Polícia
Justiça mantém quebra de sigilo de celular de Dr. Jairinho
Tribunal rejeita pedido da defesa, mas determina suspensão temporária da perícia até julgamento de habeas corpus

O Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro rejeitou o pedido apresentado pela defesa do ex-vereador Jairo Souza Santos Júnior, conhecido como Dr. Jairinho, que buscava anular a decisão responsável por autorizar a quebra do sigilo dos dados do celular apreendido com o réu dentro da unidade prisional onde está custodiado.
A decisão reforça o entendimento de que a análise do aparelho pode contribuir para o esclarecimento de fatos relacionados ao andamento do processo. Segundo a Justiça, a extração dos dados poderá auxiliar na verificação de eventual interferência provocada pelo uso do celular, considerado um elemento relevante para as investigações.
A 2ª Vara Criminal do Rio de Janeiro também concluiu que a realização da perícia pelo órgão técnico do Ministério Público atende aos requisitos legais e, portanto, não identificou irregularidades que justificassem a anulação da medida requerida pela defesa.
Apesar de manter válida a autorização para a quebra do sigilo, o Tribunal determinou a suspensão temporária dos efeitos da decisão até que seja analisado o habeas corpus apresentado pelos advogados de Dr. Jairinho. Com isso, o Ministério Público deverá interromper, por enquanto, qualquer procedimento relacionado à perícia no aparelho celular até que haja uma definição judicial sobre o recurso.
A decisão representa mais um desdobramento do processo envolvendo o ex-parlamentar e demonstra que a análise do mérito do habeas corpus será determinante para definir se a perícia poderá prosseguir. Até o julgamento do recurso, a extração e o exame dos dados permanecerão suspensos, preservando a eficácia da determinação judicial.
Polícia
PMBA intensifica policiamento com Operação Força Total na Bahia
Ação mobiliza unidades especializadas e reforça abordagens em Salvador e nos demais municípios do estado

A Polícia Militar da Bahia (PMBA) iniciou, na manhã desta quinta-feira (23), mais uma edição da Operação Força Total, mobilizando efetivos em Salvador e em todas as cidades do estado. A iniciativa tem como objetivo reforçar a segurança pública, ampliar o policiamento ostensivo e intensificar ações preventivas e repressivas contra a criminalidade.
A operação reúne todas as unidades operacionais da corporação, incluindo as Companhias Independentes de Policiamento Especializado (Cipes/Caatinga), as equipes da Rondesp, o Batalhão de Choque e outras guarnições que atuam de forma integrada em diversas regiões da Bahia.
Durante a ofensiva, os policiais realizam cercos estratégicos, blitzes e abordagens a veículos e pessoas em bairros, rodovias e nas principais avenidas dos municípios. As ações buscam identificar situações suspeitas, retirar armas e materiais ilícitos de circulação, além de cumprir mandados judiciais quando identificados durante as fiscalizações.
A Operação Força Total faz parte da estratégia permanente da PMBA para fortalecer a presença policial nas ruas, aumentar a sensação de segurança da população e combater crimes como tráfico de drogas, porte ilegal de armas, roubos e outras práticas criminosas.
A expectativa da corporação é que a mobilização resulte na apreensão de armas, drogas, veículos com restrição de furto ou roubo, além da captura de pessoas com pendências judiciais. As ações seguem ao longo do dia em diferentes pontos do estado, com monitoramento das equipes e reforço do policiamento ostensivo em áreas consideradas estratégicas.
Polícia
Suspeito de mandar matar o próprio tio é preso em Salvador
Investigação da Polícia Civil aponta que crime foi planejado por sobrinho da vítima; executor já estava preso no sistema prisional

Um homem de 34 anos foi preso por suspeita de ser o mandante do assassinato do próprio tio, identificado como Geraldo Borges de Barros Filho, de 60 anos, morto após ser atingido por disparos de arma de fogo. A prisão foi realizada no bairro do Barbalho, em Salvador, durante uma operação conduzida pela Polícia Civil.
De acordo com as investigações, o suspeito foi localizado após um trabalho minucioso de apuração, que reuniu oitivas de testemunhas, interrogatórios, análise de imagens de videomonitoramento e outras diligências que permitiram aos investigadores reconstruir a dinâmica do crime e identificar os envolvidos na ação criminosa.
As apurações também revelaram que o homem apontado como executor do homicídio já estava custodiado no sistema prisional, onde teve um mandado de prisão preventiva cumprido em seu desfavor. Com a prisão do suposto mandante, a Polícia Civil avança na elucidação do caso e reforça as investigações para esclarecer todos os detalhes que motivaram o assassinato.
O caso segue sob responsabilidade das autoridades policiais, que darão continuidade aos procedimentos legais e à coleta de novos elementos para conclusão do inquérito. A prisão do suspeito representa um importante avanço na responsabilização dos envolvidos no homicídio, que causou grande repercussão pela relação de parentesco entre a vítima e o investigado.
Polícia
Polícia Civil prende condenado por ligação com organização criminosa no Rio
Investigação aponta que suspeito atuava como operador de ex-deputado estadual e mantinha vínculos com grupo criminoso investigado por atuação na Alerj.

A Polícia Civil do Rio de Janeiro, por meio da Delegacia Especializada em Armas, Munições e Explosivos (Desarme), prendeu nesta quarta-feira um homem condenado em primeira instância por integrar uma organização criminosa com atuação investigada no estado. A prisão ocorreu no bairro de Marechal Hermes, na Zona Norte da capital fluminense.
O detido foi identificado como Leandro Ferreira Marçal, apontado pelas investigações como integrante de um grupo criminoso que, segundo as autoridades, mantinha conexões com o Comando Vermelho e exercia influência em atividades relacionadas à Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj).
De acordo com a Polícia Civil, Leandro Ferreira Marçal era apontado como operador do ex-deputado estadual Tiego Raimundo de Oliveira Santos, conhecido como TH Jóias, identificado nas investigações como um suposto braço político da organização criminosa.
A condenação em primeira instância decorre das investigações que apuraram a atuação do grupo em um esquema criminoso. A prisão faz parte das ações permanentes das forças de segurança para localizar e cumprir mandados judiciais contra pessoas investigadas ou condenadas por envolvimento com organizações criminosas.
As autoridades ressaltam que a investigação busca desarticular estruturas criminosas e identificar todos os envolvidos no esquema, incluindo eventuais colaboradores e responsáveis pela movimentação de recursos e apoio às atividades ilícitas.
O caso segue em tramitação na Justiça, e os desdobramentos das investigações poderão contribuir para o aprofundamento das apurações sobre a atuação da organização criminosa e seus possíveis vínculos com agentes públicos. A defesa dos citados poderá se manifestar no decorrer do processo, conforme prevê o direito ao contraditório e à ampla defesa.
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