Brasil
Cirurgia de Bolsonaro no intestino dura 12 horas e termina com sucesso

Após mais de 12 horas entre pré-operatório e procedimento cirúrgico, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) deixou o centro cirúrgico do Hospital DF Star, em Brasília, na noite deste domingo (13). A operação, iniciada na manhã do mesmo dia, teve como objetivo tratar uma suboclusão intestinal – quadro que dificultava o trânsito no intestino delgado.
De acordo com o boletim médico divulgado às 21h42, a cirurgia teve duração de aproximadamente 11 horas, sendo classificada como “procedimento de grande porte” com lise de aderências e reconstrução da parede abdominal. A intervenção ocorreu sem intercorrências e não houve necessidade de transfusão sanguínea.
O ex-presidente foi encaminhado para a UTI logo após a cirurgia, onde segue recebendo suporte clínico e nutricional, além de cuidados para prevenção de infecções. Ainda segundo os médicos, Bolsonaro está sem dor no pós-operatório imediato.
Quadro se agravou após evento no RN
Bolsonaro começou a sentir fortes dores abdominais na sexta-feira (11), durante um evento partidário do PL no Rio Grande do Norte. Chegou a interromper sua participação e foi levado de helicóptero para Natal, sendo transferido no sábado (12) à noite para Brasília em uma UTI aérea.
A equipe médica identificou que a obstrução intestinal foi causada por uma dobra no intestino delgado, consequência de múltiplas cirurgias prévias — todas elas relacionadas ao atentado sofrido em 2018 durante a campanha presidencial. Esta foi a sétima cirurgia do ex-presidente desde o episódio.
Expectativa de recuperação
O cardiologista Leandro Echenique, que integra a equipe médica de Bolsonaro, havia adiantado no sábado que o procedimento seria longo e complexo, já que o abdômen do ex-presidente passou por muitas intervenções nos últimos anos. “É uma cirurgia bem extensa, é um abdômen que já foi muito manipulado desde 2018, da facada”, afirmou.
Especialistas explicam que quadros como o de Bolsonaro são comuns em pacientes com histórico de múltiplas cirurgias abdominais. Segundo o Colégio Brasileiro de Cirurgia Digestiva (CBCD), aderências intestinais podem causar obstruções que requerem abordagem cirúrgica.
O cirurgião Rodrigo Perez, do Hospital Oswaldo Cruz, afirmou que a recuperação pode variar conforme o grau de complexidade do caso. Em cenários mais simples, em que a obstrução é resolvida com sucesso, a recuperação tende a ser mais rápida. Já nos casos de maior manipulação intestinal, o processo pode levar mais tempo.
Apoio na porta do hospital
Durante toda a tarde e noite de domingo, apoiadores do ex-presidente se reuniram em vigília na porta do hospital em Brasília. Em ciclos de oração a cada três horas, os manifestantes pediam pela recuperação de Bolsonaro e entoaram palavras de apoio. A última oração ocorreu às 21h, pouco antes de a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro anunciar o fim da cirurgia.
A expectativa agora é de que o ex-presidente permaneça em observação nos próximos dias, com atualizações diárias sobre seu estado clínico.
Brasil
Wagner Moura processa Silas Malafaia por calúnia
Ator pede indenização de R$ 100 mil após declarações durante período de premiações internacionais

