Mundo
Elon Musk volta a atacar plano econômico de Trump: “Insano e destrutivo”
Bilionário critica novo projeto de lei de impostos e gastos divulgado pelo Senado dos EUA e alerta para prejuízos à economia do futuro

O empresário Elon Musk voltou a fazer duras críticas à proposta econômica defendida por aliados de Donald Trump. Neste sábado (28), Musk usou sua própria rede social, o X, para classificar como “completamente insano e destrutivo” o novo projeto de lei de impostos e gastos que circula no Senado dos Estados Unidos com apoio de líderes republicanos.
“O mais recente projeto do Senado destruirá milhões de empregos na América e causará imenso dano estratégico ao nosso país“, publicou Musk. “Ele oferece benefícios às indústrias do passado, enquanto prejudica severamente as indústrias do futuro.”
As declarações intensificam a tensão entre Musk e Trump, que já vinham trocando farpas públicas nas últimas semanas. No início de junho, o bilionário também havia chamado uma versão anterior da proposta de “abominação repugnante” e atacado o projeto como “cheio de privilégios e acordos políticos que favorecem grupos ultrapassados”.
As divergências entre os dois nomes ganharam força desde que Musk anunciou sua saída do governo Trump, onde atuava à frente de uma iniciativa chamada Doge (Departamento de Eficiência Governamental). O Doge foi criado com a proposta de reduzir gastos públicos, tendo como principais alvos programas de diversidade e a agência de ajuda externa Usaid.
Apesar de nunca ter ocupado um cargo formal, Musk era tratado como “funcionário especial do governo” e liderava a estrutura com ampla autonomia. A Casa Branca, no entanto, chegou a dizer em mais de uma ocasião que ele não era o chefe oficial do departamento.
As críticas mais recentes de Musk são vistas como parte de um posicionamento mais independente e técnico, voltado para a defesa de setores ligados à inovação e tecnologia, que, segundo ele, seriam prejudicados pela nova configuração tributária pensada pelo Congresso sob influência trumpista.
O embate marca um novo capítulo nas disputas internas dentro do campo conservador norte-americano, com líderes empresariais influentes se distanciando de propostas que consideram retrógradas ou prejudiciais à competitividade econômica dos Estados Unidos.
Mundo
Presidente do Itaú chama fraude da Americanas de uma das maiores do país
Milton Maluhy afirma que bancos foram vítimas de prejuízos bilionários e nega qualquer conivência com irregularidades investigadas pela Polícia Federal

O presidente do Itaú Unibanco, Milton Maluhy, classificou o rombo contábil da Americanas como “uma das maiores fraudes já vistas no Brasil” e afirmou que o sistema financeiro foi uma das principais vítimas do esquema investigado. As declarações foram feitas durante a apresentação dos resultados financeiros do banco referentes ao segundo trimestre.
Segundo o executivo, o Itaú sofreu perdas bilionárias em decorrência da fraude, rebatendo de forma contundente qualquer hipótese de participação ou conivência das instituições financeiras com as irregularidades. Para Maluhy, seria ilógico imaginar que bancos participariam de um esquema que gerou prejuízos expressivos para o próprio setor.
Durante a apresentação, o presidente do banco afirmou que o problema não se limitou a divergências de classificação contábil, mas envolveu a omissão deliberada de passivos, ressaltando que a responsabilidade pelas demonstrações financeiras cabe à empresa e aos seus auditores independentes.
Maluhy também revelou que o Itaú interrompeu operações com a Americanas antes da divulgação da fraude, após identificar a necessidade de informações que, segundo ele, não foram devidamente apresentadas pela companhia. O executivo explicou ainda que documentos enviados pelos bancos aos auditores servem como apoio às auditorias e não representam qualquer participação na elaboração da contabilidade da empresa.
O caso segue sendo investigado pela Polícia Federal, que ampliou as apurações sobre a fraude bilionária por meio de novas fases da Operação Disclosure. As investigações incluem o cumprimento de mandados de busca envolvendo acionistas da companhia e executivos do setor financeiro, enquanto as autoridades apuram possíveis crimes relacionados à manipulação de mercado e associação criminosa.
Além de comentar a investigação, Milton Maluhy avaliou o cenário econômico brasileiro e internacional, destacando preocupações com os impactos da inflação global, da política monetária dos Estados Unidos e das incertezas fiscais no Brasil. O executivo afirmou que períodos eleitorais costumam gerar volatilidade nos mercados, mas ressaltou que a reação dos investidores dependerá, principalmente, das propostas econômicas e fiscais apresentadas pelos candidatos.
Mundo
Israel manifesta ressalvas a plano de cessar-fogo em Gaza
Governo israelense afirma que proposta divulgada não representa sua posição oficial enquanto confrontos continuam na Faixa de Gaza

