Política
UB e PP decidem superfederação, meio à crise na base de Lula
Com 107 deputados e 14 senadores, nova aliança poderá se tornar a maior bancada da Câmara. Enquanto isso, PSDB e Podemos também se movimentam para fusão e articulação de federação.

A última semana de abril será marcada por importantes definições na política nacional. Em Brasília, União Brasil e PP devem selar a criação da superfederação “União Progressista”, que, caso confirmada, se tornará a maior força partidária da Câmara dos Deputados, com 107 parlamentares, além de reunir 14 senadores, igualando-se a PL e PSD no Senado.
A formalização da aliança vem sendo construída há meses. O PP já aprovou sua participação, e o União Brasil marcou reunião para segunda-feira (28), com possibilidade de anúncio oficial no dia seguinte. Ambos integram a base aliada do governo Lula, ocupando quatro ministérios — três pelo União e um pelo PP — e o comando da Caixa Econômica Federal. Apesar disso, os partidos mantêm posturas ambíguas e discutem rumos alternativos para as eleições de 2026.
A federação terá duração inicial de quatro anos, podendo ser o primeiro passo rumo a uma fusão definitiva. A expectativa é fortalecer a estrutura partidária para as disputas estaduais e federais, somando tempo de TV, rádio e recursos dos fundos partidário e eleitoral. No entanto, lideranças estaduais em ao menos nove estados já demonstraram resistência, o que pode gerar debandadas.
Em publicação recente nas redes sociais, o presidente do União Brasil, Antonio Rueda, posou ao lado do presidente do PP, Ciro Nogueira, e antecipou: “Vem novidade boa em breve!”
PSDB e Podemos também se movimentam
Outro movimento importante ocorre entre PSDB e Podemos, que devem oficializar uma fusão criando uma nova sigla com 28 deputados federais e 7 senadores. A Executiva Nacional dos tucanos se reúne na terça-feira (29), em Brasília, e um congresso partidário está previsto para junho. O presidente do PSDB, Marconi Perillo, destaca que a união “representa a continuidade do legado e da história tucana”.
Num segundo momento, o novo partido buscará ampliar sua federação com Solidariedade (5 deputados) e Republicanos (45 deputados e 3 senadores), legenda do presidente da Câmara, Hugo Motta (PB), e do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas. O governador Eduardo Leite (RS), por sua vez, segue sendo alvo de convites do PSD, que cogita lançá-lo ao Senado.
Contexto da reforma partidária
Os rearranjos partidários fazem parte de um processo iniciado em 2015 para enxugar o número de siglas no Brasil, que já chegou a 35 e hoje conta com 29 partidos. Dois marcos foram fundamentais nesse cenário: a minirreforma eleitoral de 2015, que dificultou a criação de novas legendas, e a emenda constitucional 97, aprovada em 2017, que proibiu coligações proporcionais e instituiu a cláusula de barreira.
Essa cláusula restringe o acesso a recursos públicos e tempo de propaganda para partidos com baixo desempenho eleitoral. Em 2022, 15 siglas não alcançaram o percentual mínimo. Desde então, nove partidos desapareceram do cenário político, como DEM, PSL, PROS e Patriota.
A criação de federações partidárias foi a alternativa encontrada para preservar projetos ideológicos e aumentar a competitividade eleitoral. Atualmente, três federações estão formalizadas: PSDB-Cidadania, PSOL-Rede e PT-PCdoB-PV.
Com o avanço das negociações em Brasília, o xadrez político brasileiro se movimenta rumo à eleição de 2026, marcada por disputas nacionais e reposicionamentos estratégicos entre legendas tradicionais e emergentes.
Política
Lula promove generais e marca avanço histórico no Exército
Claudia Cacho se torna a primeira mulher a alcançar o topo da hierarquia militar após ato oficial publicado no DOU

