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Política

Lula anuncia veto ao PL da dosimetria do tempo de serviço

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Lula ainda defendeu que o Congresso Nacional tem liberdade de discutir a PL da Dosimetria

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva confirmou que vetará o Projeto de Lei que estabelece nova regra de dosimetria do tempo de serviço para concessão de benefícios previdenciários. A decisão executiva ocorre após análise das implicações fiscais e das consequências para a estabilidade atuarial do sistema previdenciário do país.

Segundo o Executivo, a proposta em tramitação no Congresso Nacional apresentava riscos de impacto financeiro substancial e insegurança jurídica, o que motivou a decisão de suspender sua promulgação. A dosimetria é um mecanismo utilizado para calcular o tempo de contribuição e benefícios, e tinha forte apelo junto a setores que defendiam maior flexibilidade nos critérios de cálculo.

O veto presidencial representa um ponto de inflexão significativo na política previdenciária, numa clara tentativa do governo federal de preservar a sustentabilidade fiscal e evitar novos desequilíbrios nas contas públicas. Autoridades do Palácio do Planalto ressaltam que a medida atende a estudos atuariais que apontaram efeitos adversos sobre as receitas e despesas do sistema de seguridade.

A reação no meio político tem sido imediata. Parlamentares favoráveis ao projeto argumentam que a nova dosimetria poderia beneficiar milhões de trabalhadores que buscam condições mais justas de acesso a benefícios. Por outro lado, críticos ao PL enfatizam a necessidade de cautela em reformas que impactam diretamente o orçamento e a confiança dos mercados.

A decisão de veto deve ser comunicada formalmente ao Congresso nas próximas semanas, abrindo espaço para debates sobre possíveis ajustes legislativos ou apresentação de novas propostas que conciliem equilíbrio fiscal, justiça social e segurança jurídica no regime de previdência.

Em meio a esse cenário, espera-se que o tema continue no centro das discussões econômicas e políticas, especialmente diante da relevância do sistema previdenciário para a economia brasileira e para a vida de aposentados e contribuintes.

Redação Saiba+

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Política

Jerônimo ironiza programa lançado por ACM Neto na Bahia

Governador reage a iniciativa do adversário e destaca ações conjuntas com o governo federal em evento social em Salvador

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O governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues, ironizou nesta sexta-feira (29) o lançamento do programa “Sua Voz é a Nossa Voz”, anunciado pelo pré-candidato ao governo estadual e ex-prefeito de Salvador, ACM Neto, em meio ao cenário de antecipação da disputa eleitoral na Bahia.

A declaração ocorreu durante participação do governador em uma ação conjunta dos programas “Governo do Brasil na Rua” e “Periferia de Direitos”, realizada no Centro Social Urbano de Pernambués, em Salvador. O evento contou também com a presença do ministro-chefe da Secretaria-Geral da Presidência, Guilherme Boulos, reunindo serviços públicos gratuitos oferecidos pelos governos federal e estadual.

As ações disponibilizadas à população seguem até o sábado e incluem atendimentos e serviços diversos, sem necessidade de agendamento prévio, ampliando o acesso a políticas públicas em áreas periféricas da capital baiana.

Durante o evento, Jerônimo destacou a diferença entre o programa lançado pelo adversário político e o modelo adotado pelo Partido dos Trabalhadores (PT), por meio do Programa de Governo Participativo (PGP). Segundo o governador, o PGP busca promover uma escuta ativa nas comunidades, contribuindo diretamente para a construção de propostas de governo.

A fala do governador reforça o clima de disputa política antecipada na Bahia, onde governo e oposição intensificam agendas, eventos e ações de comunicação voltadas ao eleitorado.

Nos bastidores, a movimentação entre Jerônimo Rodrigues e ACM Neto já é considerada parte da pré-campanha para as eleições estaduais, com foco em consolidar apoio popular e ampliar a presença em diferentes regiões do estado.