O governo de Israel manifestou preocupações de segurança em relação ao plano de cessar-fogo e desarmamento do Hamas, apresentado após negociações que também preveem a retirada gradual das tropas israelenses da Faixa de Gaza. As observações foram encaminhadas à Casa Branca, indicando divergências sobre os termos da proposta.
Em comunicado divulgado nesta segunda-feira, o Gabinete do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu afirmou que a versão do acordo tornada pública “não reflete as posições de Israel”, destacando que o governo israelense mantém ressalvas sobre aspectos considerados fundamentais para a segurança nacional.
O plano, promovido pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, busca estabelecer um caminho para a redução das hostilidades no conflito, incluindo medidas relacionadas ao desarmamento do Hamas e à reorganização da presença militar israelense na região.
Enquanto as negociações seguem em andamento, os confrontos na Faixa de Gaza continuam. De acordo com as informações divulgadas, ataques realizados por Israel nas últimas 24 horas resultaram na morte de 19 pessoas e deixaram outras 35 feridas, evidenciando que a situação humanitária e de segurança permanece crítica.
As divergências entre as partes demonstram a complexidade das negociações, que envolvem questões militares, diplomáticas e humanitárias. O posicionamento oficial de Israel reforça que eventuais avanços dependerão da construção de um consenso capaz de atender às preocupações de segurança apresentadas pelo governo.
A comunidade internacional acompanha o desenrolar das tratativas, enquanto os esforços diplomáticos seguem voltados à busca por uma solução que contribua para a redução da violência e para a estabilidade na região.
Mundo
Colisão entre helicópteros marca combate a incêndios na Grécia
Acidente ocorreu durante operação aérea próxima a Atenas; equipes de resgate foram mobilizadas para localizar militares após queda de uma das aeronaves

Um grave acidente marcou as operações de combate aos incêndios florestais na Grécia neste domingo (2). Dois helicópteros militares colidiram durante uma missão de combate às chamas, provocando a queda de uma das aeronaves na região de Psatha, localizada a aproximadamente 40 quilômetros a noroeste de Atenas.
O incidente ocorreu em uma área fortemente atingida pelos incêndios florestais, que já destruíram mais de 100 hectares de vegetação, intensificando os desafios enfrentados pelas equipes de emergência no país.
Segundo informações das autoridades locais, quatro militares estavam a bordo das duas aeronaves envolvidas na colisão. Até o momento, não há confirmação oficial sobre o estado de saúde ou o paradeiro dos ocupantes do helicóptero que caiu, o que mantém as buscas em andamento.
Logo após o acidente, equipes especializadas de busca e resgate foram mobilizadas para localizar os militares e prestar atendimento na área da queda. As operações seguem em uma região de difícil acesso, afetada tanto pelas chamas quanto pelas condições impostas pelo incêndio florestal.
As circunstâncias da colisão ainda serão apuradas pelas autoridades responsáveis. A investigação deverá esclarecer os fatores que contribuíram para o acidente durante uma das operações aéreas de combate aos incêndios que atingem diferentes regiões da Grécia.
O episódio evidencia os riscos enfrentados diariamente pelas equipes militares e de emergência, que atuam no controle das queimadas e na proteção das áreas ameaçadas pelo avanço do fogo.
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