conecte-se conosco

Política

CPI do INSS divide atenções com comissão sobre crime organizado no Congresso

Em meio à chamada “guerra de CPIs”, parlamentares tentam equilibrar a pauta entre fraudes previdenciárias e o avanço das facções criminosas, dois temas que devem dominar o debate político nas próximas semanas.

Postado

em

Relator da CPI do INSS faz exposição durante oitiva de Milton Cavalo, presidente do Sindnapi; entidade é um dos pontos fracos do governo. Foto: Wilton Junior

O Congresso Nacional se prepara para uma disputa de protagonismo entre comissões parlamentares de inquérito. A CPI do INSS, criada para investigar supostas irregularidades e fraudes no sistema previdenciário, enfrentará o desafio de dividir os holofotes com a CPI do Crime Organizado, que promete mobilizar atenções pela gravidade e pelo impacto social de seus temas.

Nos bastidores, parlamentares avaliam que o momento é delicado. A CPI do INSS, presidida por nomes ligados à base governista, tenta avançar sem gerar atritos com categorias de servidores e aposentados, enquanto o foco crescente sobre o combate ao crime organizado tende a atrair mais repercussão pública e política. Essa sobreposição de agendas faz com que muitos avaliem o cenário como uma verdadeira “guerra de CPIs” dentro do Parlamento.

Segundo fontes da articulação política, a comissão previdenciária deverá adotar cautela e tom técnico, evitando politização excessiva. Já a CPI sobre o crime organizado, com forte presença da oposição, pretende explorar conexões entre facções e agentes públicos, o que pode gerar embates acalorados e exposição midiática intensa.

Especialistas apontam que, embora distintas, as duas CPIs abordam questões estruturais do Estado brasileiro: a fragilidade dos mecanismos de controle e a necessidade de reformas para conter fraudes e a infiltração criminosa em órgãos públicos. O resultado dessa disputa política pode definir não apenas prioridades legislativas, mas também o ritmo da agenda de segurança e de gestão pública até o fim do ano.

Com a pressão popular por resultados concretos, ambos os colegiados devem ser palco de estratégias partidárias e narrativas eleitorais, num cenário em que o equilíbrio entre investigação e exposição será decisivo para o sucesso de cada comissão.

Redação Saiba+

Política

Suplência no Senado ganha novas articulações para 2026

Rui Costa confirma primeiro nome e movimenta bastidores da política baiana com disputas por vagas de suplência

Postado

em

Senador afirmou que ainda vai conversar com Jaques Wagner, mas não deu um prazo para acontecer | Bnews - Divulgação

Faltando apenas quatro meses para o primeiro turno das eleições de 2026, as articulações políticas para formação das chapas seguem intensas na Bahia. Nesta quarta-feira (28), o pré-candidato ao Senado Rui Costa confirmou o nome de Ronaldo Carletto para ocupar sua primeira suplência, movimento que já começa a influenciar outras negociações dentro do grupo político.

A confirmação de Carletto na composição ampliou as expectativas de que o também senador Jaques Wagner deve anunciar em breve o nome de sua própria suplência, em um processo que vem sendo acompanhado de perto por lideranças partidárias e aliados.

Nos bastidores, o nome mais cotado para a vaga na chapa de Wagner é o de Edvaldo Brito, figura tradicional da política baiana, com histórico de atuação como prefeito, vice-prefeito e vereador de Salvador. A possível indicação é vista como uma tentativa de fortalecer a composição com nomes de grande experiência administrativa e influência política regional.

Em entrevista, o deputado federal Antônio Brito destacou que as articulações em torno do nome de seu pai avançaram dentro da legenda, afirmando que a maior parte da bancada partidária demonstrou apoio à indicação do ex-prefeito para a suplência.

As movimentações reforçam a estratégia de consolidação das alianças no campo governista na Bahia, que busca manter coesão política e ampliar sua força eleitoral para o próximo pleito nacional.

Com as definições ainda em andamento, o cenário segue aberto e deve ganhar novos capítulos nas próximas semanas, à medida que partidos e lideranças avançam na composição final das chapas para o Senado.

Redação Saiba+

Continue lendo

Política

Jerônimo reage a decisão dos EUA sobre PCC e CV

Governador da Bahia critica classificação de facções como terroristas e defende soberania nacional em meio a tensão diplomática

Postado

em

Jerônimo Rodrigues se posicionou após a decisão do governo Trump classificar as facções brasileiras PCC e CV como organizações terroristas | Bnews - Divulgação

O governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues, se posicionou após a decisão do governo dos Estados Unidos, sob a liderança de Donald Trump, de classificar as facções brasileiras Primeiro Comando da Capital (Primeiro Comando da Capital) e Comando Vermelho (Comando Vermelho) como organizações terroristas.

