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Política

STF arquiva inquérito de Silveira e julgamento de Zambelli entra em disputa política

Enquanto Moraes encerra investigação contra ex-deputado, defesa de Carla Zambelli tenta adiar julgamento com base em precedente envolvendo Alexandre Ramagem

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Daniel Silveira e Carla Zambelli / Foto: Fábio Vieira/Metrópoles

O Supremo Tribunal Federal (STF) teve movimentações decisivas nos últimos dias que envolvem nomes centrais da política bolsonarista. De um lado, o ministro Alexandre de Moraes arquivou um inquérito contra o ex-deputado federal Daniel Silveira. Do outro, a defesa da deputada federal Carla Zambelli (PL-SP) tenta suspender seu julgamento, que já conta com maioria formada para sua condenação, usando como base o caso recente do deputado Alexandre Ramagem (PL-RJ).

O inquérito de Daniel Silveira, aberto em 2021, investigava mais de 30 violações no uso da tornozeleira eletrônica, determinadas como medidas cautelares pelo STF. A investigação foi prorrogada diversas vezes até que, na semana passada, Moraes decidiu arquivá-la, acolhendo parecer da Procuradoria-Geral da República (PGR), que não identificou novos elementos que justificassem a continuidade do processo. Silveira atualmente vive em Magé (RJ), onde se dedica à atividade rural.

Já no caso de Carla Zambelli, a situação é bem mais delicada. Quatro dos cinco ministros da Primeira Turma do STF — Alexandre de Moraes, Cármen Lúcia, Cristiano Zanin e Flávio Dino — votaram pela condenação da parlamentar a dez anos de prisão. Ela é acusada de envolvimento em uma invasão ao sistema do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), junto com o hacker Walter Delgatti, para forjar documentos, entre eles um falso mandado de prisão contra Moraes.

A defesa da deputada tenta adiar o julgamento com um argumento baseado no precedente criado no caso de Alexandre Ramagem. Na semana passada, a Câmara dos Deputados aprovou a suspensão da ação penal contra o parlamentar, e o STF aceitou o pedido, mas apenas em relação aos crimes cometidos após sua diplomação. Com isso, os advogados de Zambelli pedem que o julgamento seja interrompido até que a Câmara também analise a possibilidade de sustar a ação contra ela.

Segundo os advogados, o Partido Liberal (PL) protocolou um pedido formal à Presidência da Câmara em 29 de abril, mas ainda não houve deliberação. Eles alegam que, como os fatos atribuídos a Zambelli começaram em agosto de 2022 — após sua diplomação —, ela se enquadra nos requisitos previstos na Constituição para ter seu processo suspenso.

A Procuradoria-Geral da República acusa Zambelli e Delgatti de inserir documentos falsos no sistema do CNJ, com o objetivo de gerar confusão institucional e atentar contra o Estado Democrático de Direito. A condenação do hacker já tem maioria no STF, com pena estipulada em oito anos. Uma eventual suspensão do julgamento, no entanto, beneficiaria apenas a deputada.

Redação Saiba+

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Política

Oposição reage a mensagens entre Moraes e banqueiro preso pela PF

Parlamentares criticam troca de mensagens entre o ministro do STF Alexandre de Moraes e o banqueiro Daniel Vorcaro no dia da primeira prisão do empresário, em 2025.

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Nikolas Ferreira e outros deputados pedem a votação do impeachment de Moraes após revelações sobre seu envolvimento com o Banco Master. | Bnews - Divulgação Reprodução

A bancada de oposição ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva reagiu publicamente à divulgação de mensagens trocadas entre o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, e o banqueiro Daniel Vorcaro. O diálogo teria ocorrido no mesmo dia em que o empresário foi preso pela Polícia Federal pela primeira vez, em novembro de 2025.

A revelação do conteúdo das conversas provocou forte repercussão no meio político em Brasília, especialmente entre parlamentares da oposição, que passaram a questionar a natureza e o contexto da comunicação entre o magistrado e o empresário no momento em que a investigação estava em andamento.

Deputados e senadores oposicionistas afirmaram que o episódio levanta debates sobre transparência, imparcialidade institucional e limites de interação entre autoridades do Judiciário e investigados em operações conduzidas por órgãos federais.

Segundo integrantes da oposição, o caso deverá motivar pedidos de esclarecimento e discussões no Congresso Nacional, além de possíveis requerimentos para que as circunstâncias da troca de mensagens sejam analisadas de forma mais detalhada.

O banqueiro Daniel Vorcaro foi preso pela Polícia Federal em novembro de 2025, em uma operação que investigava suspeitas relacionadas a crimes financeiros. A prisão teve grande repercussão nacional à época e integrou uma série de ações voltadas ao combate a irregularidades no sistema financeiro.

