Polícia
Justiça mantém quebra de sigilo de celular de Dr. Jairinho
Tribunal rejeita pedido da defesa, mas determina suspensão temporária da perícia até julgamento de habeas corpus

O Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro rejeitou o pedido apresentado pela defesa do ex-vereador Jairo Souza Santos Júnior, conhecido como Dr. Jairinho, que buscava anular a decisão responsável por autorizar a quebra do sigilo dos dados do celular apreendido com o réu dentro da unidade prisional onde está custodiado.
A decisão reforça o entendimento de que a análise do aparelho pode contribuir para o esclarecimento de fatos relacionados ao andamento do processo. Segundo a Justiça, a extração dos dados poderá auxiliar na verificação de eventual interferência provocada pelo uso do celular, considerado um elemento relevante para as investigações.
A 2ª Vara Criminal do Rio de Janeiro também concluiu que a realização da perícia pelo órgão técnico do Ministério Público atende aos requisitos legais e, portanto, não identificou irregularidades que justificassem a anulação da medida requerida pela defesa.
Apesar de manter válida a autorização para a quebra do sigilo, o Tribunal determinou a suspensão temporária dos efeitos da decisão até que seja analisado o habeas corpus apresentado pelos advogados de Dr. Jairinho. Com isso, o Ministério Público deverá interromper, por enquanto, qualquer procedimento relacionado à perícia no aparelho celular até que haja uma definição judicial sobre o recurso.
A decisão representa mais um desdobramento do processo envolvendo o ex-parlamentar e demonstra que a análise do mérito do habeas corpus será determinante para definir se a perícia poderá prosseguir. Até o julgamento do recurso, a extração e o exame dos dados permanecerão suspensos, preservando a eficácia da determinação judicial.
Polícia
PF investiga transações entre Marcola e lobista
Marco Aurélio Ribeiro afirma que valores recebidos de Roberta Luchsinger eram referentes a um empréstimo; investigação analisa mensagens e movimentações financeiras.

A relação financeira entre Marco Aurélio Ribeiro, conhecido como Marcola, e a lobista Roberta Luchsinger entrou no radar das investigações da Polícia Federal. Desde que as transações vieram a público, o empresário sustenta que os valores recebidos da lobista em 2024 teriam sido referentes a um empréstimo.
Segundo informações atribuídas à investigação, Roberta teria repassado cerca de R$ 217 mil a Marcola por diferentes meios, incluindo transferências bancárias, pagamento de boletos e aquisição de joias.
O dinheiro teria sido devolvido posteriormente, com correção, totalizando aproximadamente R$ 249 mil. A devolução ocorreu meses atrás, depois de a Polícia Federal já ter apreendido o celular da lobista, segundo o relato sobre o caso.
A versão apresentada por Marcola coloca as mensagens trocadas entre os dois como um dos pontos relevantes para a apuração. Isso porque, para sustentar a caracterização dos valores como empréstimo, a investigação poderá analisar se existem registros de conversas que indiquem que o dinheiro deveria ser devolvido.
As mensagens no WhatsApp podem, nesse contexto, ajudar a esclarecer a natureza da relação financeira. Eventuais referências ao termo “empréstimo” ou compromissos assumidos no momento dos repasses podem ser considerados elementos para avaliar a versão apresentada.
Por outro lado, a ausência dessa indicação nas conversas não seria, isoladamente, suficiente para determinar a natureza das operações, já que a análise de uma transação financeira depende do conjunto de documentos, mensagens e demais elementos reunidos na investigação.
O caso envolve movimentações realizadas em diferentes formatos e passou a receber atenção após a descoberta da relação financeira entre Marcola e Roberta. A PF busca compreender o contexto dos pagamentos e a finalidade dos recursos.
A devolução dos valores também integra o cenário analisado. Conforme as informações divulgadas, os R$ 217 mil inicialmente repassados teriam retornado posteriormente à lobista com atualização, chegando a R$ 249 mil.
A investigação deverá avaliar os registros financeiros e as comunicações entre os envolvidos para verificar se os fatos são compatíveis com a versão de que se tratava de um empréstimo.
Até que as apurações sejam concluídas, a natureza das transações permanece como objeto de investigação, e a existência de movimentações financeiras, por si só, não comprova irregularidade ou crime.
Polícia
Cinco ônibus são usados como barricadas no Rio
Coletivos foram atravessados em uma via da Cidade de Deus durante operação da Polícia Militar; dez linhas tiveram a circulação afetada.

