Brasil
Após fim com Hyundai, Caoa mira nova parceria com chinesa
Fábrica de Anápolis deve ganhar novos modelos eletrificados; grupo negocia com Changan e pode trazer ao Brasil a marca Avatr, rival de BYD e GWM

Com o encerramento da produção de veículos Hyundai na fábrica de Anápolis (GO) até novembro deste ano, o Grupo Caoa acelera negociações para estabelecer uma nova parceria com a chinesa Changan, uma das maiores montadoras da China. A intenção é transformar a planta em um centro de produção e comercialização de veículos eletrificados e tecnológicos, reposicionando o grupo no mercado automotivo brasileiro.
A estratégia inclui a possível fabricação da nova picape híbrida da Chery, revelada no Salão de Xangai, além da reintrodução da Changan no Brasil, agora com foco em veículos de alto padrão e tecnologia de ponta. A marca chinesa deixou o país em 2016, mas planeja retornar com força, representada pela Avatr, divisão criada em parceria com a Huawei e a fabricante de baterias CATL.
Avatr 11 pode ser lançado no Brasil
Um dos modelos cotados para desembarcar no Brasil é o Avatr 11, SUV elétrico de luxo que já circula em testes por São Paulo. Com até 586 cv de potência, autonomia de 710 km (na versão elétrica com bateria de 116 kWh) e recursos semiautônomos de última geração, o modelo mira o público que busca desempenho, inovação e sofisticação.
Além do BEV (veículo elétrico a bateria), a Avatr trabalha com o sistema EREV (veículo elétrico com extensor de autonomia a gasolina), permitindo ao SUV alcançar até 1.000 km de alcance total. O conjunto tecnológico é considerado um dos mais avançados da atualidade.
Caoa mira o futuro com rede própria e foco premium
Caso se concretize, a representação da Changan/Avatr será independente da rede Caoa Chery, com concessionárias exclusivas para os modelos premium, a exemplo do que a empresa já faz com a japonesa Subaru. A ideia é posicionar a nova marca como concorrente direta de BYD, GWM, Zeekr e Xiaomi, que já atuam ou preparam a chegada ao Brasil.
Além da Changan, a Caoa estaria em tratativas com outras montadoras chinesas como Dongfeng e BAIC, ampliando sua capacidade de se tornar um verdadeiro hub de veículos asiáticos em solo nacional.
Com a saída da Hyundai, a Caoa busca renovar seu portfólio com foco em inovação, sustentabilidade e mobilidade elétrica, atendendo às novas demandas do mercado e à crescente popularidade dos carros eletrificados no Brasil.
Brasil
Wagner Moura processa Silas Malafaia por calúnia
Ator pede indenização de R$ 100 mil após declarações durante período de premiações internacionais

O ator baiano Wagner Moura ingressou com uma ação judicial contra o pastor Silas Malafaia, alegando ter sido vítima de calúnia e difamação. O processo foi protocolado na Justiça do Rio de Janeiro e está relacionado a publicações feitas pelo religioso nas redes sociais durante o período de destaque internacional do artista.
De acordo com informações divulgadas, a ação pede uma indenização no valor de R$ 100 mil, com base em mensagens que teriam atingido a honra e a reputação do ator. As declarações teriam ocorrido no momento em que Wagner Moura ganhava projeção internacional por sua atuação no filme O Agente Secreto, durante a temporada de premiações.
O caso tramita na 5ª Vara Cível da Barra da Tijuca, em regime de segredo de Justiça. A defesa do ator sustenta que as publicações ultrapassaram os limites da liberdade de expressão, configurando ataques pessoais com potencial dano à imagem pública do artista.
Reconhecido nacional e internacionalmente, Wagner Moura acumula uma carreira marcada por atuações de destaque no cinema e na televisão. Já Silas Malafaia é conhecido por sua forte presença nas redes sociais e posicionamentos públicos sobre temas políticos e sociais.
O episódio reacende o debate sobre os limites entre liberdade de expressão e responsabilidade nas redes sociais, especialmente quando envolve figuras públicas e declarações com grande alcance.
Brasil
Prisão de ex-presidente do BRB revela patrimônio milionário
Investigação da Polícia Federal identifica imóveis de alto padrão ligados ao ex-dirigente, com valores que ultrapassam R$ 140 milhões

