Polícia
Operação Chancelas mira fraude fundiária em Maraú
Ação da Polícia Federal e do MPF investiga esquema de grilagem e registros irregulares de áreas pertencentes à União no sul da Bahia.

Uma operação conjunta da Polícia Federal (PF) e do Ministério Público Federal (MPF) foi deflagrada nesta quarta-feira (3) com o objetivo de combater crimes relacionados à grilagem de terras e fraudes em registros imobiliários no município de Maraú, um dos principais destinos turísticos do sul da Bahia. Batizada de Operação Chancelas, a ação busca apurar um suposto esquema que teria permitido a apropriação irregular de áreas pertencentes à União.
De acordo com as investigações, o trabalho teve início após denúncias apontarem possíveis irregularidades em registros imobiliários envolvendo terrenos de marinha e áreas acrescidas, classificadas como patrimônio da União. As suspeitas indicam que essas áreas estariam sendo registradas indevidamente como propriedades privadas por meio de mecanismos considerados fraudulentos.
Os investigadores identificaram indícios de que documentos e procedimentos registrais teriam sido utilizados para transferir, de forma irregular, áreas públicas para particulares, gerando possíveis prejuízos ao patrimônio público federal. A apuração também busca esclarecer a participação de pessoas físicas e eventuais agentes envolvidos nos registros questionados.
Os terrenos de marinha são áreas localizadas em regiões costeiras e possuem regime jurídico específico, sendo considerados bens da União. Por essa razão, qualquer alteração registral envolvendo esses imóveis exige procedimentos legais rigorosos e observância das normas patrimoniais estabelecidas pela legislação brasileira.
A Operação Chancelas representa mais uma ofensiva das autoridades federais contra práticas de grilagem de terras, crime que frequentemente envolve falsificação documental, manipulação de registros imobiliários e ocupação irregular de áreas públicas. O combate a essas ações é considerado estratégico para a preservação do patrimônio público e para a garantia da segurança jurídica no setor imobiliário.
Maraú, conhecida por seu potencial turístico e valorização imobiliária crescente, tornou-se foco das investigações devido à relevância econômica das áreas sob suspeita, especialmente em regiões próximas ao litoral. A valorização desses imóveis pode tornar as disputas fundiárias ainda mais complexas e atrativas para organizações envolvidas em práticas ilegais.
As autoridades destacam que as investigações continuam e que novas medidas poderão ser adotadas conforme o avanço das apurações. O objetivo é identificar todos os responsáveis, corrigir eventuais irregularidades nos registros e assegurar a proteção das áreas pertencentes à União.
A Operação Chancelas reforça a atuação integrada entre Polícia Federal e Ministério Público Federal no enfrentamento aos crimes fundiários, demonstrando o compromisso das instituições com a defesa do patrimônio público e a legalidade dos registros imobiliários no país.
Polícia
PF investiga fraude em pedidos de salário-maternidade rural na Bahia
Operação Litigância Predatória Vol. 01 cumpre mandados em Teixeira de Freitas contra grupo suspeito de ajuizar ações previdenciárias de forma repetitiva e fraudulenta.

A Polícia Federal (PF) realizou, nesta quinta-feira (3), uma operação em Teixeira de Freitas, no extremo sul da Bahia, para investigar um grupo suspeito de utilizar de forma reiterada o sistema judicial em ações previdenciárias com indícios de fraude.
Durante a operação, foram cumpridos dois mandados de busca e apreensão. A investigação apura uma possível atuação organizada e padronizada no ajuizamento de processos, especialmente em pedidos relacionados ao salário-maternidade rural.
Batizada de Operação Litigância Predatória Vol. 01, a ação busca reunir elementos que possam esclarecer como o grupo atuava e identificar possíveis responsáveis pelas irregularidades investigadas.
Segundo as apurações, os processos apresentariam características semelhantes e seriam protocolados de maneira recorrente, levantando suspeitas sobre uma possível estratégia de litigância abusiva em demandas previdenciárias.
A investigação envolve ações ajuizadas perante o Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF-1). O objetivo das diligências é localizar documentos, equipamentos e outros elementos que possam contribuir para o esclarecimento dos fatos.
A chamada litigância predatória ocorre quando o sistema judicial é utilizado de maneira abusiva, com o ajuizamento repetitivo e potencialmente artificial de demandas. No caso investigado pela PF, a suspeita está relacionada especificamente a processos de natureza previdenciária.
A operação representa mais uma ação das autoridades para combater possíveis fraudes contra o sistema previdenciário e o uso irregular da Justiça. Os materiais eventualmente apreendidos deverão passar por análise dos investigadores.
As apurações continuam para identificar a extensão do esquema e verificar a participação de outras pessoas nas supostas irregularidades.
Polícia
Tarcísio demite Delegado Da Cunha da Polícia Civil
Deputado federal Carlos Alberto da Cunha perde vínculo com a Polícia Civil de São Paulo após processo administrativo apontar irregularidades consideradas graves.

