Política
Defesa de Collor apresenta novo laudo e pede domiciliar
Ex-presidente foi condenado a quase nove anos de prisão e enfrenta impasse no STF sobre permanência em presídio comum.

A defesa do ex-presidente Fernando Collor de Mello apresentou neste sábado (26) um novo laudo médico ao Supremo Tribunal Federal (STF) para reforçar o pedido de conversão da prisão do político em domiciliar. Condenado a oito anos e dez meses por corrupção passiva e lavagem de dinheiro no caso da BR Distribuidora, Collor foi preso na última sexta-feira (25) em Maceió (AL).
O novo documento atesta que Collor sofre de Doença de Parkinson, apneia do sono grave e transtorno afetivo bipolar, condições que, segundo a defesa, exigem acompanhamento médico contínuo e o uso de equipamentos específicos, como o CPAP para tratar a apneia. O laudo, assinado pelo médico Rogério Tuma, argumenta que a falta de tratamento adequado pode agravar a saúde do ex-presidente, de 75 anos.
O pedido ocorre após uma contradição gerada pela própria fala de Collor na audiência de custódia, quando ele afirmou não possuir doenças e não utilizar medicamentos de forma contínua. A defesa não explicou a divergência, mas insiste que o novo relatório médico comprova a gravidade do quadro clínico.
O recurso foi endereçado ao ministro Alexandre de Moraes, responsável pela execução da pena, que solicitou manifestação da Procuradoria-Geral da República (PGR) antes de decidir sobre o pedido de domiciliar.
Além da situação médica de Collor, ministros do STF avaliam que a prisão do ex-presidente estabelece um precedente relevante para futuros casos de ex-mandatários envolvidos em ações criminais, como o do ex-presidente Jair Bolsonaro. A Suprema Corte usou a rejeição de recursos protelatórios de Collor como forma de acelerar o cumprimento da sentença, estratégia semelhante à prevista para as ações ligadas à tentativa de golpe de Estado em 2022.
A expectativa no Supremo é que a decisão de Moraes sobre Collor também influencie a possível prisão de Bolsonaro, que, assim como o ex-presidente alagoano, apresenta condições médicas que poderiam ser usadas como argumento para tentar uma prisão diferenciada.
Collor é o primeiro ex-presidente brasileiro a ser preso por decisão direta do STF desde a redemocratização. Sua condenação foi baseada em provas materiais, como comprovantes de depósitos no esquema da Lava Jato, além de depoimentos de delatores premiados. A pena foi confirmada em 2023, e os recursos apresentados posteriormente foram considerados protelatórios, justificando o início da execução da sentença.
Enquanto aguarda a resposta do STF, Collor permanece detido em Maceió, à espera de uma definição sobre seu futuro prisional.
Política
Aliados de Lula criticam decisão de Moraes
Petistas avaliam que restrição à visita dos filhos de Jair Bolsonaro pode fortalecer discurso de vitimismo e favorecer Flávio Bolsonaro.

Aliados do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) demonstraram, nos bastidores, preocupação com a decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), de impedir a visita dos filhos de Jair Bolsonaro ao pai no Dia dos Pais.
Segundo informações divulgadas pelo jornalista Igor Gadelha, do Metrópoles, integrantes do grupo político ligado a Lula avaliam que a medida pode produzir um efeito contrário ao esperado no cenário político.
Na avaliação desses aliados, a restrição pode reforçar o discurso de “vitimismo” adotado por setores bolsonaristas, ampliando a repercussão política em torno do ex-presidente Jair Bolsonaro.
Outro ponto citado pelos lulistas é o possível impacto sobre a corrida eleitoral. Para esse grupo, a decisão de Moraes pode acabar favorecendo a projeção de Flávio Bolsonaro, que vem sendo apontado como um dos nomes ligados ao campo bolsonarista para a disputa pelo Palácio do Planalto.
A avaliação ocorre em meio à crescente disputa política envolvendo integrantes da família Bolsonaro e decisões judiciais relacionadas ao ex-presidente. O episódio também deve continuar sendo explorado no debate público entre grupos de oposição e aliados do governo federal.
Apesar das críticas nos bastidores, a decisão partiu do ministro Alexandre de Moraes no âmbito do STF e envolve restrições relacionadas às visitas a Jair Bolsonaro. A repercussão política da medida, porém, passou a preocupar integrantes do próprio campo governista, diante da possibilidade de fortalecer a narrativa utilizada pelos adversários.
O episódio evidencia como decisões judiciais envolvendo figuras de grande projeção política podem gerar efeitos que ultrapassam o âmbito jurídico e repercutem diretamente no cenário eleitoral.
Política
Suspeito de matar mulher é preso na Bahia
Homem de 41 anos foi localizado às margens da BR-101, em Presidente Tancredo Neves, após apresentar nome falso durante abordagem

Um homem de 41 anos, suspeito de matar Fernanda Higino de Sousa, foi preso às margens da BR-101, no município de Presidente Tancredo Neves, no sul da Bahia.
A prisão ocorreu durante uma abordagem realizada por policiais civis e militares. Segundo as informações divulgadas sobre o caso, o suspeito teria utilizado um nome falso para tentar dificultar sua identificação durante a ação policial.
Após a abordagem, os agentes constataram a verdadeira identidade do homem e deram cumprimento à prisão relacionada à investigação da morte de Fernanda Higino de Sousa.
O caso segue sob investigação das autoridades, que deverão apurar as circunstâncias do crime e reunir elementos para esclarecer a participação do suspeito na morte da mulher.
A localização do investigado às margens da BR-101 representa mais uma etapa das diligências realizadas pelas forças de segurança para localizar suspeitos de crimes na região.
O homem foi encaminhado para os procedimentos legais e permanece à disposição da Justiça. As circunstâncias da prisão e os detalhes da investigação deverão ser esclarecidos no decorrer do processo.
Política
Cinegrafista da GloboNews é retirado de debate
Profissional foi afastado das áreas do Grupo Bandeirantes após ser acusado de agredir um fotógrafo durante cobertura eleitoral

Um cinegrafista da GloboNews, que não teve a identidade divulgada, foi retirado das áreas do Grupo Bandeirantes durante a cobertura do primeiro debate eleitoral para o governo de São Paulo, realizado na noite deste domingo (9).
Segundo as informações divulgadas sobre o episódio, o profissional teria agredido um fotógrafo durante a cobertura do evento. Após a ocorrência, ele foi retirado das dependências destinadas à imprensa e às equipes que acompanhavam o debate.
O episódio aconteceu em meio à movimentação de jornalistas e profissionais de comunicação que participavam da cobertura do primeiro debate eleitoral para governador de São Paulo.
A situação chamou atenção durante o evento, que reuniu candidatos e equipes de diferentes veículos de comunicação para acompanhar a disputa pelo governo paulista.
O profissional envolvido não teve o nome divulgado nas informações disponíveis sobre o caso. Também não foram apresentados detalhes sobre as circunstâncias que antecederam a suposta agressão.
A retirada do cinegrafista das áreas do Grupo Bandeirantes ocorreu ainda durante a cobertura do debate.
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