O ator baiano Wagner Moura ingressou com uma ação judicial contra o pastor Silas Malafaia, alegando ter sido vítima de calúnia e difamação. O processo foi protocolado na Justiça do Rio de Janeiro e está relacionado a publicações feitas pelo religioso nas redes sociais durante o período de destaque internacional do artista.
De acordo com informações divulgadas, a ação pede uma indenização no valor de R$ 100 mil, com base em mensagens que teriam atingido a honra e a reputação do ator. As declarações teriam ocorrido no momento em que Wagner Moura ganhava projeção internacional por sua atuação no filme O Agente Secreto, durante a temporada de premiações.
O caso tramita na 5ª Vara Cível da Barra da Tijuca, em regime de segredo de Justiça. A defesa do ator sustenta que as publicações ultrapassaram os limites da liberdade de expressão, configurando ataques pessoais com potencial dano à imagem pública do artista.
Reconhecido nacional e internacionalmente, Wagner Moura acumula uma carreira marcada por atuações de destaque no cinema e na televisão. Já Silas Malafaia é conhecido por sua forte presença nas redes sociais e posicionamentos públicos sobre temas políticos e sociais.
O episódio reacende o debate sobre os limites entre liberdade de expressão e responsabilidade nas redes sociais, especialmente quando envolve figuras públicas e declarações com grande alcance.
Brasil
Prisão de ex-presidente do BRB revela patrimônio milionário
Investigação da Polícia Federal identifica imóveis de alto padrão ligados ao ex-dirigente, com valores que ultrapassam R$ 140 milhões

A prisão do ex-presidente do Banco de Brasília (BRB), Paulo Henrique Costa, nesta quinta-feira (16), trouxe à tona detalhes que chamaram a atenção das autoridades: um patrimônio imobiliário de alto luxo, composto por imóveis em áreas valorizadas e negociações realizadas em circunstâncias consideradas suspeitas.
Durante as investigações, a Polícia Federal (PF) identificou ao menos seis imóveis vinculados ao esquema. Desses, quatro estão localizados em São Paulo e dois em Brasília, todos em regiões nobres e com características de alto padrão. No total, o valor estimado dos bens ultrapassa R$ 140 milhões, conforme levantamento divulgado pela imprensa.
Os investigadores destacaram que algumas transações teriam sido feitas de forma acelerada, o que levantou suspeitas sobre a origem dos recursos e a possível tentativa de ocultação patrimonial. A apuração segue em andamento, com o objetivo de esclarecer a natureza das negociações e identificar eventuais irregularidades.
O caso amplia a repercussão em torno da gestão do banco e reforça o trabalho de órgãos de controle no combate a práticas ilícitas envolvendo recursos públicos e privados. A descoberta do patrimônio milionário intensifica as investigações, que agora buscam rastrear o fluxo financeiro por trás das aquisições.
A operação também evidencia o uso de imóveis de luxo como instrumento em esquemas investigados, prática que costuma ser monitorada por autoridades em casos de suspeita de lavagem de dinheiro e enriquecimento ilícito.
Brasil
Moraes manda PF devolver equipamentos a jornalista investigado
Decisão do STF envolve apuração sobre suposta perseguição contra o ministro Flávio Dino

O ministro do Supremo Tribunal Federal, Alexandre de Moraes, determinou que a Polícia Federal devolva os equipamentos apreendidos do jornalista Luís Pablo Conceição Almeida, no âmbito de uma investigação em andamento.
O profissional é alvo de apuração por suposto crime de perseguição contra o ministro Flávio Dino, integrante da Corte. A decisão de Moraes não encerra o caso, mas estabelece que os itens recolhidos durante as diligências sejam restituídos ao jornalista, mantendo o curso normal das investigações.
A medida foi interpretada por especialistas como um gesto de equilíbrio entre a continuidade da apuração e a preservação de direitos individuais, especialmente no que diz respeito ao exercício da atividade jornalística e ao uso de ferramentas de trabalho.
Nos bastidores, a decisão reforça o entendimento do STF de que ações investigativas devem respeitar limites legais, mesmo em casos sensíveis envolvendo autoridades públicas. Ainda assim, o inquérito segue sob responsabilidade das autoridades competentes, com análise de provas e possíveis desdobramentos judiciais.
O caso chama atenção por envolver liberdade de imprensa, atuação institucional e segurança de autoridades, temas que frequentemente geram debate no cenário jurídico e político nacional.
A Polícia Federal ainda não detalhou o cronograma para a devolução dos equipamentos, mas deverá cumprir a determinação dentro dos prazos estabelecidos pelo Supremo.
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