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva oficializou, nesta terça-feira (31), o ato de promoção de generais do Exército Brasileiro, em medida considerada histórica para as Forças Armadas. A decisão foi publicada em edição extra do Diário Oficial da União e atende a uma reivindicação do ministro da Defesa, José Múcio.
Entre as promoções, o destaque fica para Claudia Lima Gusmão Cacho, que ascendeu ao posto de general de brigada, tornando-se a primeira mulher a alcançar o topo da hierarquia do Exército Brasileiro. O feito representa um marco na história da instituição e reforça avanços na participação feminina em cargos de alta liderança militar.
A promoção de Claudia Cacho simboliza uma mudança significativa no perfil das Forças Armadas, tradicionalmente marcadas pela predominância masculina nos postos mais elevados. A decisão também é vista como um passo importante rumo à ampliação da diversidade e à valorização da meritocracia dentro da carreira militar.
O ato assinado por Lula contempla outros oficiais, mas o reconhecimento à trajetória de Cacho ganhou repercussão nacional, sendo apontado como um divisor de águas para a presença feminina no Exército. Especialistas destacam que a conquista pode abrir caminho para novas gerações de mulheres na instituição.
Nos bastidores, a iniciativa também reflete um alinhamento entre o Palácio do Planalto e o Ministério da Defesa, evidenciando um movimento estratégico de fortalecimento institucional e modernização das Forças Armadas.
Com a publicação no Diário Oficial, as promoções passam a ter efeito imediato, consolidando um momento histórico para o Exército Brasileiro e para a representatividade feminina em espaços de poder.
Política
Vice de Jerônimo agita bastidores políticos na Bahia
Conversas com Ivana Bastos e articulações com MDB movimentam disputa por composição da chapa governista

A definição do nome para vice na chapa governista liderada por Jerônimo Rodrigues voltou a movimentar intensamente os bastidores da política baiana nos últimos dias. Após repercussão de conversas com o deputado federal Elmar Nascimento, o foco mais recente recaiu sobre a deputada Ivana Bastos, ambos envolvidos em articulações com o mesmo objetivo: a composição da chapa.
Nos corredores políticos, chegou a circular a informação de que uma reunião teria ocorrido na noite anterior, com um possível encaminhamento já definido. Segundo especulações, Ivana Bastos migraria para o Movimento Democrático Brasileiro (MDB) para ocupar a vaga de vice ao lado de Jerônimo. O cenário, tratado como praticamente fechado nos bastidores, rapidamente ganhou força entre lideranças e analistas políticos.
No entanto, ao ser questionado sobre o assunto, o cacique do MDB, Geddel Vieira Lima, evitou confirmar qualquer acordo. A postura cautelosa indica que, apesar das conversas avançadas, a definição ainda não está consolidada e depende de ajustes políticos e partidários.
A movimentação evidencia o grau de complexidade na montagem da chapa governista, envolvendo interesses de diferentes grupos e partidos. A escolha do vice é considerada estratégica e pode influenciar diretamente o equilíbrio político e eleitoral na Bahia.
Enquanto isso, o “tititi” político segue intenso, com novas possibilidades sendo avaliadas e nomes sendo colocados à mesa. A tendência é que as negociações avancem nos próximos dias, à medida que o grupo governista busca construir uma composição sólida para a disputa.
Política
Lula confirma Alckmin como vice na reeleição
Presidente reafirma parceria durante reunião com ministros que deixarão o governo

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) participou, na manhã desta terça-feira (31/3), de uma reunião ministerial com auxiliares que devem deixar o governo nos próximos dias para disputar as eleições. O encontro ocorre em meio ao prazo de desincompatibilização e marca um momento estratégico na reorganização política do Executivo.
Durante a abertura da reunião, Lula fez um discurso no qual confirmou oficialmente que o vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) seguirá como seu companheiro de chapa na tentativa de reeleição. A declaração reforça a continuidade da aliança firmada na última disputa presidencial.
A reunião reúne ministros que estão de saída para concorrer a cargos eletivos, e também serve como espaço de alinhamento político e administrativo. O presidente destacou a importância da unidade do grupo e da manutenção dos projetos em andamento, mesmo com as mudanças na equipe.
A confirmação de Alckmin na chapa sinaliza estabilidade na composição majoritária e busca consolidar o apoio de diferentes setores políticos. A estratégia visa fortalecer a campanha e ampliar a base eleitoral em um cenário de disputa acirrada.
Nos bastidores, a permanência do vice é vista como peça-chave na articulação política, especialmente pela capacidade de diálogo com diferentes correntes partidárias. O movimento reforça o planejamento do governo para as eleições e indica continuidade na condução do projeto político.
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