conecte-se conosco

Polícia

Acusados pela morte da cantora Aline Borel vão a júri popular no Rio

Sessão de julgamento está marcada para esta quinta-feira e vai analisar a participação de dois réus no assassinato da cantora e influenciadora digital, ocorrido em 2022.

Postado

em

O Tribunal do Júri da Comarca de Araruama, na Região dos Lagos do Rio de Janeiro, realiza na próxima quinta-feira (23), às 11h, o julgamento de Natanael dos Santos Nunes e Luiz Henrique Mora Fersura, acusados de participação na morte da cantora e blogueira Aline Borel dos Santos.

Aline Borel foi assassinada a tiros em 21 de abril de 2022, aos 28 anos. A artista ganhou notoriedade nas redes sociais ao compartilhar vídeos interpretando músicas autorais e canções da dupla Sandy & Junior, conquistando seguidores e admiradores por seu talento musical.

Segundo a denúncia apresentada pelo Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ), Aline teria sido morta após realizar uma faxina em um imóvel conhecido como “Casa Amarela”, local que, apesar de estar desocupado, era utilizado por integrantes de uma milícia que atuava na região.

As investigações apontam que a vítima teria sido confundida com uma suposta informante da organização rival. Conforme a acusação, o crime teria sido ordenado por Ricardo Santos Oliveira, apontado como líder do tráfico de drogas na localidade, que suspeitava de que Aline estivesse colaborando com a milícia em razão de sua presença no imóvel.

O julgamento será conduzido pelo Tribunal do Júri, responsável por analisar crimes dolosos contra a vida. Durante a sessão, acusação e defesa apresentarão suas argumentações, cabendo aos jurados decidir sobre a responsabilidade dos réus pelos fatos narrados na denúncia.

Os acusados respondem ao processo com base nas investigações conduzidas pelas autoridades, e a definição sobre eventual condenação ou absolvição será tomada após a apreciação das provas apresentadas em plenário. O caso ganhou ampla repercussão nacional pela trajetória da artista nas redes sociais e pelas circunstâncias que envolveram o crime.

A expectativa é de que o julgamento represente mais um passo na busca por responsabilização dos envolvidos e pelo esclarecimento definitivo de um dos casos de maior repercussão na Região dos Lagos nos últimos anos.

Redação Saiba+

Polícia

Polícia investiga maus-tratos e possíveis homicídios em clínica de Candeias

Gerente foi preso após operação que resgatou 39 pacientes; investigação apura denúncias de tortura e possível ocultação de cadáveres

Postado

em

A investigação sobre a clínica de reabilitação localizada em Candeias, na Região Metropolitana de Salvador, ganhou novos desdobramentos após a prisão do gerente da unidade, onde 39 pacientes foram encontrados em situação de maus-tratos. As informações foram apresentadas na manhã desta quinta-feira (23) pelo delegado Marcos Laranjeira, titular da 20ª Delegacia Territorial (20ª DT/Candeias).

Segundo o delegado, além das denúncias de maus-tratos e tortura, a Polícia Civil passou a apurar a possível ocorrência de homicídios e ocultação de cadáveres. As investigações buscam esclarecer se há relação entre a clínica e possíveis enterros clandestinos em covas localizadas na região.

“Estamos apurando um fato de haver desova de cadáver em algumas dessas covas”, afirmou o delegado ao detalhar o andamento da investigação. A declaração amplia a gravidade do caso e reforça a necessidade de aprofundamento das diligências conduzidas pela equipe policial.

Durante uma nova operação realizada na unidade, os investigadores recolheram aparelhos celulares, notebooks e outros objetos que poderão auxiliar na produção de provas. O material passará por perícia para verificar se existem registros capazes de comprovar maus-tratos, torturas e eventuais homicídios relacionados ao funcionamento da clínica.

A Polícia Civil também trabalha na coleta de depoimentos de pacientes, funcionários e demais pessoas ligadas à instituição, enquanto analisa os equipamentos apreendidos para identificar possíveis responsabilidades criminais.

O caso segue sob investigação e poderá resultar em novas prisões, caso sejam confirmadas as suspeitas levantadas durante as diligências. A prioridade das autoridades é esclarecer todas as circunstâncias envolvendo o funcionamento da clínica e garantir a responsabilização dos envolvidos, caso as irregularidades sejam comprovadas.