O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), determinou a demissão do deputado federal Carlos Alberto da Cunha (PP-SP), conhecido como Delegado Da Cunha, dos quadros da Polícia Civil paulista. A decisão foi publicada nesta quinta-feira (3) no Diário Oficial do Estado.
A medida ocorreu após o governo estadual considerar procedentes as acusações analisadas em um processo administrativo disciplinar envolvendo o parlamentar. Da Cunha recebeu a penalidade de demissão a bem do serviço público, uma das punições previstas na legislação que regulamenta a carreira policial.
De acordo com a decisão, a conduta atribuída ao então policial foi enquadrada em dispositivos legais relacionados à prática de irregularidade grave, além de situações envolvendo a divulgação intencional de informações sigilosas obtidas em razão do cargo.
O ato administrativo também menciona a possibilidade de prejuízo ao Estado ou a terceiros decorrente da eventual revelação de informações protegidas. A decisão cita ainda dispositivos relacionados à prática de atos definidos em lei como improbidade administrativa.
A legislação estadual prevê a demissão a bem do serviço público em situações consideradas de maior gravidade no exercício da função policial. No caso de Da Cunha, o documento oficial aponta como fundamento a ocorrência de “procedimento irregular, de natureza grave”.
A decisão também foi embasada em documentação produzida pela Assessoria Jurídica do Governo de São Paulo, incluindo parecer e despacho datados de 1º de setembro.
Conhecido publicamente como Delegado Da Cunha, Carlos Alberto da Cunha exerce atualmente mandato de deputado federal por São Paulo. A demissão publicada pelo governo estadual diz respeito ao vínculo funcional que ele mantinha com a Polícia Civil.
Com a publicação do ato, a penalidade passa a integrar oficialmente o histórico funcional do parlamentar no âmbito da Polícia Civil paulista, após a conclusão do processo administrativo mencionado pelo governo.
A decisão do governo de São Paulo encerra o vínculo de Da Cunha com a Polícia Civil, em uma medida que ocorre paralelamente à sua atuação política como deputado federal.
Polícia
PF deflagra operação contra grupo criminoso
Operação Nueva Generacion cumpre 15 mandados em três estados e mira organização suspeita de atuar em crimes transfronteiriços.

A Polícia Federal (PF) deflagrou, nesta quinta-feira (3), a Operação Nueva Generacion para desarticular uma organização criminosa suspeita de envolvimento em crimes transfronteiriços. A ação mobiliza agentes em Mato Grosso do Sul, Minas Gerais e Goiás.
Ao todo, estão sendo cumpridos 15 mandados de busca e apreensão, autorizados pela Justiça. Além das medidas de busca, a decisão judicial determinou o bloqueio de R$ 75 milhões em bens e valores pertencentes a 17 pessoas físicas e jurídicas investigadas.
As apurações tiveram início após a apreensão de armas de fogo em um condomínio localizado em Ponta Porã (MS). A partir da ocorrência, os investigadores aprofundaram o trabalho e identificaram indícios da existência de um grupo organizado com atuação em diferentes regiões do país.
Segundo as investigações, a organização teria como uma de suas atividades o abastecimento de estruturas ligadas a práticas ilícitas em diferentes estados brasileiros. A dimensão interestadual das ações levou a Polícia Federal a ampliar o levantamento sobre os envolvidos e as possíveis conexões do grupo.
A operação recebeu o nome de Nueva Generacion e busca reunir novos elementos que possam esclarecer a estrutura, o funcionamento e a participação de cada investigado nas atividades criminosas.
Durante o cumprimento dos mandados, os agentes realizam buscas para localizar documentos, equipamentos, armas, valores e outros materiais que possam contribuir para o avanço das investigações.
O bloqueio de R$ 75 milhões determinado pela Justiça representa uma das principais medidas adotadas na operação, com o objetivo de impedir a movimentação de recursos e bens que possam estar relacionados às atividades investigadas.
A Polícia Federal deve analisar o material apreendido e, a partir dos resultados das diligências, avaliar novos desdobramentos da investigação. O caso permanece sob apuração das autoridades.
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