho afirmou que ainda não definiu apoio a nenhum dos candidatos ao Governo da Bahia. Segundo ele, a decisão será tomada em sintonia com o posicionamento político de seu pai e mentor, Carlos Muniz.

A declaração evidencia que a definição sobre o cenário estadual permanece em aberto e deverá acompanhar as movimentações do grupo político liderado pelo presidente da Câmara de Salvador. A expectativa é que o anúncio oficial do apoio ao governo baiano ocorra nos próximos desdobramentos da campanha eleitoral.

Ao destacar a influência de Carlos Muniz em sua trajetória política, o pré-candidato reforçou a unidade do grupo e sinalizou que as decisões estratégicas serão tomadas de forma conjunta. O posicionamento também demonstra que as articulações eleitorais seguem em andamento, enquanto partidos e lideranças consolidam alianças para a disputa na Bahia.

Com o calendário eleitoral avançando, a definição dos apoios para a eleição ao Governo da Bahia deve intensificar as negociações entre partidos e lideranças, influenciando diretamente a formação dos palanques e o cenário político estadual.

Redação Saiba+

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Política

Eduardo Bolsonaro participa por vídeo de convenção do PL

Ex-deputado, que reside nos Estados Unidos desde 2025, enviou mensagem à convenção nacional do partido e pediu apoio à candidatura de Flávio Bolsonaro à Presidência.

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O ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro participou, por meio de uma mensagem em vídeo, da convenção nacional do Partido Liberal (PL) realizada neste sábado (25), no Complexo Arena Pacaembu, em São Paulo. O evento marca o início da campanha presidencial da legenda e deve oficializar a candidatura do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) à Presidência da República.

Morando nos Estados Unidos desde fevereiro de 2025, Eduardo afirmou que vive um momento que classificou como “difícil e único”, mas aproveitou a participação virtual para incentivar militantes e lideranças do partido a se mobilizarem em torno da campanha do irmão.

Durante o pronunciamento, o ex-parlamentar destacou a importância da união entre integrantes do campo conservador e defendeu o fortalecimento da articulação política da direita brasileira. Eduardo também mencionou a relação entre lideranças conservadoras do Brasil e o presidente da Argentina, Javier Milei, apontando a aproximação como um fator relevante para o cenário político regional.

A convenção reuniu dirigentes, parlamentares, filiados e apoiadores do Partido Liberal para definir os rumos da legenda na disputa presidencial. O encontro também serviu para apresentar as diretrizes iniciais da campanha e reforçar o discurso de unidade entre os integrantes da sigla.

Mesmo à distância, Eduardo Bolsonaro participou de um dos principais eventos políticos do partido, reforçando seu apoio à candidatura de Flávio Bolsonaro e enviando uma mensagem direcionada aos participantes da convenção.

O evento representa um marco para o calendário eleitoral, com o PL dando início oficialmente à sua estratégia para a disputa pela Presidência da República e consolidando a participação de suas principais lideranças na campanha.

Redação Saiba+

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Política

Itamaraty nega vistos a diplomatas dos EUA antes das eleições

Governo brasileiro barra entrada de representantes do Departamento de Estado que pretendiam acompanhar o processo eleitoral e reforça que observação internacional deve seguir critérios oficiais.

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O Ministério das Relações Exteriores (Itamaraty) negou os pedidos de visto apresentados pelos diplomatas norte-americanos Riley M. Barnes e Samuel Samson, ambos integrantes do Departamento de Estado dos Estados Unidos. A decisão foi tomada na sexta-feira (24), antes da divulgação de uma reportagem internacional sobre o caso.

Os dois funcionários ocupam os cargos de secretário-assistente e subsecretário-assistente, respectivamente, e tinham a intenção de viajar ao Brasil semanas antes das eleições gerais marcadas para 4 de outubro, com o objetivo de acompanhar o sistema eleitoral brasileiro.

Segundo informações divulgadas pela imprensa, o governo brasileiro foi alertado sobre o caráter considerado incomum da missão. A avaliação das autoridades foi de que a atuação prevista para os diplomatas não se enquadrava no modelo tradicional de observação eleitoral internacional, levando à decisão de negar os vistos.

De acordo com informações publicadas pelo jornal norte-americano The Washington Post, os dois diplomatas teriam sido apontados como integrantes de uma estratégia do governo dos Estados Unidos relacionada ao debate sobre a credibilidade das eleições brasileiras. O governo brasileiro, por sua vez, reforçou que o país possui tradição em receber missões oficiais de observação eleitoral, desde que organizadas dentro dos protocolos reconhecidos internacionalmente.

Ainda conforme informações divulgadas pela imprensa nacional, a avaliação do governo foi de que os representantes desempenhariam uma função diferente da exercida por observadores internacionais tradicionalmente convidados para acompanhar o processo eleitoral brasileiro.

A missão teria sido articulada pelo secretário de Estado Marco Rubio, em um contexto de aproximação com os parlamentares Flávio Bolsonaro e Eduardo Bolsonaro, que voltaram a levantar questionamentos públicos sobre o sistema eletrônico de votação nesta semana.

O episódio amplia o debate sobre a soberania nacional, a transparência do processo eleitoral e a atuação de representantes estrangeiros em períodos eleitorais, temas que costumam ganhar destaque à medida que se aproxima a realização das eleições gerais.

Redação Saiba+

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