Política
Eduardo questiona ausência de Trump em ação
Ex-deputado afirma que presidente dos Estados Unidos foi responsável por sanções contra Alexandre de Moraes e critica decisão do STF

O ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL) voltou a comentar sua condenação pelo Supremo Tribunal Federal (STF) e questionou, nesta quarta-feira (17), a ausência do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, no processo judicial em que foi condenado por coação no curso do processo e atuação contra o Brasil em território norte-americano.
Em declaração pública, Eduardo afirmou que Trump foi o responsável por decretar sanções contra o ministro Alexandre de Moraes, do STF, e argumentou que o chefe do Executivo norte-americano também deveria integrar as discussões relacionadas ao caso. A manifestação ocorre em meio à repercussão das decisões envolvendo o ex-parlamentar e sua atuação internacional.
Durante a declaração, Eduardo Bolsonaro também criticou diretamente o ministro Alexandre de Moraes, afirmando que o magistrado “não tem coragem” de enfrentar o presidente dos Estados Unidos. A fala repercutiu entre apoiadores e opositores nas redes sociais, ampliando o debate político sobre o episódio.
A condenação do ex-deputado está relacionada às conclusões do Supremo Tribunal Federal sobre sua atuação junto a autoridades estrangeiras. O caso continua gerando manifestações no cenário político brasileiro, envolvendo temas como relações internacionais, atuação institucional e os limites das ações de agentes públicos no exterior.
As declarações de Eduardo Bolsonaro reforçam o tom de confronto adotado pelo ex-parlamentar em relação às decisões do STF, especialmente às conduzidas pelo ministro Alexandre de Moraes. O episódio segue despertando atenção por envolver personagens de destaque da política brasileira e internacional.
A repercussão do caso deve continuar nos próximos dias, à medida que novos posicionamentos de autoridades e representantes políticos forem divulgados, mantendo o tema entre os assuntos mais comentados do noticiário nacional.
Política
Deputado é citado em investigação da PF
Aeronave de parlamentar foi alugada para empresa investigada em operação que apura supostas irregularidades no setor de aviação

O deputado federal Fred Costa (PRD-MG) teve o nome mencionado em meio às investigações conduzidas pela Polícia Federal após ser revelado que uma aeronave de sua propriedade foi alugada para a empresa CNM Aviação, alvo de apurações relacionadas a supostas irregularidades.
De acordo com as informações divulgadas, o avião pertence ao parlamentar, mas estava cedido por meio de contrato de locação à empresa investigada, responsável por sua operação. Até o momento, não há indicação de que o deputado seja investigado ou tenha sido formalmente acusado de participação em qualquer irregularidade.
A apuração faz parte de uma investigação mais ampla da Polícia Federal, que busca esclarecer a atuação da empresa e identificar possíveis práticas ilícitas envolvendo operações no setor de aviação. As diligências incluem a análise de documentos, contratos e movimentações financeiras relacionadas aos investigados.
Após a divulgação do caso, a situação chamou atenção por envolver um bem pertencente a um agente público. No entanto, especialistas ressaltam que a existência de um contrato de locação, por si só, não caracteriza responsabilidade do proprietário sobre eventuais atos praticados pela empresa locatária, sendo necessária a conclusão das investigações para determinar possíveis responsabilidades.
O caso segue em andamento, e novas informações poderão surgir à medida que a Polícia Federal avance na coleta de provas. Até o momento, não há decisão judicial que atribua qualquer responsabilidade criminal ao deputado Fred Costa, prevalecendo o princípio da presunção de inocência durante todo o processo investigativo.
Política
Otto adia decisão sobre PEC da escala 6×1
Presidente da CCJ do Senado prevê definição da tramitação apenas na primeira quinzena de julho, frustrando expectativa do governo

O presidente da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado, Otto Alencar (PSD-BA), afirmou nesta terça-feira (16) que a definição sobre a tramitação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que propõe o fim da escala de trabalho 6×1 deverá ocorrer apenas na primeira quinzena de julho.
A declaração indica que a análise da proposta não deve avançar antes do recesso parlamentar, previsto para começar em 17 de julho, cenário que pode frustrar a expectativa do governo federal de concluir a votação da matéria ainda no primeiro semestre.
A proposta é considerada uma das principais bandeiras defendidas pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva na área trabalhista. A intenção do governo era que a PEC fosse aprovada tanto pelo Senado quanto pela Câmara dos Deputados antes da interrupção das atividades legislativas.
Segundo Otto Alencar, a definição do rito de tramitação exige diálogo entre os parlamentares e avaliação dos procedimentos regimentais, motivo pelo qual a decisão ficará para o início de julho. O senador não detalhou quando a matéria poderá ser votada pela CCJ ou encaminhada ao plenário.
A PEC do fim da escala 6×1 tem gerado amplo debate entre parlamentares, representantes dos trabalhadores e do setor produtivo, por tratar de mudanças na organização da jornada de trabalho. O texto ainda deverá passar pelas etapas de discussão e votação previstas no processo legislativo antes de uma eventual promulgação.
Com o novo cronograma indicado pelo presidente da CCJ, cresce a possibilidade de que a análise da proposta se estenda para o segundo semestre, dependendo do ritmo das discussões e da construção de consenso entre os parlamentares.
A expectativa agora é de que a Comissão de Constituição e Justiça defina oficialmente o calendário de tramitação na primeira quinzena de julho, estabelecendo os próximos passos para uma das propostas de maior repercussão no Congresso Nacional.
Política
Jaques Wagner anuncia ação contra revista
Senador rebate reportagem sobre supostos negócios com ex-CEO do Banco Master e afirma que irá recorrer à Justiça

O senador Jaques Wagner (PT-BA) reagiu nesta terça-feira (16) à reportagem publicada pela revista Veja, que trata de supostos negócios envolvendo integrantes do PT da Bahia e o ex-CEO do Banco Master, Daniel Vorcaro. Em pronunciamento no Senado Federal e também por meio das redes sociais, o parlamentar contestou o conteúdo da publicação, classificou as informações como infundadas e anunciou que adotará medidas judiciais contra a revista.
Durante o discurso, Wagner afirmou que nunca foi alvo de investigações que apontassem irregularidades em sua atuação pública e também citou o ex-governador da Bahia e atual ministro da Casa Civil, Rui Costa, ao negar qualquer envolvimento em condutas ilícitas.
“Eu já desafiei vários a me mostrarem qual foi a investigação da Polícia Federal que encontrou algo sobre o meu comportamento e o comportamento do ex-governador Rui Costa. Antecipo que meu advogado já está preparando a peça para processar a revista”, declarou o senador durante a sessão no plenário.
Segundo Jaques Wagner, a reportagem divulgada pela revista apresenta informações que, em sua avaliação, não correspondem aos fatos. O parlamentar informou que sua defesa está preparando uma ação judicial para contestar o conteúdo da publicação e buscar a responsabilização da empresa de comunicação.
A manifestação do senador ocorreu poucas horas após a repercussão da reportagem, que relaciona supostos vínculos entre integrantes do partido e o ex-executivo do Banco Master. O caso ganhou destaque no cenário político nacional e passou a repercutir entre parlamentares e lideranças partidárias.
Até o momento, a iniciativa anunciada por Jaques Wagner representa sua resposta oficial às informações divulgadas, enquanto o episódio poderá ter novos desdobramentos na esfera judicial, conforme o andamento das medidas que serão adotadas por sua defesa.
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