Brasil
Monique Medeiros avalia ação contra Prefeitura
Após decisão judicial favorável, ex-professora pretende buscar ressarcimento e pode solicitar retorno ao cargo na rede municipal.

A recente decisão da Justiça do Rio de Janeiro envolvendo Monique Medeiros abriu um novo capítulo em uma das histórias que mais repercutiram no país nos últimos anos. Após receber o perdão judicial no processo relacionado à morte do filho, Henry Borel, de 4 anos, Monique agora estuda medidas legais contra a Prefeitura do Rio de Janeiro em razão de sua demissão do cargo de professora da rede municipal.
A exoneração ocorreu em março deste ano, quando a administração municipal decidiu encerrar o vínculo funcional da servidora. Mesmo após a decisão judicial favorável a Monique, o prefeito Eduardo Cavaliere confirmou que a medida administrativa permanece válida, mantendo o desligamento da ex-professora dos quadros da prefeitura.
Diante desse cenário, a defesa de Monique Medeiros avalia os próximos passos jurídicos. Segundo o advogado Hugo Novais, uma das possibilidades é ingressar com pedido de ressarcimento pelos prejuízos sofridos em decorrência da demissão. A estratégia busca discutir eventuais direitos trabalhistas e administrativos após a decisão judicial que encerrou sua responsabilização no caso.
Além da compensação financeira, outra alternativa em análise é o pedido de readmissão ao cargo anteriormente ocupado na rede pública municipal de ensino. A defesa entende que a nova situação jurídica poderá fundamentar uma eventual solicitação de reintegração ao serviço público, tema que deverá ser analisado pelas instâncias competentes.
A manutenção da demissão pela Prefeitura, mesmo após a decisão judicial, adiciona um novo elemento ao debate sobre os reflexos administrativos de processos judiciais de grande repercussão. Especialistas apontam que situações semelhantes costumam envolver avaliações específicas sobre legislação funcional, procedimentos administrativos e critérios adotados pelos órgãos públicos.
O caso continua despertando atenção da opinião pública devido à forte repercussão nacional que teve desde o início das investigações. Agora, o foco se desloca para a esfera administrativa e para as possíveis medidas judiciais que poderão ser adotadas nos próximos meses.
Enquanto a defesa prepara os próximos passos, a expectativa é que eventuais ações tragam novos desdobramentos sobre a situação funcional de Monique Medeiros e sua relação com a administração municipal do Rio de Janeiro.
Brasil
Bahia habilita casais italianos para adoção
Duas primeiras habilitações após seis anos permitem que os pretendentes participem do processo de adoção internacional de crianças e adolescentes brasileiros

A Justiça da Bahia habilitou dois casais italianos para participar de processos de adoção internacional de crianças ou adolescentes brasileiros. As duas primeiras habilitações desde a retomada da atividade no estado foram aprovadas na sexta-feira (11), durante reunião da Comissão Estadual Judiciária de Adoção Internacional (CEJAI) do Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA).
A aprovação representa um marco para a adoção internacional na Bahia, que estava há seis anos sem registrar novas habilitações desse tipo. Com a decisão, os casais passam a estar aptos a participar do processo, mas isso não significa que uma criança ou adolescente já tenha sido destinado a eles.
Os dois casais haviam iniciado os processos de habilitação no Brasil em agosto. Com a aprovação, seus nomes serão inseridos no Sistema Nacional de Adoção e Acolhimento (SNA), plataforma que reúne informações sobre pretendentes e crianças e adolescentes disponíveis para adoção em todo o território nacional.
A partir desse cadastro, caso exista na Bahia uma criança ou adolescente com perfil compatível com as condições para as quais os casais foram habilitados, poderá ocorrer a chamada vinculação. Nessa etapa, os pretendentes são relacionados à criança ou ao adolescente que corresponde aos critérios estabelecidos no processo.
Todo o procedimento continuará sendo acompanhado pela CEJAI, responsável pelo acompanhamento das etapas relacionadas à adoção internacional no estado.
Retomada após seis anos
A retomada das habilitações ocorreu após uma série de reuniões conduzidas pela Corregedoria-Geral da Justiça da Bahia com instituições estaduais e federais. A iniciativa busca ampliar as possibilidades de formação de novas famílias para crianças e adolescentes que não conseguiram ser adotados por pretendentes brasileiros.
Apesar da retomada, a adoção internacional é considerada uma alternativa após serem esgotadas as possibilidades de adoção nacional. Dessa forma, a prioridade permanece sendo encontrar uma família residente no próprio Brasil.
A medida reforça os esforços do Judiciário baiano para ampliar as oportunidades de convivência familiar e comunitária de crianças e adolescentes que aguardam uma possibilidade de adoção.
Brasil
Greve na Caixa continua por tempo indeterminado
Empregados rejeitaram proposta do banco em assembleia e apontaram impasses envolvendo o Saúde Caixa como uma das principais razões para manter a paralisação