Em declaração pública, Jerônimo Rodrigues criticou a medida e afirmou que o enfrentamento ao crime organizado deve ocorrer dentro dos limites da soberania de cada país. “Usar deste combate para violar a soberania de outra nação não vai enfraquecer a violência”, destacou o governador, ao comentar a decisão norte-americana.

O posicionamento do chefe do Executivo baiano reforça a linha adotada pelo governo federal brasileiro, liderado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que também rejeita a classificação das facções como organizações terroristas. Segundo essa visão, os grupos atuam motivados principalmente por interesses financeiros ligados ao tráfico e ao crime organizado, e não por razões ideológicas ou políticas, critério tradicionalmente associado ao terrorismo.

Jerônimo também alertou para possíveis impactos diplomáticos e econômicos da decisão dos Estados Unidos. “Sabemos que essa decisão poderá causar danos nas relações diplomáticas, na economia, no turismo e no comércio internacional”, afirmou.

O governador ressaltou ainda que o combate às facções criminosas e ao tráfico de drogas é uma responsabilidade compartilhada entre governos, mas deve ocorrer por meio da cooperação internacional. “Cooperação internacional no combate ao crime organizado e ao tráfico de drogas sim, intervenção na política interna de outro país, não”, completou.

A discussão ocorre em um momento de crescente debate global sobre a atuação de organizações criminosas transnacionais e os limites da cooperação entre países no enfrentamento ao crime organizado.

No cenário político brasileiro, a declaração de Jerônimo reforça a defesa da soberania nacional e da coordenação diplomática como caminhos prioritários para o enfrentamento das facções.

Redação Saiba+

Continue lendo

Política

Zema e Caiado avançam sobre agro e mercado financeiro

Pré-candidatos intensificam articulações após desgaste de Flávio Bolsonaro e ampliam diálogo com empresários e setor rural

Postado

em

Os presidenciáveis Romeu Zema (Novo), Flávio Bolsonaro (PL) e Ronaldo Caiado (PSD): oposição ao governo Lula — Foto: Fotos de Washington Alves

Os pré-candidatos à Presidência da República Romeu Zema (Novo) e Ronaldo Caiado (PSD) ampliaram, nos últimos dias, os movimentos de aproximação com representantes do agronegócio e do mercado financeiro. A estratégia ocorre em meio ao desgaste político envolvendo o senador Flávio Bolsonaro (PL), após a repercussão das mensagens trocadas com o banqueiro Daniel Vorcaro.

Nos bastidores da política nacional, integrantes do setor produtivo e agentes ligados à Faria Lima avaliam que o cenário abriu espaço para novas articulações dentro da direita brasileira. Embora Flávio Bolsonaro ainda seja considerado por aliados como um nome competitivo para enfrentar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em uma futura disputa presidencial, cresce a percepção de que outras lideranças precisam ganhar protagonismo.

Nesse contexto, Romeu Zema e Ronaldo Caiado passaram a intensificar agendas estratégicas junto ao empresariado, investidores e representantes do agronegócio, setores considerados fundamentais para a construção de uma candidatura competitiva em 2026.

Aliados de Zema destacam o perfil liberal do governador de Minas Gerais e sua relação próxima com empresários como fatores que fortalecem sua imagem no cenário nacional. Fred Papatella, vice-presidente do Novo em Minas Gerais e aliado do governador, afirmou que o momento pode favorecer novas alternativas dentro da direita.

— Claro que se abre um caminho. Zema é um homem de negócios e tem o governo de Minas como prova da sua capacidade — declarou.

Enquanto isso, Ronaldo Caiado reforça sua presença junto ao setor rural, segmento onde já possui forte influência política. Na última semana, o ex-governador de Goiás participou da Expoagro Dourados, em Mato Grosso do Sul, onde esteve presente em leilões, reuniões com produtores rurais e encontros políticos com lideranças do agronegócio.

A aproximação entre Zema e Caiado também começa a ganhar força nos bastidores, em um movimento interpretado como tentativa de unificar setores da direita em torno de uma alternativa ao bolsonarismo tradicional. Analistas políticos avaliam que a possível união pode ampliar o diálogo com setores conservadores, empresários e representantes do agro que buscam maior estabilidade política e econômica.

O cenário eleitoral ainda segue indefinido, mas a movimentação dos pré-candidatos já intensifica as articulações para a sucessão presidencial. Com apoio crescente em nichos estratégicos da economia, Zema e Caiado tentam consolidar espaço no debate nacional e ampliar influência entre eleitores de perfil conservador e liberal.

Redação Saiba+

Continue lendo
Ads Imagem
Ads PMI VISITE ILHÉUS

    Mais Lidas da Semana