Política
Dólar cai após empate entre Lula e Flávio Bolsonaro em pesquisa
Moeda americana recuava 0,17%, cotada a R$ 5,078, enquanto levantamento do Datafolha e expectativas sobre a eleição influenciavam o mercado financeiro.

O dólar abriu em queda nesta sexta-feira (16), acompanhando o enfraquecimento da moeda americana no mercado internacional. No cenário doméstico, investidores também repercutiam pesquisas eleitorais que apontam empate técnico entre o presidente Lula (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL) na disputa pelo segundo turno, marcado para 25 de outubro.
Por volta das 9h30, a moeda americana recuava 0,17%, negociada a R$ 5,078. No exterior, o índice DXY, que mede o desempenho do dólar em relação a uma cesta de seis moedas fortes, registrava queda de 0,35%.
O movimento representava uma recuperação parcial após a forte alta registrada na quinta-feira (15), quando o dólar avançou mais de 1%.
Datafolha aponta disputa acirrada
Pesquisa Datafolha divulgada na noite de quinta-feira mostrou Flávio Bolsonaro com 51% dos votos válidos, contra 49% de Lula. O resultado configura empate técnico, considerando a margem de erro de dois pontos percentuais.
No levantamento anterior, realizado uma semana antes, o senador aparecia com 52%, enquanto o presidente registrava 48%, indicando uma redução da diferença entre os candidatos.
Nos votos totais, Flávio Bolsonaro alcançou 47%, ante 45% de Lula. Na pesquisa anterior, o candidato do PL tinha 49%, enquanto o petista permanecia com 45%.
A proximidade entre os candidatos aumenta a atenção dos investidores sobre os possíveis impactos do resultado eleitoral na economia brasileira, especialmente em relação à política fiscal, aos juros e ao comportamento dos ativos financeiros.
Mercado acompanha expectativas fiscais e juros
O cenário eleitoral também influencia as expectativas sobre a condução das contas públicas. A candidatura de Flávio Bolsonaro é associada, por parte do mercado, à perspectiva de um ajuste fiscal mais rigoroso, fator que tem contribuído para o comportamento recente da Bolsa de Valores e do real.
No mercado de juros futuros, as taxas dos contratos de Depósitos Interfinanceiros (DI) avançavam durante a manhã. Esses indicadores refletem as expectativas dos investidores para a trajetória dos juros no país e ajudam a orientar decisões financeiras.
A taxa do DI com vencimento em janeiro de 2028 subia para 12,92%, ante 12,88% no ajuste anterior, uma alta de quatro pontos-base. Já o contrato com vencimento em janeiro de 2029 avançava de 12,63% para 12,69%, acréscimo de seis pontos-base.
Com o segundo turno se aproximando, o comportamento do dólar, dos juros futuros e da Bolsa permanece sensível às pesquisas eleitorais e às expectativas sobre a política econômica do próximo governo.