A troca de mensagens, agora revelada, acrescenta um novo capítulo ao caso e amplia o debate político sobre a relação entre investigações federais, atuação do Judiciário e fiscalização institucional por parte do Legislativo.

Enquanto isso, o tema segue repercutindo no cenário político nacional, com parlamentares defendendo maior transparência e esclarecimentos sobre o contexto das conversas entre o ministro do STF e o empresário investigado.

Redação Saiba+

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Política

Geddel revela articulação política que barrou filiações ao MDB na Bahia

Ex-ministro afirma que movimento do ministro da Casa Civil, Rui Costa, teria impedido a entrada de Raimundo da Pesca e Bebeto Galvão no partido.

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Ex-ministro também negou saída de Ricardo Maia do partido | Bnews - Divulgação BNEWS

O ex-ministro e dirigente do MDB da Bahia, Geddel Vieira Lima, afirmou que uma articulação política liderada pelo ministro da Casa Civil, Rui Costa (PT) teria impedido a filiação de duas lideranças ao MDB no estado. Segundo Geddel, o movimento teria barrado a entrada do deputado federal Raimundo da Pesca (Podemos) e do suplente do senador Jaques Wagner (PT), Bebeto Galvão (PSB) na legenda.

A declaração do dirigente emedebista expõe novos bastidores da política baiana, evidenciando disputas estratégicas entre partidos e lideranças que já começam a influenciar o cenário político e eleitoral no estado.

De acordo com Geddel, a possível filiação das duas lideranças ao MDB vinha sendo discutida internamente, mas a movimentação política atribuída a Rui Costa teria interferido diretamente no avanço das negociações, impedindo que o processo fosse concretizado.

Nos bastidores, a chegada de Raimundo da Pesca e Bebeto Galvão ao MDB poderia reconfigurar alianças políticas e fortalecer a legenda em determinadas bases eleitorais na Bahia, ampliando o espaço do partido no cenário estadual.

A fala de Geddel também reforça o clima de disputa por lideranças e capital político entre diferentes grupos partidários, especialmente em um momento em que as articulações para as próximas eleições começam a ganhar intensidade.

Analistas políticos apontam que movimentos dessa natureza são comuns no ambiente partidário, onde filiações estratégicas podem alterar o equilíbrio de forças entre partidos e influenciar a formação de futuras alianças eleitorais.

Mesmo diante das declarações, o tema segue repercutindo no meio político baiano, ampliando o debate sobre articulações partidárias, estratégias eleitorais e influência de lideranças nacionais na política regional.

Redação Saiba+

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Política

Moraes vota para aceitar denúncia contra Silas Malafaia no STF

Ministro do Supremo Tribunal Federal analisa acusação da PGR por supostos crimes de calúnia e injúria contra integrantes do comando do Exército Brasileiro.

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Alexandre de Moraes aceitou a denúncia da PGR contra Silas Malafaia por crimes de calúnia e injúria contra generais do Exército | Bnews - Divulgação Reprodução

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, votou nesta sexta-feira (6) pela aceitação da denúncia apresentada pela Procuradoria-Geral da República (PGR) contra o líder religioso Silas Malafaia. A acusação envolve supostos crimes de calúnia e injúria direcionados a integrantes do comando do Exército Brasileiro.

A manifestação do ministro ocorre no âmbito da análise preliminar da denúncia apresentada pela PGR, que aponta que declarações públicas feitas por Malafaia teriam atingido a honra de autoridades militares, gerando questionamentos jurídicos sobre os limites da liberdade de expressão e a responsabilidade por afirmações feitas em espaços públicos.

No voto apresentado, Alexandre de Moraes entendeu que existem elementos suficientes para o prosseguimento da ação penal, permitindo que o caso avance para as próximas etapas no Supremo Tribunal Federal. Caso a maioria dos ministros acompanhe o entendimento do relator, Silas Malafaia passará à condição de réu no processo.

A denúncia da Procuradoria-Geral da República sustenta que as declarações atribuídas ao líder religioso teriam ultrapassado o campo da crítica política ou institucional, configurando possíveis ofensas à honra de membros do alto comando das Forças Armadas, especificamente do Exército Brasileiro.

Com a análise em andamento no STF, o caso segue em tramitação e ainda dependerá da deliberação dos demais ministros da Corte, que irão decidir se a denúncia será oficialmente recebida e se o processo criminal terá continuidade.

O episódio reforça o debate jurídico e político sobre responsabilização por declarações públicas envolvendo autoridades e instituições, tema que tem sido recorrente em discussões no Supremo Tribunal Federal e em outras instâncias do Judiciário.

Redação Saiba+

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