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Política

PF revela plano alternativo de venda do Banco Master

Documento apreendido na Operação Compliance Zero aponta estratégia anterior à negociação com o BRB

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A Polícia Federal identificou documentos que indicam que o Banco Master avaliava um “plano B” para a venda da instituição antes das negociações envolvendo o BRB. As informações vieram à tona após a deflagração da sexta fase da Operação Compliance Zero.

De acordo com as investigações, o material foi apreendido durante ações realizadas na última quinta-feira (14), quando agentes federais cumpriram sete mandados de prisão preventiva e 17 mandados de busca e apreensão nos estados de São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais.

Entre os presos está Henrique Vorcaro, pai do ex-controlador do Banco Master, Daniel Vorcaro. A operação intensificou as atenções sobre os bastidores financeiros e societários envolvendo a instituição bancária e possíveis irregularidades investigadas pela PF.

Os documentos encontrados pelos investigadores podem ajudar a esclarecer estratégias empresariais e movimentações analisadas no âmbito da operação. A investigação segue em andamento e deve aprofundar detalhes relacionados às negociações financeiras e à atuação de pessoas ligadas ao banco.

A nova fase da Compliance Zero provocou forte repercussão no setor financeiro e jurídico, principalmente pela dimensão das medidas judiciais adotadas e pelos nomes envolvidos na investigação. O caso também reacendeu debates sobre fiscalização no sistema financeiro e mecanismos de controle corporativo no país.

As autoridades seguem analisando materiais apreendidos para identificar possíveis conexões entre as negociações e os fatos investigados pela Polícia Federal.

Redação Saiba+

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Política

Candidata critica auxílios, mas aparece como beneficiária

Dados do Portal da Transparência, segundo informações apresentadas na denúncia, apontam que Sophia Barclay teria recebido benefícios sociais enquanto publicava críticas a programas federais.

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A candidata a deputada federal por São Paulo, Sophia Barclay (PL), ganhou notoriedade nas redes sociais por publicar conteúdos com críticas a programas de assistência social do governo federal, entre eles o Bolsa Família e o Gás do Povo.

No entanto, dados atribuídos ao Portal da Transparência apontam que a candidata aparece como beneficiária dos programas desde 2018. Conforme as informações apresentadas, os pagamentos recebidos ao longo dos últimos oito anos somariam cerca de R$ 21 mil.

A situação gerou repercussão nas redes sociais por envolver uma aparente contradição entre o posicionamento público da candidata e o recebimento de benefícios sociais.

Os programas de transferência de renda têm como objetivo atender famílias que se enquadram nos critérios estabelecidos pela legislação. A eventual participação de uma pessoa em programas sociais, por si só, não determina irregularidade, já que a concessão depende do atendimento aos requisitos previstos para cada benefício.

No caso de Sophia Barclay, os dados divulgados colocam em evidência a relação entre suas manifestações públicas sobre políticas de assistência social e seu histórico como beneficiária.

A informação também reacende o debate sobre benefícios sociais, critérios de elegibilidade e posicionamento político nas redes sociais, especialmente em um período de preparação para as eleições.

A eventual existência de irregularidades nos pagamentos dependeria de uma análise específica dos critérios utilizados para a concessão dos benefícios e da situação cadastral da beneficiária em cada período.

A informação sobre os valores recebidos deve ser interpretada à luz dos registros oficiais e dos critérios de cada programa, evitando conclusões sobre eventual irregularidade sem comprovação pelas autoridades responsáveis.

O episódio deve continuar gerando repercussão no ambiente político e nas redes sociais, sobretudo pela exposição da candidata e pelo contraste apontado entre suas críticas aos programas de assistência e os registros de recebimento apresentados.

Redação Saiba+

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Política

Ex-prefeito de Utinga recusa debate sobre empresa responsável por contrato de R$ 3,2 milhões citado no TCU

Joyuson Vieira reagiu com ironias aos questionamentos do ex-vereador Diego Meira sobre a Piemonte da Chapada e condicionou o debate ao desempenho eleitoral do adversário

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UTINGA (BA) — O ex-prefeito de Utinga Joyuson Vieira Santos recusou um desafio para debater publicamente questionamentos relacionados à Piemonte da Chapada Transportes, empresa contratada durante sua gestão para executar uma obra de R$ 3,2 milhões citada em processo no Tribunal de Contas da União (TCU).

A discussão ocorreu nos comentários de uma publicação do perfil Portal Utinga, no Instagram. O ex-vereador Diego Meira perguntou quando Joyuson se posicionaria sobre as denúncias envolvendo a empresa e propôs um debate transmitido pela imprensa local.

“Esta seria uma excelente oportunidade para o senhor desmentir-me na frente de todos os utinguenses”, escreveu Meira.

