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Saúde

SUS vai oferecer teste genético para câncer de mama

Ministério da Saúde oficializa incorporação de exame para identificação de mutações nos genes BRCA1 e BRCA2 na rede pública.

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O Ministério da Saúde publicou nesta quarta-feira uma portaria no Diário Oficial da União oficializando a incorporação do teste genético para identificação de mutações nos genes BRCA1 e BRCA2 ao Sistema Único de Saúde. A medida representa um avanço importante na prevenção e no diagnóstico precoce do câncer de mama no país.

O exame é utilizado para detectar alterações genéticas associadas ao aumento do risco de desenvolvimento da doença. Segundo a portaria, as áreas técnicas terão prazo máximo de 180 dias para efetivar a oferta do procedimento na rede pública de saúde.

A inclusão do teste genético no SUS é considerada um marco na medicina preventiva e no combate ao câncer de mama, especialmente para pacientes com histórico familiar da doença ou predisposição hereditária. A iniciativa amplia o acesso ao diagnóstico especializado e fortalece estratégias de prevenção em todo o território nacional.

Entidades médicas comemoraram a decisão do governo federal. A Sociedade Brasileira de Mastologia, responsável por solicitar a incorporação do exame, destacou que a medida poderá contribuir diretamente para tratamentos mais rápidos e personalizados. Já a Federação Brasileira de Instituições Filantrópicas de Apoio à Saúde da Mama afirmou que a iniciativa representa uma conquista histórica para pacientes e profissionais da saúde.

Os genes BRCA1 e BRCA2 possuem relação direta com casos hereditários de câncer de mama e também podem estar associados a outros tipos de câncer. A identificação precoce das mutações permite acompanhamento médico mais rigoroso e estratégias preventivas capazes de aumentar significativamente as chances de tratamento eficaz.

Especialistas avaliam que a ampliação do acesso à testagem genética pelo SUS pode reduzir diagnósticos tardios e fortalecer políticas públicas de saúde preventiva no Brasil.

A expectativa é que a implementação do exame na rede pública beneficie milhares de mulheres nos próximos meses, principalmente aquelas em situação de vulnerabilidade social e sem acesso a testes na rede privada.

Redação Saiba+

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