Brasil
Morre Nana Caymmi, ícone da música brasileira

A música brasileira se despede de uma de suas vozes mais poderosas e emocionantes. Morreu nesta quinta-feira (1º), aos 84 anos, a cantora Nana Caymmi, considerada uma das maiores intérpretes da canção popular brasileira. Internada na Casa de Saúde São José, no Rio de Janeiro, Nana enfrentava um quadro delicado de saúde há meses e faleceu em decorrência de falência múltipla dos órgãos.
Filha do lendário compositor Dorival Caymmi e da cantora Stella Maris, irmã dos também músicos Dori e Danilo Caymmi, Dinahir Tostes Caymmi — a eterna Nana — brilhou por décadas como uma intérprete sofisticada, de voz quente, precisa e carregada de sentimento. Desde sua estreia ainda jovem, aos 19 anos, interpretando “Acalanto” ao lado do pai, Nana trilhou um caminho de excelência e fidelidade à tradição da música brasileira.

Nana Caymmi e Gilberto Gil • Instagram/Nana Caymmi
Com domínio técnico admirável, uma afinação impecável e sensibilidade incomum para as sutilezas das letras e harmonias, Nana Caymmi eternizou obras como “Resposta ao Tempo”, “Medo de Amar”, “Sentinela” e “A Noite do Meu Bem”, além de ser considerada a principal voz na interpretação da obra de Dorival Caymmi. Seu timbre inconfundível e sua maneira única de cantar boleros e samba-canção fizeram dela uma artista reverenciada tanto no Brasil quanto no exterior.

Nana e Maria Bethânia – Reprodução: Facebook
Nos anos 1970, conquistou grande prestígio na Argentina, onde gravou álbuns e fez temporadas de sucesso. Já nos anos 1980 e 1990, lançou discos que se tornaram referência na MPB, como “Voz e Suor” (1983) e “A Noite do Meu Bem: As Canções de Dolores Duran” (1994). Em trilhas de novelas, sua voz emocionou milhões, tornando-se presença constante nas rádios e televisões do país.
Ao longo da carreira, Nana colaborou com nomes como Milton Nascimento, João Donato, César Camargo Mariano e Cristóvão Bastos. Seu último trabalho, lançado em 2020, “Nana-Tom-Vinicius”, reafirmou a potência artística da intérprete mesmo aos 79 anos.

Juntos, os irmãos Danilo (à esq.), Nana e Dori, durante gravação de disco com músicas do pai, Dorival Caymmi — Foto: Divulgação
Apesar das polêmicas — como suas posições políticas firmes e declarações públicas —, Nana Caymmi manteve sua integridade artística até o fim. Com uma carreira marcada por coerência estética, recusou modismos e se manteve fiel ao estilo que abraçou desde o início.
Nana parte deixando um legado inestimável para a música brasileira. Sua voz, seu sentimento e sua história continuarão vivos nas canções que interpretou como ninguém. Como canta em “Resposta ao Tempo”: “Ele zomba do quanto eu chorei / Porque sabe passar / Eu não sei”. O tempo passa, mas a arte de Nana Caymmi permanece.
Brasil
Daniel Vorcaro vende participação da Viking antes de ser preso
Ex-banqueiro negociou 55% da holding e deixou administração meses antes da operação policial

Dois meses antes de ser preso, o ex-banqueiro Daniel Vorcaro vendeu 55% da Viking Participações, uma de suas principais empresas, para um fundo de investimentos administrado pela Reag. A negociação ocorreu em um momento estratégico, já que a Viking é a holding patrimonial responsável por três aeronaves utilizadas pelo empresário, incluindo o jato em que ele pretendia viajar ao exterior no dia da prisão, em 17 de novembro.
Além da venda, Vorcaro também deixou a administração da companhia, transferindo o comando para um ex-despachante de Nova Lima (MG). A mudança chamou atenção de investidores e do mercado, especialmente pela relevância dos ativos controlados pela empresa.
Entre os bens da Viking está o Falcon 7X, aeronave de alto padrão cujo valor estimado gira em torno de R$ 200 milhões, segundo investidores. O jato seria utilizado por Vorcaro no dia em que foi detido, mas o plano foi interrompido pela ação policial. O ex-banqueiro permaneceu preso por 12 dias e foi liberado posteriormente.
A movimentação societária e a alteração no comando da Viking levantam questionamentos sobre o contexto das decisões tomadas por Vorcaro antes da operação que resultou em sua prisão. O caso segue repercutindo no meio empresarial e jurídico.
Brasil
Lula defende o fim da escala 6×1
Presidente afirma que trabalhadores precisam de mais tempo para estudar e conviver com a família

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) voltou a colocar em pauta o debate sobre a jornada de trabalho no Brasil ao defender, nesta quinta-feira (5), o fim da escala 6×1, modelo amplamente utilizado no comércio e em diversos setores de serviços. Segundo Lula, a mudança é necessária para garantir melhores condições de vida aos trabalhadores, especialmente jovens e mulheres, que enfrentam rotinas exaustivas e pouco tempo disponível para qualificação profissional ou convivência familiar.
Durante sua fala, o presidente destacou que o país precisa avançar em políticas que valorizem o trabalhador e promovam equilíbrio entre vida pessoal e profissional. Para ele, a revisão da escala atual é um passo importante para construir um ambiente laboral mais saudável e produtivo.
Lula argumentou que, com jornadas mais humanas, os trabalhadores terão mais oportunidades de estudar, se capacitar e fortalecer vínculos familiares, fatores que, segundo ele, impactam diretamente no desenvolvimento social e econômico do Brasil. A proposta reacende discussões sobre modernização das leis trabalhistas e possíveis impactos para empregadores e empregados.
Embora ainda não haja um projeto formal apresentado pelo governo, a declaração do presidente já movimenta especialistas, sindicatos e representantes do setor produtivo, que avaliam os possíveis desdobramentos da medida.
Brasil
Datena é acionado na Justiça após acusação contra empresário absolvido
Processo envolve declarações sobre suposta ligação com o PCC; defesa de Valter Bispo contesta afirmações feitas pelo jornalista

O jornalista José Luiz Datena enfrenta um processo judicial após ter sido acionado em novembro de 2025 por declarações feitas em seu programa, nas quais acusou o empresário Valter da Silva Bispo, presidente da Transcap, de envolvimento com o PCC. A ação foi movida pelo próprio empresário, que afirma ter sido alvo de informações falsas e prejudiciais à sua imagem.
Valter Bispo foi preso em 2022, acusado de extorsão, lavagem de dinheiro e participação na facção criminosa, mas o caso tomou outro rumo no ano seguinte. Em 2023, após análise das provas e revisão do processo, o empresário foi absolvido de todas as acusações, sendo reconhecido que ele havia passado por um período de cárcere indevido.
A defesa de Bispo sustenta que as declarações de Datena reforçaram um estigma já superado judicialmente e contribuíram para danos morais e profissionais. O processo agora segue em tramitação, e o jornalista deverá responder pelas afirmações feitas publicamente.
O caso reacende o debate sobre responsabilidade na comunicação, especialmente quando envolve acusações graves e pessoas já absolvidas pela justiça.
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