Os empregados da Caixa Econômica Federal decidiram manter a greve por tempo indeterminado após rejeitarem a proposta apresentada pela instituição para a renovação do Acordo Coletivo de Trabalho (ACT).
A paralisação teve início na quinta-feira (10) e ganhou continuidade após uma assembleia virtual realizada nesta sexta-feira (11). Na votação, 66,80% dos trabalhadores rejeitaram a proposta apresentada pela Caixa.
Segundo o Sindicato dos Bancários do Distrito Federal, a proposta não contempla de forma satisfatória as principais reivindicações da categoria. Entre os pontos considerados prioritários pelos empregados está o Saúde Caixa, plano de assistência à saúde dos funcionários e um dos principais temas de negociação.
A rejeição da proposta mantém o impasse entre os trabalhadores e a instituição financeira, sem previsão, até o momento, para o encerramento da paralisação.
Com a decisão, a greve dos empregados da Caixa segue por tempo indeterminado, enquanto a categoria aguarda novos avanços nas negociações sobre o acordo coletivo e as reivindicações apresentadas ao banco.
O movimento ocorre em meio às discussões sobre condições de trabalho e benefícios dos empregados da Caixa, com o Saúde Caixa permanecendo no centro das reivindicações da categoria.
Brasil
Brasil domina ranking de hospitais da América Latina
Três instituições brasileiras aparecem entre as cinco melhores da região em 2026, com o Einstein Hospital Israelita na liderança do levantamento

O Brasil ampliou sua presença entre as instituições de saúde mais bem avaliadas da América Latina. De acordo com o Ranking IntelLat dos Melhores Hospitais e Clínicas da América Latina 2026, três hospitais brasileiros estão entre os cinco primeiros colocados da lista.
O Einstein Hospital Israelita, de São Paulo, ocupa a primeira posição geral, seguido pelo Hospital Italiano de Buenos Aires, da Argentina, e pela Fundación Santa Fe de Bogotá, da Colômbia. O Hospital Sírio-Libanês e o Hospital Moinhos de Vento completam o top 5.
O levantamento avaliou 105 instituições de dez países, número superior ao registrado na edição anterior, que contou com 80 hospitais. O crescimento também foi observado entre os representantes brasileiros: 41 instituições do país foram incluídas no ranking de 2026, sendo 15 entre os 50 primeiros colocados e sete entre os 20 melhores.
Hospital da Bahia aparece entre os avaliados
Entre os hospitais brasileiros listados, o Hospital da Bahia aparece na 81ª colocação geral. A instituição integra uma relação que reúne unidades de diferentes regiões do país.
O Hospital de Clínicas de Porto Alegre se destacou ao alcançar a 20ª posição, enquanto o Real Hospital Português de Pernambuco ficou em 28º lugar.
No ranking nacional, o Einstein Hospital Israelita lidera, seguido pelo Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo, e pelo Hospital Moinhos de Vento, de Porto Alegre.
Einstein se destaca em especialidades
O desempenho brasileiro também ganhou força nas avaliações específicas por área médica. O ranking de 2026 analisou oito especialidades: pneumologia, oncologia, ginecologia e obstetrícia, cardiologia, pediatria, neurologia, ortopedia e traumatologia, além de endocrinologia e diabetologia.
A presença de instituições brasileiras entre as melhores posições representa um avanço em relação ao levantamento de 2025. Naquele ano, eram duas instituições do Brasil entre as cinco primeiras e seis entre os 20 melhores hospitais da América Latina.
Em 2026, o país passou a ter três hospitais no top 5 e sete instituições entre os 20 primeiros colocados, reforçando a presença da medicina brasileira no cenário latino-americano.
Além do Einstein, Sírio-Libanês e Moinhos de Vento, aparecem entre os 20 primeiros o Hospital Alemão Oswaldo Cruz, na 14ª posição; Hospital Nove de Julho, em 16º; Hcor – Hospital do Coração, em 18º; e Hospital de Clínicas de Porto Alegre, em 20º.
O resultado evidencia a forte participação do Brasil no ranking regional e mostra a expansão do número de instituições avaliadas na edição de 2026.
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