Redação Saiba+

Continue lendo

Polícia

Júri de ex-vereador acusado de feminicídio começa na Bahia

George Passos de Santana é julgado em Feira de Santana pela morte da companheira, que estava grávida de oito meses

Postado

em

Teve início nesta quinta-feira (23), no Fórum Desembargador Filinto Bastos, em Feira de Santana, o júri popular do ex-vereador de Santo Estevão, George Passos de Santana, acusado de matar a companheira, Jéssica Regina Macedo do Carmo, em um crime ocorrido em 5 de fevereiro de 2022, na zona rural do município.

O julgamento, que tem previsão de durar dois dias, reúne representantes do Ministério Público, defesa, testemunhas e o Conselho de Sentença para analisar as circunstâncias do caso, que ganhou grande repercussão na Bahia pela gravidade dos fatos.

Segundo a denúncia apresentada pelo Ministério Público, o acusado teria efetuado um disparo de espingarda contra a vítima após uma discussão entre o casal. A acusação sustenta que Jéssica foi atingida pelas costas, circunstância que teria impossibilitado qualquer reação ou defesa.

Outro fator que agrava o caso é que a vítima estava grávida de oito meses no momento do crime. Em decorrência dos ferimentos, ela não resistiu e o bebê também morreu, conforme apontado na denúncia. O Ministério Público afirma ainda que a arma utilizada no crime era mantida de forma ilegal pelo acusado.

Durante o júri, serão apresentados depoimentos, provas periciais e demais elementos reunidos ao longo da investigação. Ao final do julgamento, os jurados decidirão se o ex-vereador será condenado ou absolvido das acusações, com base nas provas produzidas no processo e nos argumentos apresentados pela acusação e pela defesa.

O caso é acompanhado com atenção por autoridades e pela sociedade devido à sua gravidade e por envolver um possível caso de feminicídio com morte de gestante, um dos crimes de maior repercussão no estado.

Redação Saiba+

Continue lendo

Polícia

Feminicídios atingem maior nível da última década no Brasil

Anuário aponta aumento de 4% nos casos em 2025 e destaca que violência contra mulheres cresce mesmo com queda das mortes violentas no país

Postado

em

O Brasil registrou o maior número de feminicídios dos últimos dez anos, revelando um cenário preocupante para a segurança das mulheres. De acordo com o 20º Anuário Brasileiro de Segurança Pública, divulgado nesta quinta-feira (23), 1.571 mulheres foram vítimas de feminicídio em 2025, representando um aumento de 4% em comparação ao ano anterior, mesmo diante da redução geral das mortes violentas no país.

O levantamento evidencia um paradoxo na segurança pública brasileira: enquanto os índices gerais de violência letal apresentam queda, os assassinatos motivados pela condição de gênero continuam crescendo, indicando que esse tipo de crime possui características e desafios específicos que exigem políticas públicas direcionadas.

Segundo a análise apresentada no anuário, o crescimento dos feminicídios supera a média registrada nos últimos anos, que era de aproximadamente 1%. Especialistas apontam que a disseminação de discursos misóginos, a reação à maior autonomia feminina e a redução de investimentos em ações preventivas estão entre os fatores que contribuem para o agravamento desse cenário.

Os dados também mostram que a residência continua sendo o local mais perigoso para as mulheres, concentrando 62,5% dos feminicídios registrados. Além disso, em 79,8% dos casos identificados, o autor do crime era o companheiro ou ex-companheiro da vítima, reforçando que a violência doméstica permanece como um dos principais desafios no enfrentamento à violência de gênero.

Outro aspecto destacado pelo estudo é o meio utilizado nos crimes. A arma branca foi empregada em 50,8% dos feminicídios, indicando que a maioria dos assassinatos ocorre em situações de proximidade entre vítima e agressor, frequentemente dentro do ambiente familiar.

O levantamento reforça a necessidade de ampliar as estratégias de prevenção, fortalecer a rede de proteção às mulheres e intensificar políticas públicas voltadas ao combate à violência doméstica e ao feminicídio. Especialistas alertam que o enfrentamento desse tipo de crime depende de ações integradas entre segurança pública, justiça, assistência social, educação e conscientização da sociedade, visando reduzir os índices e proteger as vítimas em situação de vulnerabilidade.

Redação Saiba+

Continue lendo
Ads Imagem
Ads PMI VISITE ILHÉUS

    Mais Lidas da Semana