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Saúde

Especialistas debatem futuro da mente humana na era digital

Marcelo Gleiser e Suzana Herculano-Houzel discutem impactos cognitivos e emocionais da imersão tecnológica no cotidiano

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Os desafios da mente humana diante da crescente imersão digital estarão no centro de um dos debates mais aguardados da programação voltada à ciência, comportamento e tecnologia. O físico Marcelo Gleiser dividirá o palco com a neurocientista Suzana Herculano-Houzel no painel “Pensar melhor para viver melhor: o futuro da mente humana”, que abordará os efeitos cognitivos e emocionais provocados pela vida conectada.

A discussão pretende aprofundar como o ambiente digital influencia diretamente a forma como as pessoas pensam, interpretam informações e reagem emocionalmente diante do excesso de estímulos virtuais. Entre os principais temas estão os vieses cognitivos, a polarização de ideias e os desafios de convivência em uma sociedade marcada pela hiperconectividade.

Durante o encontro, os especialistas devem explicar por que o cérebro humano se mostra vulnerável à desinformação, aos julgamentos precipitados e aos mecanismos emocionais reforçados pelas redes sociais e plataformas digitais. Além disso, o debate propõe reflexões sobre como desenvolver capacidades cognitivas mais saudáveis para lidar com pensamentos divergentes e fortalecer o diálogo em tempos de forte divisão social.

A participação de Marcelo Gleiser e Suzana Herculano-Houzel também amplia o interesse do público por temas ligados à neurociência, saúde mental e comportamento humano, áreas que vêm ganhando destaque diante do avanço acelerado da tecnologia no cotidiano.

Especialistas apontam que compreender o funcionamento da mente tornou-se essencial em um cenário no qual o excesso de informação, a ansiedade digital e a busca constante por validação online impactam diretamente a qualidade de vida das pessoas.

O painel reforça ainda a importância da ciência como ferramenta para compreender os desafios emocionais e intelectuais das novas gerações em um mundo cada vez mais conectado.

Redação Saiba+

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Saúde

Estudo aponta novo benefício da musculação

Pesquisa da Unicamp indica que treinamento de força pode reduzir danos causados pela gordura no fígado ao modificar a atividade de genes

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A prática regular de musculação pode oferecer benefícios que vão muito além do fortalecimento muscular e da melhora do condicionamento físico. Um estudo realizado por pesquisadores da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) revelou que o treinamento de força foi capaz de modificar o funcionamento de genes no fígado, reduzindo danos associados ao acúmulo de gordura no órgão em testes realizados com camundongos obesos.

De acordo com a pesquisa, os resultados apontam que a musculação pode exercer um papel importante na proteção do metabolismo hepático. As alterações observadas na atividade genética contribuíram para diminuir os efeitos provocados pelo excesso de gordura no fígado, condição frequentemente relacionada à obesidade e ao desenvolvimento de doenças metabólicas.

Os pesquisadores destacam que o treinamento de força promove adaptações no organismo que vão além do ganho de massa muscular. Os efeitos positivos identificados no estudo sugerem que a musculação também pode influenciar processos biológicos fundamentais para a saúde do fígado, ampliando o conhecimento científico sobre os impactos do exercício físico no organismo.

Embora o experimento tenha sido conduzido em camundongos, os resultados reforçam a importância da atividade física como ferramenta de prevenção e promoção da saúde. Novas pesquisas poderão aprofundar a compreensão sobre como esses mecanismos podem se manifestar em seres humanos e contribuir para futuras estratégias de tratamento.

Especialistas ressaltam que a prática de musculação, quando orientada por profissionais qualificados e associada a hábitos saudáveis, pode trazer benefícios para diferentes sistemas do corpo, incluindo melhora da composição corporal, do metabolismo e da qualidade de vida.

A pesquisa da Unicamp fortalece as evidências de que o treinamento de força pode desempenhar um papel relevante na saúde metabólica, abrindo novas perspectivas para estudos sobre obesidade, fígado gorduroso e prevenção de doenças relacionadas ao excesso de gordura corporal.

Redação Saiba+

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Saúde

São Paulo confirma novos casos de sarampo

Estado registra mais duas infecções na capital e total de casos confirmados em 2026 sobe para sete, reforçando o alerta das autoridades de saúde.

