Brasil
MC Poze lança clipe com críticas à polícia um dia após sair de Bangu 3
Com imagens da prisão e da soltura, “Desabafo 2” ultrapassa 900 mil visualizações em menos de 10 horas e reacende debate sobre apologia ao crime e liberdade de expressão no funk

Um dia após deixar o presídio de Bangu 3, na Zona Oeste do Rio, o rapper MC Poze do Rodo lançou o videoclipe de sua nova música, “Desabafo 2”, que já contabiliza quase 1 milhão de visualizações no YouTube em menos de 10 horas. O vídeo traz imagens reais de sua prisão e soltura, além de cenas de confronto entre a polícia e os fãs do artista, que se aglomeraram em frente ao Complexo de Gericinó na última terça-feira (4).
O clipe começa com versos diretos e provocativos: “Avisa lá que não vão me parar”, “estão de olho grande nos meus ouros” e “filha da p*ta nenhum vai me intimidar”. O tom de enfrentamento marcou o lançamento e viralizou nas redes sociais, recebendo mais de 100 mil curtidas e 7 mil comentários.
MC Poze, cujo nome verdadeiro é Marlon Brendon Coelho Couto e Silva, foi preso no fim de maio, investigado por apologia ao tráfico, associação criminosa e ligação com o Comando Vermelho (CV). A Polícia Civil aponta que o cantor se apresenta em bailes organizados em áreas dominadas pela facção e que suas músicas fariam “clara apologia ao tráfico e ao uso de armas de fogo”.
Um dos momentos de maior repercussão do clipe é a inclusão das cenas da multidão que se reuniu para acompanhar a soltura do artista — com destaque para o cantor Oruam, filho do traficante Marcinho VP, subindo em cima de ônibus ao lado de outros homens. A Polícia Militar, que havia reforçado o policiamento com mais de 50 agentes, usou balas de borracha, gás lacrimogêneo e spray de pimenta para dispersar o grupo. MC Poze incluiu essas imagens no videoclipe como forma de denúncia e resistência.
“Mais uma vez estou aqui provando para vocês que sou artista. Então, para de me perseguir! Me deixa em paz, p*rra!”, declara o cantor, em um dos trechos mais compartilhados nas redes.
Desabafo 2
A nova música é uma sequência direta de “Desabafo 1”, lançada em 2023, onde o rapper já tratava de sua relação conturbada com a polícia e com a opinião pública. Em “Desabafo 2”, ele retoma a narrativa, agora com um tom mais enfático e visualmente potente, reforçado pelas imagens da sua recente passagem pelo sistema prisional.
A presença de sua esposa, Viviane Noronha, também investigada por lavagem de dinheiro, gerou forte comoção entre fãs, que viram nas cenas de carinho entre o casal um contraponto à repressão policial.
Prisão polêmica e críticas à atuação da polícia
MC Poze ficou detido por cinco dias, acusado de participar de um baile funk na Cidade de Deus, dois dias antes da morte de um policial da Core durante uma operação. Segundo o inquérito, suas apresentações são marcadas pela presença de homens armados que fazem a segurança do local, o que teria motivado a ação policial.
Especialistas em segurança pública, no entanto, questionam a condução do caso. O coronel José Vicente da Silva, ex-secretário Nacional de Segurança, afirmou que a prisão “virou espetáculo, parecia um circo” e que faltou base sólida na investigação, segundo ele, refletida na própria decisão judicial que liberou o funkeiro.
Nas redes sociais, a repercussão foi mista. Alguns comemoraram o sucesso do clipe e o retorno do artista, enquanto outros criticaram a suposta glamourização do crime.
“A polícia ajudou o cara a estourar mais uma música”, comentou um internauta no YouTube.
Brasil
Moraes manda PF devolver equipamentos a jornalista investigado
Decisão do STF envolve apuração sobre suposta perseguição contra o ministro Flávio Dino

