Polícia
Ex-delegado-geral denuncia ameaças após aposentadoria
Bernardino Brito Filho afirma que facção criminosa agiu para intimidá-lo: “não tenho escolta, vulnerabilidade é grande”

O ex-delegado-geral da Polícia Civil da Bahia, Bernardino Brito Filho, relatou publicamente que sofre ameaças de facção criminosa desde que deixou o cargo de gestão. Ele afirma que um líder do tráfico, cujos membros ele mandou prender durante sua atuação, teria enviado seu filho para dar o aviso intimidatório.
Mesmo tendo dedicado mais de 35 anos à corporação, ocupando cargos de alta responsabilidade — inclusive como delegado-geral e delegado-geral-adjunto —, ele destaca que, em sua aposentadoria, permanece desprotegido, sem escolta oficial e com sensação constante de exposição.
Brito faz analogia com o assassinato de seu colega paulista, ex-delegado-geral Ruy Ferraz, executado após ameaças e sem escolta, afirmando que essa morte foi uma demonstração de vingança do crime organizado. Para o ex-gestor, casos desse tipo acentuam a urgência de medidas de segurança para ex-autoridades que atuaram contra facções criminosas.
Sobre ofertas de novos cargos públicos e da iniciativa privada, ele revela ter recusado convites para funções institucionais e políticas, optando por manter distância e resguardar-se. Ele explica que seu afastamento voluntário dessas atividades visa evitar exposição ou risco adicional tanto para si quanto para quem convive com ele.
Apesar de não contar com escolta permanente, Brito enfatiza que as instituições policiais “oferecem suporte sempre que necessário”, embora esse respaldo seja desigual e pontual. Ele afirma que o cenário exige um fortalecimento dos mecanismos de segurança para quem enfrentou diretamente o crime organizado e está agora na condição de cidadão comum.
O relato de Bernardino Brito Filho reacende o debate sobre proteção a autoridades após o exercício de suas funções, sobretudo nas áreas de segurança pública, e questiona até que ponto o Estado assegura a integridade de quem atuou no enfrentamento ao crime.
Polícia
PM faz balanço dos primeiros dias de Carnaval em Salvador
Coronel Magalhães destaca desafios operacionais e reforça atuação estratégica da corporação na folia

O comandante-geral da Polícia Militar da Bahia, Coronel Magalhães, apresentou neste domingo (15) um balanço dos primeiros quatro dias do Carnaval de Salvador, ressaltando que a festa segue sendo uma das maiores operações de segurança pública do país. Segundo ele, o período carnavalesco representa “uma grande experiência e um grande desafio” para toda a corporação.
De acordo com o comandante, o trabalho realizado nos circuitos e nos bairros tem exigido atenção redobrada, logística ampliada e integração constante entre as unidades operacionais. Magalhães destacou que o planejamento prévio e o reforço do efetivo têm sido fundamentais para garantir a segurança dos foliões e a fluidez das ações policiais.
O comandante também enfatizou que a PM vem atuando de forma preventiva, com monitoramento contínuo, uso de tecnologia e presença ostensiva nos principais pontos da festa. Ele afirmou que o compromisso da corporação é assegurar um Carnaval tranquilo, preservando vidas e garantindo o direito à diversão.
O balanço parcial apresentado reforça a importância da atuação coordenada entre as forças de segurança e o papel estratégico da Polícia Militar na condução de um dos maiores eventos populares do mundo.
Polícia
Operação Território Livre apreende R$ 173 mil em ação contra controle ilegal de internet
Dinheiro foi encontrado com investigado suspeito de integrar organização criminosa em Dias D’Ávila

A Operação Território Livre realizou uma apreensão significativa nesta quarta-feira (11), quando R$ 173 mil em espécie foram encontrados com um dos alvos investigados por participação em uma organização criminosa responsável pelo controle ilegal do serviço de internet no município de Dias D’Ávila, na Região Metropolitana de Salvador.
A quantia foi localizada durante o cumprimento de mandados de busca e apreensão, parte das ações coordenadas para desarticular o grupo que, segundo as investigações, atuava de forma clandestina na oferta e domínio do fornecimento de internet na cidade. O esquema, além de prejudicar consumidores e empresas legalizadas, teria ligação com outras práticas ilícitas associadas ao crime organizado.
De acordo com fontes envolvidas na operação, o montante apreendido reforça a suspeita de que a atividade clandestina movimentava valores expressivos e mantinha uma estrutura organizada para operar fora das normas regulatórias. A ação desta quarta-feira representa mais um passo no esforço das autoridades para coibir práticas ilegais no setor de telecomunicações e enfraquecer grupos que exploram serviços essenciais de forma irregular.
As investigações continuam, e novos desdobramentos são esperados à medida que o material apreendido for analisado e cruzado com outras evidências coletadas ao longo da operação.
Polícia
MPBA prende líder regional do Comando Vermelho em nova fase da operação Premium Mandatum
Ação em Petrolina mira organização criminosa com atuação em Senhor do Bonfim e no norte da Bahia

O Ministério Público da Bahia (MPBA) deflagrou, nesta quinta-feira (5), a terceira fase da operação “Premium Mandatum”, avançando no combate a uma organização criminosa com forte atuação em Senhor do Bonfim e em municípios do norte da Bahia. A ofensiva ocorreu no município de Petrolina (PE) e resultou na prisão de um líder regional do Comando Vermelho, considerado peça-chave na estrutura do grupo.
Segundo o MPBA, a operação tem como foco o cumprimento de mandados judiciais e a interrupção das atividades ilícitas da facção, que atua em crimes como tráfico de drogas, homicídios e lavagem de dinheiro. A prisão do líder regional representa um golpe significativo na hierarquia criminosa, enfraquecendo a articulação entre células que operavam na divisa entre Bahia e Pernambuco.
A “Premium Mandatum” já havia realizado outras duas fases, que resultaram em apreensões, prisões e coleta de provas que ajudaram a mapear a atuação da organização. Nesta etapa, os investigadores concentraram esforços em identificar responsáveis por ordenar ações violentas e coordenar o fluxo financeiro da facção.
As autoridades destacam que a operação segue em andamento e que novas diligências podem ocorrer nos próximos dias. O MPBA reforçou ainda que o trabalho integrado entre promotores, policiais e equipes de inteligência tem sido fundamental para desarticular redes criminosas e ampliar a segurança na região.
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