Brasil
Fibrasa anuncia investimento recorde
Empresa aplicará mais de R$ 120 milhões na ampliação da fábrica no Espírito Santo e prevê geração de mais de 100 empregos

A Fibrasa, fabricante de embalagens plásticas, anunciou um investimento superior a R$ 120 milhões para ampliar sua unidade industrial em Serra, no Espírito Santo. O aporte é considerado o maior da história da empresa e será destinado à modernização da fábrica, além da expansão da capacidade produtiva.
Com o projeto, a expectativa é de que mais de 100 novos postos de trabalho sejam criados, fortalecendo a economia local e ampliando a atuação da companhia no setor de embalagens industriais.
A unidade beneficiada está localizada no parque industrial Civit I, um dos principais polos industriais do estado. A expansão será executada em duas etapas, contemplando melhorias estruturais, aquisição de novos equipamentos e aumento da eficiência produtiva.
O principal objetivo do investimento é ampliar a fabricação de baldes plásticos industriais, produtos utilizados principalmente pelos segmentos de tintas, alimentos e outros setores que demandam embalagens de alta resistência.
Segundo a empresa, a decisão acompanha o crescimento da demanda nacional por embalagens plásticas industriais e busca fortalecer a competitividade da Fibrasa no mercado, aumentando a capacidade de atendimento aos clientes e incorporando tecnologias mais modernas ao processo de produção.
Além do impacto econômico, a ampliação também deve contribuir para o desenvolvimento industrial da região, consolidando Serra como um importante centro de produção e atraindo novas oportunidades para fornecedores e parceiros do setor.
O investimento reforça a estratégia da companhia de expandir sua operação de forma sustentável, acompanhando a evolução do mercado e ampliando sua participação em segmentos industriais considerados estratégicos para o crescimento da empresa.
Brasil
Brasil se aproxima do limite de carne para a China
País já atingiu 90% da cota anual de exportação de carne bovina brasileira destinada ao mercado chinês em 2026

O Brasil já atingiu 90% da cota anual estabelecida pela China para a importação de carne bovina brasileira em 2026. O dado foi divulgado pelo Ministério do Comércio chinês (Mofcom) e considera o volume registrado até segunda-feira (10/8).
De acordo com as informações do governo chinês, 995,4 mil toneladas de carne bovina in natura brasileira entraram no mercado asiático desde o início do ano. Para 2026, a cota destinada especificamente ao Brasil foi estabelecida em 1,106 milhão de toneladas.
Com o volume já alcançado, restam aproximadamente 110,6 mil toneladas dentro do limite estabelecido para as exportações brasileiras. O ritmo das vendas ao mercado chinês coloca o Brasil próximo do teto anual previsto no acordo comercial.
Atualmente, a tarifa aplicada à carne bovina brasileira dentro da cota é de 12%. O mercado chinês representa um dos principais destinos para a produção brasileira de proteína animal, tornando a evolução da cota um fator relevante para o setor pecuário e para as exportações do país.
O avanço das compras chinesas também chama atenção para a força da demanda asiática pela carne bovina brasileira. A China tem papel estratégico para os frigoríficos nacionais e para toda a cadeia produtiva ligada à criação, processamento e exportação do produto.
A aproximação do limite anual poderá influenciar o ritmo das exportações brasileiras nos próximos meses, especialmente caso a demanda chinesa continue elevada. O Brasil já utilizou nove de cada dez toneladas previstas na cota de 2026, segundo os dados divulgados pelo governo chinês.
O desempenho reforça a importância do mercado internacional para o agronegócio brasileiro e evidencia a dimensão das relações comerciais entre Brasil e China no setor de proteínas animais.
Com quase toda a cota anual já utilizada, produtores, frigoríficos e exportadores acompanham os próximos movimentos do mercado chinês e possíveis mudanças nas condições de comércio da carne bovina brasileira.
Brasil
Mix Mateus inaugura loja no Pará
Nova unidade em Cametá marca a chegada da bandeira ao município e faz parte do plano de expansão do Grupo Mateus em 2026