Joyuson não respondeu aos questionamentos sobre a empresa. Em vez disso, ironizou a cassação e o desempenho eleitoral do ex-vereador.

“Apareceu a Margarida, gente! Quem vai responder a políticos cassados, sem mandatos e sem votos?”, afirmou o ex-prefeito.

Após nova cobrança, Joyuson condicionou o debate a uma votação futura: “Sem voto e sem noção. Cresça e apareça. Quando tiveres votos, debateremos”.

A Piemonte da Chapada é responsável pelo Contrato Administrativo nº 82/2024, no valor de R$ 3.296.211,60, firmado para a requalificação da Avenida Mocambo, no bairro Capelinha. O projeto prevê pavimentação, construção de ciclovia, calçadas, iluminação e pista de caminhada.

O Acórdão nº 1.817/2026 do TCU registra que a denúncia original tratou de possíveis irregularidades na Concorrência Pública nº 3/2023 e na execução do contrato.

O pedido para suspender cautelarmente a obra foi negado porque a área técnica não identificou o requisito de perigo da demora. Posteriormente, o plenário deixou de analisar um recurso do denunciante por entender que ele não tinha legitimidade para recorrer.

A decisão não julgou o mérito das suspeitas, não declarou o contrato irregular e não reconheceu prejuízo aos cofres públicos.

Durante a discussão, Meira também questionou o vínculo de Joyuson com a Prefeitura de Salvador. Registros da folha municipal mostram que o ex-prefeito foi admitido em maio de 2025 como assessor especial II da Secretaria Municipal de Articulação Comunitária e Prefeituras-Bairro (Smart).

Na folha de junho de 2026, Joyuson aparece com remuneração total de R$ 15.010,29, dos quais R$ 546,71 foram classificados como verbas indenizatórias. Meira questionou o local onde o serviço seria prestado, mas não apresentou, na troca de mensagens, documentos sobre o tema.

Joyuson respondeu citando os 35 anos em que trabalhou no Banco do Brasil e os quatro mandatos exercidos como prefeito, sem detalhar suas atribuições atuais na administração de Salvador.

A referência à cassação diz respeito à decisão tomada pela Câmara de Utinga em agosto de 2023. Diego Meira perdeu o mandato por seis votos a cinco, sob a justificativa de quebra de decoro parlamentar. Ele contesta a decisão e afirma ter sido vítima de perseguição política.

Nas mensagens, Joyuson não informou se aceitaria o debate nem respondeu aos questionamentos sobre a Piemonte. Segundo Meira, o ex-prefeito o bloqueou depois da discussão.

Redação Saiba+

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Política

TRE-BA mantém decisão favorável a Jerônimo

Tribunal rejeitou recurso do União Brasil em processo que questionava suposto uso da estrutura de comunicação do Governo da Bahia em favor de candidatos petistas

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O Tribunal Regional Eleitoral da Bahia (TRE-BA) rejeitou um recurso apresentado pelo União Brasil e manteve a decisão que julgou improcedente a acusação de uso da estrutura de comunicação do Governo da Bahia para abastecer perfis ligados ao governador Jerônimo Rodrigues (PT) e aos candidatos ao Senado Rui Costa (PT) e Jaques Wagner (PT).

A ação questionava a utilização da estrutura de comunicação institucional do governo estadual durante o período eleitoral. A acusação sustentava que os recursos e canais oficiais poderiam ter sido empregados para beneficiar as candidaturas dos integrantes do grupo político.

Com a decisão do TRE-BA, permanece válida a sentença que considerou improcedente a acusação apresentada no processo. O julgamento representa mais um capítulo da disputa judicial envolvendo a comunicação institucional e a propaganda eleitoral na Bahia.

O caso está relacionado às regras que estabelecem limites para a utilização da máquina pública durante períodos eleitorais. A legislação busca impedir que estruturas, recursos ou serviços públicos sejam empregados de maneira irregular em benefício de candidatos ou partidos.

A decisão também ocorre em um cenário de forte atenção da Justiça Eleitoral sobre a propaganda política na internet, especialmente diante do crescimento do uso de redes sociais por candidatos e grupos políticos durante campanhas.

Ao analisar o recurso, o TRE-BA decidiu manter o entendimento adotado anteriormente no processo. Dessa forma, a acusação de utilização da estrutura de comunicação estadual para abastecer os perfis dos políticos mencionados permanece considerada improcedente no âmbito da decisão divulgada.

A decisão do tribunal mantém o resultado favorável ao governador Jerônimo Rodrigues, Rui Costa e Jaques Wagner no processo eleitoral questionado pelo União Brasil.

O episódio reforça a importância do acompanhamento das decisões da Justiça Eleitoral durante o período de campanha, principalmente em casos que envolvem uso da estrutura pública, comunicação institucional e propaganda eleitoral nas redes sociais.

Redação Saiba+

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