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Polícia

STJ articula reversão de decisão que retirou delegados da PF do tribunal

Ministros negociam com o Ministério da Justiça após devolução de policiais federais cedidos ao Superior Tribunal de Justiça pelo governo federal.

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O Superior Tribunal de Justiça (STJ) está conduzindo uma articulação interna para tentar reverter a decisão do governo federal que determinou a devolução à Polícia Federal (PF) dos delegados que estavam cedidos ao tribunal. A medida provocou reação entre integrantes da Corte, que passaram a negociar alternativas junto ao Ministério da Justiça.

Segundo apuração a movimentação é liderada por ministros da cúpula do STJ, que buscaram diálogo direto com representantes do Ministério da Justiça, responsável pelo ofício que formalizou o retorno dos policiais federais às suas funções de origem.

Nas tratativas, os magistrados defendem que os tribunais superiores deveriam receber tratamento diferenciado em relação a outros órgãos da administração pública afetados pela medida. O argumento central apresentado é a necessidade de garantir estrutura adequada para o funcionamento das atividades judiciais.

Os ministros também ressaltam que 10 dos 33 integrantes do STJ atuam diretamente em processos criminais, o que reforçaria a importância da presença de delegados e servidores da área de segurança para o suporte às atividades jurisdicionais. As questões penais, segundo o regimento interno, são analisadas pela Corte Especial, órgão responsável por julgamentos de maior complexidade dentro do tribunal.

A discussão ocorre em meio a um cenário de reorganização administrativa envolvendo órgãos federais e o uso de servidores cedidos, o que tem gerado debates sobre critérios de alocação e prioridades institucionais.

Até o momento, não há decisão final sobre a possível reversão da medida, e as conversas seguem em andamento entre o STJ e o Ministério da Justiça.

Redação Saiba+

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Polícia

PF deflagra Operação Miragem e investiga Banco Digimais em esquema financeiro

Ação mira fraudes no Sistema Financeiro Nacional; Edir Macedo é citado em investigação envolvendo gestão da instituição.

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PF durante a operação em São Paulo Crédito: Divulgação

A Polícia Federal (PF) deflagrou, na manhã desta terça-feira (23), a Operação Miragem, que investiga um suposto esquema de fraudes envolvendo o Sistema Financeiro Nacional e a gestão do Banco Digimais, instituição controlada pelo bispo Edir Macedo, fundador da Igreja Universal do Reino de Deus.

A operação mobiliza mais de 50 agentes federais, que cumprem nove mandados de busca e apreensão expedidos pela Justiça Federal em São Paulo. As investigações apontam possíveis irregularidades na condução das operações financeiras do banco e no uso de estruturas empresariais associadas ao grupo controlador.

De acordo com a Polícia Federal, Edir Macedo figura entre os investigados na condição de proprietário da instituição financeira, embora não tenha sido alvo de mandados de busca e apreensão, já que reside no exterior. Apesar disso, seu nome consta nos pedidos de bloqueio e sequestro de bens e valores, além de medidas como a quebra de sigilos bancário e fiscal.

A Operação Miragem busca aprofundar a análise de possíveis irregularidades e identificar o fluxo de recursos suspeitos dentro da estrutura investigada. As diligências seguem sob sigilo judicial, e novas etapas da investigação não estão descartadas.

A PF reforça que o objetivo da ação é apurar eventuais crimes financeiros e garantir a integridade do sistema bancário nacional, sem descartar o envolvimento de outros agentes ou empresas ligadas ao caso.

Redação Saiba+

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Polícia

Suspeito retira câmera após morte em salto rope jump no ES

Tragédia envolvendo Maria Eduarda Rodrigues de Freitas é investigada pela Polícia Civil; três pessoas foram presas temporariamente.

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Um dos três presos no último fim de semana pela morte de Maria Eduarda Rodrigues de Freitas, em um salto de rope jump sem cordas, teria retirado a câmera que registrava o momento logo após a tragédia. A informação consta no pedido de prisão apresentado à Justiça pela Polícia Civil e pelo Ministério Público (MP).

De acordo com o documento, o suspeito identificado como João Antônio Pivetta Ribeiro da Silva, de 35 anos, teria removido o equipamento de gravação imediatamente após a queda da jovem. O caso é investigado como parte das circunstâncias que cercam a morte da vítima durante a prática do esporte radical.

Além de João, também foram presos temporariamente Evelyne dos Santos Gonçalves, de 43 anos, apontada como responsável pelo grupo que realizava os saltos, e Gabriel Barros Martins, de 30 anos. Os três são investigados por possível envolvimento direto ou indireto na realização da atividade sem as condições de segurança adequadas.

A Polícia Civil apura se houve negligência ou irregularidades na condução do salto, que terminou na morte de Maria Eduarda. A remoção da câmera, segundo os investigadores, pode ser um elemento importante para reconstrução dos fatos e análise das provas.

O caso gerou forte repercussão e segue sob investigação, com expectativa de novos desdobramentos nos próximos dias à medida que depoimentos e laudos técnicos forem concluídos.

As autoridades trabalham para esclarecer todas as circunstâncias do acidente e determinar responsabilidades no caso que chocou pela gravidade e pelas condições em que a atividade foi realizada.

Redação Saiba+

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Polícia

Mulher é condenada a 66 anos por envenenar ovo de Páscoa

Crime ocorrido em Imperatriz (MA) resultou na morte de duas crianças e deixou a mãe das vítimas internada em estado grave após consumir o chocolate contaminado.

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A Justiça condenou, na madrugada desta terça-feira (23), Jordélia Pereira Barbosa a 66 anos de prisão em regime fechado pelo envenenamento de um ovo de Páscoa que provocou a morte de duas crianças em Imperatriz, no Maranhão. A sentença encerra uma das investigações criminais de maior repercussão no estado e reforça a responsabilização pelos graves crimes praticados.

O caso ganhou grande comoção após a morte dos irmãos Luiz Fernando Rocha Silva, de 7 anos, e Evillyn Fernanda Rocha Silva, de 13 anos, que consumiram o chocolate enviado à residência da família. A mãe das crianças, Mirian Lira, também ingeriu o produto contaminado e permaneceu internada por vários dias em uma Unidade de Terapia Intensiva (UTI), conseguindo sobreviver após receber atendimento médico intensivo.

Durante o processo, a investigação reuniu provas que embasaram a condenação da acusada. A decisão da Justiça estabelece o cumprimento da pena em regime fechado, considerando a gravidade dos fatos e as consequências do crime, que resultaram na perda de duas vidas e no sofrimento de toda a família.

O episódio gerou forte repercussão em todo o país e levantou discussões sobre crimes praticados com uso de substâncias tóxicas, além da importância da rápida atuação das autoridades na elucidação de casos de grande impacto social.

Com a condenação, a Justiça busca dar uma resposta ao crime que abalou a população de Imperatriz e comoveu o Brasil. A decisão ainda reforça o compromisso do Judiciário com a punição de delitos que atentam contra a vida, especialmente quando envolvem vítimas em situação de vulnerabilidade, como crianças.

Redação Saiba+

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