O Grupo Mateus inaugurou uma nova unidade do Mix Mateus em Cametá, no Pará, ampliando a presença da bandeira no estado e dando continuidade ao plano de expansão da companhia em 2026. A loja é a primeira operação do formato no município.
Com 3.849 metros quadrados de área de vendas, a nova unidade foi estruturada para atender consumidores de Cametá e da região, oferecendo o modelo de supermercado da rede em uma área de grande circulação comercial.
A chegada do Mix Mateus ao município ocorre em um momento de movimentações importantes no setor supermercadista. A companhia passou por uma série de fechamentos de unidades em diferentes estados, que resultaram em milhares de desligamentos de trabalhadores. Mesmo diante desse cenário, o grupo mantém investimentos voltados à ampliação de sua rede.
Em 2026, o Grupo Mateus já inaugurou 12 operações, segundo os dados divulgados pela companhia. Com a nova loja, a empresa alcançou 314 unidades em funcionamento no Brasil, reforçando sua estratégia de crescimento e presença em diferentes mercados regionais.
A expansão para Cametá representa também a entrada do formato Mix Mateus em um novo município paraense. A operação amplia as alternativas de compras para os consumidores locais e fortalece a atuação do grupo no mercado de varejo alimentar da região Norte.
O movimento demonstra a estratégia da companhia de combinar expansão territorial com a presença de diferentes formatos de lojas. O Mix Mateus é uma das principais bandeiras do grupo e tem atuação voltada ao comércio de alimentos e produtos de consumo cotidiano.
A nova unidade também movimenta a economia local ao integrar fornecedores, prestadores de serviços e profissionais envolvidos na operação do estabelecimento. A abertura reforça a presença do Grupo Mateus no Pará, um dos mercados estratégicos para a companhia.
Com a inauguração em Cametá, o grupo segue ampliando sua rede no país e encerra mais uma etapa do plano de expansão previsto para 2026, alcançando uma marca de 314 operações em território nacional.
Brasil
Saint-Gobain fecha fábrica tradicional em São Paulo
Unidade da Isover, em Santo Amaro, encerrou atividades após décadas de operação e impactou trabalhadores diretos e indiretos

A multinacional francesa Saint-Gobain encerrou as atividades de uma de suas fábricas mais tradicionais no Brasil, localizada no bairro de Santo Amaro, na Zona Sul de São Paulo. A unidade da Isover, que operava no local desde 1951, teve a produção finalizada após mais de sete décadas de funcionamento.
A decisão representa o fim de uma longa trajetória industrial na região e afeta não apenas os trabalhadores diretamente ligados à fábrica, mas também profissionais e empresas que dependiam da operação para suas atividades.
A unidade era especializada na produção de lã de vidro, material amplamente utilizado em projetos de construção e na indústria. O produto é empregado principalmente em sistemas de isolamento térmico e acústico de residências, edifícios, veículos e instalações industriais.
Além dos funcionários da própria fábrica, o encerramento das operações também repercute sobre uma cadeia de empresas e prestadores de serviços que atuavam em torno da unidade. Transportadoras, fornecedores, empresas de manutenção e outros serviços terceirizados faziam parte da estrutura necessária para manter o funcionamento da operação industrial.
Com o fechamento, a região de Santo Amaro perde uma unidade fabril que fazia parte de sua história industrial há décadas. A operação da Isover no endereço teve início em 1951, consolidando a fábrica como uma das instalações tradicionais do grupo no país.
A Saint-Gobain, grupo francês com presença internacional e milhares de funcionários, mantém operações em diferentes mercados e segmentos. A companhia atua na produção de materiais e soluções voltadas principalmente para construção, indústria e infraestrutura.
O encerramento da fábrica ocorre em um contexto de mudanças na estrutura produtiva e de reorganização das operações industriais. Para os trabalhadores e empresas que integravam a cadeia relacionada à unidade, o fim da produção representa uma alteração significativa na dinâmica econômica local.
A antiga fábrica da Isover deixa, assim, de fazer parte do cenário industrial de Santo Amaro, encerrando um ciclo iniciado há mais de 70 anos e marcado pela produção de materiais utilizados em diferentes setores da economia brasileira.
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