Cinco ônibus foram sequestrados e utilizados como barricadas durante uma operação da Polícia Militar na Cidade de Deus, na Zona Sudoeste do Rio de Janeiro, na manhã desta quarta-feira. Os coletivos foram posicionados na Estrada Marechal Miguel Salazar Mendes de Moraes, uma das principais vias da região.
Até o momento, não havia informações sobre pessoas feridas em decorrência da ocorrência.
A utilização dos ônibus como barricadas provocou impactos no transporte público e alterou a circulação de diversas linhas que passam pela região. Segundo informações do Rio Ônibus, dez linhas tiveram o itinerário afetado durante a manhã.
Entre as linhas impactadas estavam:
- 550 – Cidade de Deus x Gávea
- 900 – Merck x Downtown
- 990 – Merck x Alvorada
- 861 – Curicica x Rio das Pedras
- 368 – Riocentro x Candelária
- 348 – Riocentro x Candelária via Linha Amarela
- 600 – Saens Peña x Recreio
- 611 – Camorim x Del Castilho
- 353 – Cidade de Deus x Praça XV
- 691 – Méier x Cidade de Deus
A interrupção provocada pelas barricadas afetou diretamente moradores e passageiros que dependem do transporte coletivo para se deslocar pela região.
De acordo com o Rio Ônibus, por volta das 9h15 a circulação dos coletivos começou a entrar em processo de normalização, após os impactos provocados pela ocorrência.
A ação da Polícia Militar ocorre em uma área marcada por episódios de violência e confrontos entre forças de segurança e grupos criminosos. A situação na região foi acompanhada pelas autoridades ao longo da manhã.
O uso de ônibus como barricadas voltou a causar transtornos à mobilidade urbana, obrigando passageiros e motoristas a enfrentar alterações no transporte em uma das áreas de maior circulação da Zona Sudoeste do Rio.
As circunstâncias envolvendo o sequestro dos coletivos e a instalação das barricadas deverão ser apuradas pelas autoridades responsáveis pela operação.
Polícia
Dupla é presa após roubo a idoso na Paraíba
Mulheres teriam entrado em luta corporal com comerciante de 78 anos e levado cerca de R$ 1,8 mil do caixa de estabelecimento em Sapé

Duas mulheres foram presas nesta terça-feira (18) após serem acusadas de roubar um comerciante de 78 anos durante uma luta corporal dentro do estabelecimento da vítima, na cidade de Sapé, na Paraíba.
Segundo informações divulgadas pela Polícia Civil, o idoso estava sozinho no comércio quando foi surpreendido pela dupla. As suspeitas teriam exigido que ele entregasse o dinheiro que estava no caixa.
Ainda conforme a polícia, o comerciante teria se recusado a entregar os valores, dando início a uma luta corporal dentro do estabelecimento. Durante o confronto, as mulheres conseguiram pegar aproximadamente R$ 1.800 em dinheiro e fugiram do local.
Após o crime, as forças de segurança iniciaram as diligências para localizar as suspeitas. As duas mulheres foram encontradas e presas nesta terça-feira, ficando à disposição das autoridades responsáveis pelo caso.
A Polícia Civil informou que a investigação busca esclarecer todos os detalhes da ocorrência e reunir elementos que possam confirmar a participação das suspeitas no roubo.
O caso chama atenção pela idade da vítima e pela violência empregada durante a ação. O comerciante, de 78 anos, estava sozinho no estabelecimento quando foi abordado pela dupla.
A ocorrência será encaminhada para os procedimentos judiciais cabíveis, enquanto as autoridades seguem apurando as circunstâncias do crime.
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