Brasil
Legendários: o retiro cristão masculino que viralizou e atrai famosos

Um grupo com pegada cristã, visual misterioso e propósito de “ressignificar” o papel masculino. Esse é o Legendários, um movimento que vem ganhando cada vez mais espaço no Brasil e viralizou nas redes sociais neste fim de semana após o influenciador Eliezer, ex-BBB e marido da também influenciadora Viih Tube, participar de um dos retiros.
Criado na Guatemala em 2015 e presente hoje em 18 países, o Legendários chegou ao Brasil dois anos depois e tem se espalhado rapidamente. Só em 2025, estão previstos 325 encontros, sendo mais da metade realizados em território brasileiro.
Com uma proposta voltada exclusivamente para homens, o movimento promove retiros intensos, geralmente realizados em meio à natureza. A ideia é proporcionar uma espécie de “renascimento” para os participantes, por meio de desafios físicos, pregações religiosas e dinâmicas de autoconhecimento.
Um retiro misterioso (e sem celular)
Quem participa do Legendários precisa seguir à risca uma lista de exigências: deixar o celular de lado, entregar documentos na chegada, levar barraca, lanterna e uma Bíblia. O isolamento é parte da proposta. Durante os dias de imersão, os homens ficam desconectados do mundo externo, em experiências que acontecem longe da civilização, muitas vezes sem sequer saberem a programação completa.
O que acontece lá dentro não pode ser divulgado. Participantes são orientados a manter sigilo sobre as atividades, o que tem rendido ao grupo apelidos como “sociedade secreta cristã” nas redes. Até o mascote do movimento, uma batata vestida com uniforme laranja e boné, tem significado mantido em segredo.
Quem já participou?
Apesar da aura misteriosa, nomes conhecidos já passaram pelo Legendários. Além de Eliezer, estão na lista o coach Pablo Marçal, o youtuber Gustavo Tubarão, o investidor Thiago Nigro (Primo Rico), o pai do jogador Neymar e o empresário Kaká Diniz, marido da cantora Simone Mendes.
O perfil oficial do movimento no Brasil soma mais de 430 mil seguidores. Já o conjunto de perfis locais associados à iniciativa ultrapassa 1,4 milhão de seguidores. Destaque para páginas de cidades como Dourados (MS), Curitiba (PR) e Goiânia (GO).
O que eles pregam?
Segundo Ricardo Bernardes, diretor do Legendários Brasil, a ideia central do retiro é “resgatar o papel do homem como protetor, provedor e promotor do bem-estar de sua família e comunidade”.
O movimento, embora seja liderado por evangélicos, diz não ter vínculo direto com nenhuma igreja. Mesmo assim, os retiros costumam começar e terminar em templos evangélicos. Qualquer homem pode participar, independentemente de idade ou religião, desde que esteja disposto a pagar entre R$ 1.400 e R$ 1.800 pela inscrição.
Críticas e polêmicas
O crescimento do movimento também trouxe polêmicas. Muitos internautas questionam a falta de transparência sobre as práticas e apontam contradições, como o fato de alguns participantes procurarem o retiro após traições conjugais, em busca de “reconstrução da imagem” familiar.
isabellaviegas6 / Isabella Viegas
Em janeiro, uma tragédia acendeu o alerta: o participante Fábio Cherini, de 45 anos, morreu durante uma trilha de 72 horas num evento do grupo no Mato Grosso do Sul. Ele teve um mal súbito e a morte só foi noticiada após o retorno da equipe à cidade de origem.
Mesmo com as críticas, o Brasil é hoje o segundo país com mais participantes do Legendários, ficando atrás apenas da Guatemala, onde tudo começou.
O movimento segue crescendo, e atraindo mais atenção. Se por um lado desperta curiosidade e engajamento, por outro levanta debates importantes sobre masculinidade, fé e os limites entre espiritualidade, marketing e transformação pessoal.
Brasil
Justiça suspende imposto de 12% sobre exportação de petróleo
Decisão liminar da Justiça Federal do Distrito Federal atende pedido de associação do setor e interrompe, por enquanto, a cobrança sobre exportações de óleo bruto

A Justiça Federal do Distrito Federal determinou a suspensão liminar da cobrança do Imposto de Exportação (IE) de 12% sobre as exportações de óleo bruto de petróleo e minerais betuminosos. A decisão foi assinada nesta quinta-feira (27/8) pelo juiz Diego Câmara, da 17ª Vara Federal Cível.
A medida atende a um pedido apresentado pela Associação Brasileira de Empresas de Exploração e Produção de Petróleo e Gás (Abep), que questionou judicialmente a cobrança estabelecida pelo governo federal.
A alíquota de 12% havia sido instituída por meio da Resolução nº 938/2026 do Comitê-Executivo de Gestão da Câmara de Comércio Exterior (Camex), publicada em julho. A entidade argumentou que a medida teria finalidade exclusivamente arrecadatória e contestou a legalidade da tributação sobre as exportações de petróleo bruto.
Segundo a associação, a criação do imposto representaria uma nova tentativa do Poder Executivo de estabelecer a cobrança sobre o setor, apesar de uma medida semelhante já ter enfrentado resistência no Congresso Nacional.
Com a decisão judicial, a exigibilidade do imposto fica suspensa em caráter liminar, enquanto o processo continua em tramitação. A medida, portanto, não representa necessariamente uma decisão definitiva sobre a validade da cobrança.
A discussão ocorre em um momento de atenção sobre os efeitos da tributação das exportações de petróleo para empresas produtoras, investimentos e competitividade do setor brasileiro no mercado internacional.
A decisão também poderá provocar novos desdobramentos jurídicos, já que a União ainda poderá apresentar recursos contra a liminar. Até que haja uma nova determinação judicial, permanece suspensa a exigibilidade da alíquota de 12% para as empresas abrangidas pela decisão.
Brasil
Empresária morre durante cirurgia plástica na Bahia
Adriele da Silva Pinto, de 31 anos, morava nos Estados Unidos e voltou ao Brasil para realizar quatro procedimentos estéticos em Ilhéus