Redação Saiba+

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Política

Suplência no Senado ganha novas articulações para 2026

Rui Costa confirma primeiro nome e movimenta bastidores da política baiana com disputas por vagas de suplência

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Senador afirmou que ainda vai conversar com Jaques Wagner, mas não deu um prazo para acontecer | Bnews - Divulgação

Faltando apenas quatro meses para o primeiro turno das eleições de 2026, as articulações políticas para formação das chapas seguem intensas na Bahia. Nesta quarta-feira (28), o pré-candidato ao Senado Rui Costa confirmou o nome de Ronaldo Carletto para ocupar sua primeira suplência, movimento que já começa a influenciar outras negociações dentro do grupo político.

A confirmação de Carletto na composição ampliou as expectativas de que o também senador Jaques Wagner deve anunciar em breve o nome de sua própria suplência, em um processo que vem sendo acompanhado de perto por lideranças partidárias e aliados.

Nos bastidores, o nome mais cotado para a vaga na chapa de Wagner é o de Edvaldo Brito, figura tradicional da política baiana, com histórico de atuação como prefeito, vice-prefeito e vereador de Salvador. A possível indicação é vista como uma tentativa de fortalecer a composição com nomes de grande experiência administrativa e influência política regional.

Em entrevista, o deputado federal Antônio Brito destacou que as articulações em torno do nome de seu pai avançaram dentro da legenda, afirmando que a maior parte da bancada partidária demonstrou apoio à indicação do ex-prefeito para a suplência.

As movimentações reforçam a estratégia de consolidação das alianças no campo governista na Bahia, que busca manter coesão política e ampliar sua força eleitoral para o próximo pleito nacional.

Com as definições ainda em andamento, o cenário segue aberto e deve ganhar novos capítulos nas próximas semanas, à medida que partidos e lideranças avançam na composição final das chapas para o Senado.

Redação Saiba+

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Política

Jerônimo reage a decisão dos EUA sobre PCC e CV

Governador da Bahia critica classificação de facções como terroristas e defende soberania nacional em meio a tensão diplomática

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Jerônimo Rodrigues se posicionou após a decisão do governo Trump classificar as facções brasileiras PCC e CV como organizações terroristas | Bnews - Divulgação

O governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues, se posicionou após a decisão do governo dos Estados Unidos, sob a liderança de Donald Trump, de classificar as facções brasileiras Primeiro Comando da Capital (Primeiro Comando da Capital) e Comando Vermelho (Comando Vermelho) como organizações terroristas.

Em declaração pública, Jerônimo Rodrigues criticou a medida e afirmou que o enfrentamento ao crime organizado deve ocorrer dentro dos limites da soberania de cada país. “Usar deste combate para violar a soberania de outra nação não vai enfraquecer a violência”, destacou o governador, ao comentar a decisão norte-americana.

O posicionamento do chefe do Executivo baiano reforça a linha adotada pelo governo federal brasileiro, liderado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que também rejeita a classificação das facções como organizações terroristas. Segundo essa visão, os grupos atuam motivados principalmente por interesses financeiros ligados ao tráfico e ao crime organizado, e não por razões ideológicas ou políticas, critério tradicionalmente associado ao terrorismo.

Jerônimo também alertou para possíveis impactos diplomáticos e econômicos da decisão dos Estados Unidos. “Sabemos que essa decisão poderá causar danos nas relações diplomáticas, na economia, no turismo e no comércio internacional”, afirmou.

O governador ressaltou ainda que o combate às facções criminosas e ao tráfico de drogas é uma responsabilidade compartilhada entre governos, mas deve ocorrer por meio da cooperação internacional. “Cooperação internacional no combate ao crime organizado e ao tráfico de drogas sim, intervenção na política interna de outro país, não”, completou.

A discussão ocorre em um momento de crescente debate global sobre a atuação de organizações criminosas transnacionais e os limites da cooperação entre países no enfrentamento ao crime organizado.

No cenário político brasileiro, a declaração de Jerônimo reforça a defesa da soberania nacional e da coordenação diplomática como caminhos prioritários para o enfrentamento das facções.

Redação Saiba+

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