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Brasil

Alcolumbre dá o primeiro passo para CPI do INSS investigar fraudes

Senado começa a instalar Comissão Parlamentar de Inquérito que investigará desvios de até R$ 6 bilhões em convênios do INSS; governo tenta manter influência política na presidência e relatoria

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Davi Alcolumbre no Plenário do Senado Federal — Foto: Brenno Carvalho

O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), leu nesta terça-feira (18) o requerimento para a criação da CPI do INSS, abrindo oficialmente o caminho para a instalação da comissão que investigará um dos maiores escândalos recentes da Previdência Social. A iniciativa, capitaneada por parlamentares da oposição, mira descontos ilegais aplicados a aposentados e pensionistas por entidades conveniadas ao Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), em um esquema que pode ter desviado mais de R$ 6 bilhões entre 2019 e 2024.

A leitura do requerimento ocorre no mesmo dia em que o Congresso Nacional retomou votações de vetos presidenciais, após mais de um ano sem deliberações conjuntas entre Câmara e Senado. A previsão é que a CPI inicie os trabalhos efetivos no segundo semestre, em acordo costurado para dar tempo ao governo de reorganizar sua base política e influenciar a formação do colegiado.

Alcolumbre já declarou preferência pelo nome do senador Omar Aziz (PSD-AM) para presidir a CPI. Aziz, que comandou a CPI da Covid, é considerado uma figura moderada e próxima ao governo, o que agradaria a base aliada. A relatoria, por sua vez, ficará a cargo da Câmara, mas ainda não há consenso quanto ao nome. Nos bastidores, a deputada Tabata Amaral (PSB-SP) aparece como favorita para o posto, o que também representaria uma vitória para o Palácio do Planalto.

A CPI foi requerida pela deputada Coronel Fernanda (PL-MT) e pela senadora Damares Alves (Republicanos-DF), que conseguiram reunir as assinaturas necessárias com apoio inclusive de parlamentares da base do governo. Inicialmente resistente, o Planalto mudou de postura e agora tenta garantir espaços estratégicos no colegiado.

Esquema bilionário e exoneração no INSS

As investigações ganharam força após a Operação Sem Desconto, deflagrada pela Polícia Federal em abril de 2024. A apuração revelou que pelo menos 4,2 milhões de beneficiários foram vítimas de cobranças indevidas, feitas por meio de convênios assinados sem autorização dos aposentados.

Como consequência, o então presidente do INSS, Alessandro Stefanutto, foi exonerado, e diversos operadores do esquema foram presos, incluindo o lobista conhecido como “Careca do INSS”. Além disso, R$ 2,5 bilhões foram bloqueados em contas de 12 entidades suspeitas — recursos que poderão ser usados para indenizar os aposentados prejudicados.

Órgãos de controle também atuam

Paralelamente, o Ministério da Previdência lançou um sistema para que os segurados consultem e contestem os descontos. A CGU (Controladoria-Geral da União) e o TCU (Tribunal de Contas da União) também abriram investigações sobre os contratos.

A defesa do governo Lula sustenta que os convênios suspeitos foram firmados durante o governo Bolsonaro, entre 2019 e 2022. No entanto, aliados do Planalto reconhecem que a permanência dos contratos irregulares ao longo de 2023 comprometeu o discurso oficial, criando um passivo político significativo.

A formação e condução da CPI do INSS promete se tornar mais um palco de embate entre oposição e governo, com potencial de ampliar desgastes e expor falhas no sistema de proteção aos mais vulneráveis do país.

Redação Saiba+

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Moraes pede manifestação da PGR sobre Smart TV, pastor e livros para Bolsonaro

Defesa solicita Smart TV, remição de pena por leitura e assistência religiosa ao ex-presidente

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O ex-presidente da República Jair Messias Bolsonaro que está preso na superintendência da Polícia Federal. Foto: Wilton Junior

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou nesta sexta-feira, 9, que a Procuradoria-Geral da República (PGR) se manifeste, no prazo de cinco dias, sobre três solicitações apresentadas pela defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Os pedidos envolvem o acesso a uma Smart TV, a participação no programa de remição de pena por leitura e a autorização para receber assistência religiosa durante o período em que permanece preso.