Uma empresária de 31 anos morreu durante uma cirurgia plástica realizada em Ilhéus, no sul da Bahia, na madrugada desta quarta-feira (26). A vítima foi identificada como Adriele da Silva Pinto, que morava nos Estados Unidos e havia retornado ao Brasil para realizar procedimentos estéticos.
A causa da morte ainda não foi esclarecida e deverá ser investigada pelas autoridades responsáveis.
De acordo com informações de familiares, Adriele havia programado a realização de quatro procedimentos estéticos: mastopexia com colocação de prótese, lipoescultura, remodelamento costal e jato de plasma.
Cirurgia aconteceu em hospital de Ilhéus
Os procedimentos foram realizados no Hospital Vida Memorial, em Ilhéus. A cirurgia foi conduzida pelo médico Rossini Tebaldi Ruback.
A morte da empresária ocorreu durante o procedimento, mas, até o momento, não foram divulgadas informações conclusivas sobre o que teria provocado a complicação.
Familiares aguardam esclarecimentos sobre as circunstâncias da morte e sobre os procedimentos adotados pela equipe médica durante a cirurgia.
Médico já havia sido alvo de denúncias
Segundo relatos apresentados por familiares, o profissional responsável pela cirurgia já havia sido alvo de denúncias em 2023.
Na ocasião, pacientes teriam relatado supostos problemas relacionados a procedimentos realizados pelo médico. As informações sobre essas denúncias deverão ser consideradas no contexto das investigações, caso sejam formalmente relacionadas ao episódio ocorrido nesta quarta-feira.
A morte de Adriele deve ser apurada para esclarecer as circunstâncias da cirurgia, as condições clínicas da paciente e a possível causa do óbito. Novas informações poderão surgir à medida que os procedimentos de investigação avancem.
O caso chama atenção para os cuidados e critérios de segurança envolvidos em cirurgias plásticas e procedimentos estéticos, especialmente aqueles que combinam diferentes intervenções em uma mesma operação.
Brasil
Empresas começam a adotar escala 5×2 antes do fim da jornada 6×1
Novo modelo garante dois dias de folga por semana e ganha espaço enquanto proposta de mudança na jornada avança no Congresso

A discussão sobre o fim da escala de trabalho 6×1 começa a provocar mudanças no setor privado. Enquanto a proposta que prevê alterações na jornada de trabalho avança no Congresso Nacional, empresas de diferentes segmentos já decidiram antecipar a adoção da escala 5×2, modelo em que o trabalhador atua durante cinco dias e tem dois dias de folga por semana.
Atualmente, a escala 6×1 permite que o trabalhador tenha apenas um dia de descanso após seis dias consecutivos de trabalho, conforme a organização da jornada. Com a mudança para o modelo 5×2, a distribuição semanal passa a contemplar dois dias de descanso.
Proposta de mudança na jornada avança no Congresso
A discussão ganhou força com a tramitação de uma proposta que prevê o fim da escala 6×1 e estabelece uma jornada de até 40 horas semanais, distribuída em cinco dias.
O texto aprovado pela Câmara dos Deputados segue em análise no Senado Federal, onde tramita na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ). O relator da matéria, senador Omar Aziz (PSD), já sinalizou parecer favorável à proposta, aumentando a expectativa em torno da votação.
Apesar de o debate ainda estar em andamento e de não haver uma definição final sobre a mudança constitucional, empresas não precisam aguardar uma eventual aprovação para reorganizar suas jornadas.
Redes de farmácias e supermercados antecipam mudança
Entre as empresas que passaram a adotar ou iniciar a implementação do modelo 5×2 estão grandes redes do setor de farmácias, como Raia, Drogasil, Drogaria São Paulo, Pacheco e Savegnago.
No segmento de supermercados, empresas como Extrabom, Supernosso e Pague Menos também começaram a implementar o formato com dois dias de descanso semanal.
A mudança representa uma alteração significativa na organização das escalas, principalmente para trabalhadores que estavam submetidos ao modelo 6×1.
Escala 5×2 não significa necessariamente jornada de 40 horas
Um ponto importante é que a adoção da escala 5×2 não significa, automaticamente, redução da jornada semanal para 40 horas.
Em alguns casos, as empresas mantiveram a carga de 44 horas semanais, modificando principalmente a distribuição dos dias de trabalho e descanso. Dessa forma, o trabalhador passa a ter dois dias de folga, mas a quantidade total de horas trabalhadas durante a semana pode permanecer a mesma.
A diferença entre os modelos está, portanto, na organização da jornada. Na escala 5×2, o trabalhador trabalha cinco dias e descansa dois; já na 6×1, são seis dias de trabalho para apenas um dia de folga.
Mudança pode ganhar força com avanço da proposta
A adoção antecipada do modelo por empresas de diferentes setores ocorre em meio ao aumento da pressão pelo fim da escala 6×1 no Brasil. Caso a proposta avance no Senado e seja posteriormente aprovada nas demais etapas do processo legislativo, o cenário da jornada de trabalho poderá passar por uma transformação mais ampla.
Enquanto isso, empresas têm autonomia para negociar e reorganizar suas escalas dentro das regras trabalhistas vigentes. A tendência é que o debate sobre qualidade de vida, descanso semanal e jornada de trabalho continue ganhando espaço entre empregadores, trabalhadores e representantes do Congresso.
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