A prisão do ex-presidente do Banco de Brasília (BRB), Paulo Henrique Costa, nesta quinta-feira (16), trouxe à tona detalhes que chamaram a atenção das autoridades: um patrimônio imobiliário de alto luxo, composto por imóveis em áreas valorizadas e negociações realizadas em circunstâncias consideradas suspeitas.
Durante as investigações, a Polícia Federal (PF) identificou ao menos seis imóveis vinculados ao esquema. Desses, quatro estão localizados em São Paulo e dois em Brasília, todos em regiões nobres e com características de alto padrão. No total, o valor estimado dos bens ultrapassa R$ 140 milhões, conforme levantamento divulgado pela imprensa.
Os investigadores destacaram que algumas transações teriam sido feitas de forma acelerada, o que levantou suspeitas sobre a origem dos recursos e a possível tentativa de ocultação patrimonial. A apuração segue em andamento, com o objetivo de esclarecer a natureza das negociações e identificar eventuais irregularidades.
O caso amplia a repercussão em torno da gestão do banco e reforça o trabalho de órgãos de controle no combate a práticas ilícitas envolvendo recursos públicos e privados. A descoberta do patrimônio milionário intensifica as investigações, que agora buscam rastrear o fluxo financeiro por trás das aquisições.
A operação também evidencia o uso de imóveis de luxo como instrumento em esquemas investigados, prática que costuma ser monitorada por autoridades em casos de suspeita de lavagem de dinheiro e enriquecimento ilícito.
Brasil
Moraes manda PF devolver equipamentos a jornalista investigado
Decisão do STF envolve apuração sobre suposta perseguição contra o ministro Flávio Dino

O ministro do Supremo Tribunal Federal, Alexandre de Moraes, determinou que a Polícia Federal devolva os equipamentos apreendidos do jornalista Luís Pablo Conceição Almeida, no âmbito de uma investigação em andamento.
O profissional é alvo de apuração por suposto crime de perseguição contra o ministro Flávio Dino, integrante da Corte. A decisão de Moraes não encerra o caso, mas estabelece que os itens recolhidos durante as diligências sejam restituídos ao jornalista, mantendo o curso normal das investigações.
A medida foi interpretada por especialistas como um gesto de equilíbrio entre a continuidade da apuração e a preservação de direitos individuais, especialmente no que diz respeito ao exercício da atividade jornalística e ao uso de ferramentas de trabalho.
Nos bastidores, a decisão reforça o entendimento do STF de que ações investigativas devem respeitar limites legais, mesmo em casos sensíveis envolvendo autoridades públicas. Ainda assim, o inquérito segue sob responsabilidade das autoridades competentes, com análise de provas e possíveis desdobramentos judiciais.
O caso chama atenção por envolver liberdade de imprensa, atuação institucional e segurança de autoridades, temas que frequentemente geram debate no cenário jurídico e político nacional.
A Polícia Federal ainda não detalhou o cronograma para a devolução dos equipamentos, mas deverá cumprir a determinação dentro dos prazos estabelecidos pelo Supremo.
Política6 dias atrásMoraes interroga Eduardo Bolsonaro em ação sobre trama golpista
Política5 dias atrásGuimarães assume articulação política de Lula
Política6 dias atrásRui Costa critica Bruno Reis por impasse em obra do Minha Casa Minha Vida
Política6 dias atrásRui Costa prega união e comenta rompimento de Angelo Coronel
Política5 dias atrásBahia impõe regras rígidas para servidores em 2026
Política5 dias atrásGoverno reduz jornada de terceirizados federais
Política4 dias atrásDerrota de Elmar no TCU repercute na Bahia
Política3 dias atrásEx-deputado é preso em operação do MP na Bahia