Segundo a defesa, a disponibilização de uma Smart TV permitiria que Bolsonaro acompanhasse conteúdos jornalísticos e informativos, considerados essenciais para manter o vínculo com a atualidade política e social do país. O equipamento seria fornecido pela própria família do ex-presidente.

Outro ponto destacado é a inclusão de Bolsonaro no programa de remição de pena por leitura, previsto na Lei de Execução Penal. A iniciativa possibilita a redução de dias da pena mediante a leitura de obras literárias e a entrega de relatórios avaliativos, prática já adotada em diversas unidades prisionais do país.

Além disso, os advogados solicitaram autorização para que Bolsonaro receba acompanhamento espiritual regular, indicando nomes de líderes religiosos responsáveis pelo atendimento. A defesa argumenta que o direito à liberdade religiosa deve ser plenamente assegurado, mesmo em contexto de custódia.

A decisão de Moraes reforça a necessidade de manifestação formal da PGR antes de qualquer deliberação sobre os pedidos, que têm gerado ampla repercussão política e jurídica.

Redação Saiba+

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Moraes mantém prisão preventiva de Domingos Brazão, acusado de mandar matar Marielle

Decisão de Alexandre de Moraes reforça investigação sobre mandantes do assassinato de Marielle Franco e Anderson Gomes

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O conselheiro do TCE-RJ Domingos Brazão foi preso em 2024 pela Polícia Federal (PF), acusado de mandar matar a vereadora Marielle Franco. Foto: Câmara dos Deputado

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), decidiu nesta quinta-feira, 8, manter a prisão preventiva do conselheiro afastado do Tribunal de Contas do Estado do Rio de Janeiro (TCE-RJ), Domingos Brazão. Ele é acusado de ser um dos mandantes do assassinato da vereadora Marielle Franco e do motorista Anderson Gomes, crime que completou seis anos e segue mobilizando autoridades e a sociedade civil.

Na decisão, Moraes destacou a gravidade dos fatos investigados e a necessidade de preservar a integridade das apurações, considerando o risco de interferência no processo caso Brazão fosse solto. O ministro também ressaltou que a manutenção da prisão é fundamental para garantir a segurança de testemunhas e o avanço das investigações conduzidas pela Polícia Federal.

Domingos Brazão está afastado do TCE-RJ desde que seu nome passou a figurar entre os principais suspeitos de envolvimento no planejamento do crime. As investigações apontam para uma possível estrutura organizada por trás do atentado, o que reforça a importância de medidas cautelares rigorosas.

A decisão do STF representa mais um capítulo na busca por responsabilização completa dos envolvidos no assassinato que chocou o país e ganhou repercussão internacional. O caso segue em andamento, com novas diligências previstas para os próximos meses.

Redação Saiba+

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URGENTE: Lula veta PL da Dosimetria de forma integral

Decisão foi anunciada em cerimônia que marcou três anos dos ataques aos Três Poderes; Congresso analisará manutenção ou derrubada do veto.

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Lula já tinha adiantado que vetaria o PL da Dosimetria

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) anunciou, na manhã desta quinta‑feira (8), o veto integral ao projeto conhecido como PL da Dosimetria, que previa a redução das penas aplicadas aos condenados pelos atos antidemocráticos de 8 de janeiro de 2023, incluindo o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

A assinatura do veto ocorreu durante uma cerimônia oficial organizada pelo governo para marcar os três anos dos ataques que resultaram na invasão e depredação dos prédios dos Três Poderes, em Brasília. Segundo o governo, a decisão reforça o compromisso com a responsabilização dos envolvidos e com a defesa da ordem democrática.

Com o veto, o texto retorna ao Congresso Nacional, que terá a prerrogativa de manter ou derrubar a decisão presidencial. A análise será feita em sessão conjunta entre Senado e Câmara, em data ainda a ser definida. Parlamentares de diferentes bancadas já sinalizam articulações tanto para sustentar quanto para rejeitar o veto.

A medida reacende o debate político sobre os desdobramentos jurídicos dos atos de 8 de janeiro e sobre o papel do Legislativo na revisão de decisões que envolvem crimes contra o Estado democrático de direito.

Redação Saiba+

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