O ministro do Supremo Tribunal Federal, Alexandre de Moraes, determinou que a Polícia Federal devolva os equipamentos apreendidos do jornalista Luís Pablo Conceição Almeida, no âmbito de uma investigação em andamento.
O profissional é alvo de apuração por suposto crime de perseguição contra o ministro Flávio Dino, integrante da Corte. A decisão de Moraes não encerra o caso, mas estabelece que os itens recolhidos durante as diligências sejam restituídos ao jornalista, mantendo o curso normal das investigações.
A medida foi interpretada por especialistas como um gesto de equilíbrio entre a continuidade da apuração e a preservação de direitos individuais, especialmente no que diz respeito ao exercício da atividade jornalística e ao uso de ferramentas de trabalho.
Nos bastidores, a decisão reforça o entendimento do STF de que ações investigativas devem respeitar limites legais, mesmo em casos sensíveis envolvendo autoridades públicas. Ainda assim, o inquérito segue sob responsabilidade das autoridades competentes, com análise de provas e possíveis desdobramentos judiciais.
O caso chama atenção por envolver liberdade de imprensa, atuação institucional e segurança de autoridades, temas que frequentemente geram debate no cenário jurídico e político nacional.
A Polícia Federal ainda não detalhou o cronograma para a devolução dos equipamentos, mas deverá cumprir a determinação dentro dos prazos estabelecidos pelo Supremo.
Brasil
Governo recebe caminhoneiros para discutir demandas
Ministro Guilherme Boulos se reúne com representantes da categoria para tratar de combustível, frete e condições de trabalho

O ministro Guilherme Boulos, da Secretaria-Geral da Presidência, recebe nesta quarta-feira (25) representantes dos caminhoneiros no Palácio do Planalto, em Brasília. O encontro tem como foco principal discutir as demandas urgentes da categoria, que enfrenta desafios crescentes no setor de transporte rodoviário.
A reunião foi confirmada pelo próprio ministro e deve abordar temas considerados prioritários pelos profissionais da estrada. Entre os principais pontos estão o alto preço dos combustíveis, o valor do frete e as condições de trabalho nas rodovias brasileiras, questões que impactam diretamente a renda e a rotina dos caminhoneiros.
Nos bastidores, a expectativa é de que o diálogo avance na construção de soluções que tragam maior equilíbrio ao setor. A categoria cobra medidas concretas para reduzir custos operacionais e garantir maior previsibilidade nos ganhos, especialmente diante das oscilações do mercado e dos custos logísticos.
O encontro também sinaliza uma tentativa do governo federal de manter o diálogo aberto com os caminhoneiros, grupo estratégico para a economia nacional. O transporte de cargas é responsável por grande parte da circulação de mercadorias no país, o que torna as reivindicações da categoria um tema sensível para a gestão pública.
Analistas avaliam que a reunião pode representar um passo importante para evitar tensões e possíveis paralisações. A busca por consenso entre governo e trabalhadores é vista como essencial para garantir estabilidade no abastecimento e no setor logístico brasileiro.
Brasil
TJBA terá nova inspeção da Corregedoria Nacional em abril
Procedimento vai avaliar setores administrativos, judiciais e cartórios entre os dias 6 e 10

O Tribunal de Justiça da Bahia já tem data definida para passar por uma nova inspeção conduzida pela Corregedoria Nacional de Justiça. A ação ocorrerá entre os dias 6 e 10 de abril, conforme estabelece a Portaria nº 12, assinada pelo ministro Mauro Campbell Marques.
A inspeção abrangerá setores administrativos e judiciais da Corte baiana, além das serventias extrajudiciais, como os cartórios. O objetivo é verificar o funcionamento das atividades, identificar possíveis falhas e promover melhorias na prestação de serviços à população.
Esse tipo de procedimento faz parte das atribuições da Corregedoria, ligada ao Conselho Nacional de Justiça, e tem como foco garantir mais transparência, eficiência e regularidade no Judiciário brasileiro. Durante o período, equipes técnicas irão analisar rotinas internas, produtividade e cumprimento de normas.
A expectativa é que a inspeção contribua para o aperfeiçoamento dos serviços prestados pelo TJBA, fortalecendo a confiança da sociedade no sistema de Justiça. Relatórios com recomendações e eventuais determinações poderão ser emitidos após a conclusão dos trabalhos, orientando ajustes necessários.
A iniciativa reforça o papel fiscalizador do CNJ e evidencia a importância de monitoramento contínuo nos tribunais estaduais, especialmente em um cenário de crescente demanda por celeridade e qualidade nos processos judiciais.
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