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A Secretaria Estadual da Saúde de São Paulo (SES) confirmou, na noite desta terça-feira (30), dois novos casos de sarampo na capital paulista. Com as novas confirmações, o estado de São Paulo soma sete casos da doença registrados em 2026, aumentando a atenção das autoridades sanitárias para o monitoramento da circulação do vírus.

De acordo com a pasta, os casos foram identificados em uma região próxima ao município de Guarulhos, na Região Metropolitana de São Paulo. Os pacientes são um bebê de seis meses de idade e uma mulher de 20 anos, mãe de um dos bebês diagnosticados com sarampo na semana anterior.

As autoridades de saúde seguem realizando o rastreamento de contatos e o monitoramento epidemiológico para reduzir o risco de novos registros. A identificação rápida dos casos é considerada essencial para interromper possíveis cadeias de transmissão e proteger a população mais vulnerável, especialmente crianças que ainda não completaram o esquema vacinal.

O sarampo é uma doença viral altamente contagiosa, transmitida por meio de secreções respiratórias, como gotículas eliminadas ao tossir, espirrar ou falar. Entre os principais sintomas estão febre alta, manchas vermelhas pelo corpo, tosse, coriza e conjuntivite. Em alguns casos, a infecção pode provocar complicações graves, principalmente em crianças pequenas, gestantes e pessoas com baixa imunidade.

Diante do aumento das notificações, as autoridades reforçam a importância da vacinação como principal forma de prevenção contra o sarampo. Manter a caderneta vacinal atualizada continua sendo a medida mais eficaz para evitar surtos e reduzir a disseminação da doença.

Com a confirmação dos novos casos, a vigilância epidemiológica intensifica as ações de prevenção, investigação e acompanhamento dos pacientes, enquanto acompanha a evolução do cenário para impedir a expansão da circulação do vírus no estado.

Redação Saiba+

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Saúde

Ludhmila Hajjar defende uso das canetas emagrecedoras

Professora da USP afirma que medicamentos como Mounjaro representam uma revolução na medicina e destaca benefícios para obesidade e saúde cardiovascular.

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A professora titular de Emergência da Universidade de São Paulo (USP), Ludhmila Hajjar, voltou a defender o uso das chamadas canetas emagrecedoras, como o medicamento Mounjaro, destacando que os benefícios vão além da perda de peso e podem contribuir para a prevenção de doenças cardiovasculares.

Reconhecida por sua atuação nas áreas de cardiologia e terapia intensiva, a médica afirmou que esses medicamentos representam uma importante evolução no tratamento da obesidade, condição considerada um dos principais fatores de risco para diversas doenças crônicas.

Segundo Ludhmila Hajjar, os resultados obtidos com esse tipo de tratamento demonstram impactos positivos na saúde dos pacientes. “Elas são uma revolução na medicina. Estão associadas ao tratamento e à prevenção da obesidade, além da diminuição de mortes cardíacas”, afirmou a especialista ao comentar os avanços proporcionados pelos medicamentos.

A médica ressaltou que o controle da obesidade influencia diretamente na redução de complicações cardiovasculares, melhorando indicadores clínicos e a qualidade de vida de pessoas que convivem com excesso de peso e doenças metabólicas.

Nos últimos anos, medicamentos como o Mounjaro e outros da mesma classe ganharam destaque mundial devido aos resultados apresentados em estudos clínicos, principalmente no controle do diabetes tipo 2 e da obesidade. O crescente interesse pelo tratamento também ampliou o debate sobre o uso responsável desses medicamentos e a necessidade de acompanhamento médico especializado.

Especialistas reforçam que as canetas emagrecedoras devem ser utilizadas apenas com prescrição e supervisão médica, considerando as características individuais de cada paciente e os critérios clínicos para indicação do tratamento.

A declaração de Ludhmila Hajjar reforça o entendimento de parte da comunidade médica de que os novos medicamentos representam uma ferramenta importante no combate à obesidade e às doenças cardiovasculares, desde que utilizados de forma segura e dentro das recomendações médicas.

Redação Saiba+

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