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Trump ameaça tarifa extra de 10% a países alinhados ao Brics

Republicano eleva o tom contra o bloco liderado por China e Rússia e promete retomar tarifas já em agosto, mirando aliados comerciais dos EUA que não firmarem novos acordos

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Trump ameaça aplicar tarifa adicional de 10% a países que se alinharem ao Brics

Em uma escalada de tensões comerciais, o ex-presidente e atual candidato à Casa Branca, Donald Trump, anunciou neste domingo (6) que os Estados Unidos voltarão a aplicar tarifas a países com os quais não tenham firmado novos acordos comerciais até 1º de agosto. A medida afeta diretamente nações como Taiwan, União Europeia e países alinhados ao Brics, grupo que reúne economias emergentes lideradas por China, Rússia e Brasil.

Segundo o secretário do Tesouro, Scott Bessent, as tarifas adotarão os níveis anunciados por Trump em abril, antes da suspensão temporária para permitir negociações. Com o novo prazo estabelecido para 9 de julho, países que não apresentarem acordos ou cartas de intenção terão taxas restabelecidas automaticamente.

Mais incisivo, Trump afirmou ainda que qualquer país que se alinhe “com as políticas antiamericanas dos Brics” será alvo de uma tarifa adicional de 10%, sem exceções. A declaração foi feita através da sua rede social, a Truth Social, e reforça a postura combativa de Trump frente ao crescimento de influência global do bloco.

“A qualquer país que se alinhe com as políticas antiamericanas dos Brics será cobrada uma tarifa adicional de 10%. Não haverá exceções a esta política”, declarou Trump.

Atualmente, o Brics é formado por 11 países, após a adesão recente de novas economias emergentes. O grupo representa cerca de 40% do PIB global e quase metade da população mundial, sendo visto por analistas como uma alternativa estratégica ao domínio econômico do Ocidente.

Trump também confirmou que as cartas com os novos termos tarifários serão enviadas a partir de segunda-feira (7). “Tenho o prazer de anunciar que as cartas sobre as tarifas dos Estados Unidos, e/ou acordos, com vários países de todo o mundo serão entregues a partir de segunda-feira”, escreveu o republicano.

Apesar do tom ameaçador, o governo americano afirma que acordos estão avançando com vários países. Até agora, apenas Reino Unido e Vietnã conseguiram formalizar novos pactos com os EUA, evitando assim as novas sanções. A China, por sua vez, conseguiu estabelecer uma trégua temporária nas tarifas bilaterais, após anos de embates econômicos com os americanos.

“Não se trata de uma ameaça. É uma política clara. Quem quiser acelerar as negociações, vá em frente. Quem não quiser, vai lidar com as tarifas”, afirmou Bessent à CNN.

Nos bastidores, a União Europeia estaria cedendo à pressão americana e já teria iniciado tratativas para revisão de acordos comerciais vigentes.

O cenário promete aumentar a tensão global nas próximas semanas, em meio à disputa eleitoral nos EUA e à crescente influência do Brics na geopolítica internacional.

Redação Saiba+

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Explosão em fábrica de fogos deixa mortos na China

Acidente em Hunan provoca dezenas de vítimas e levanta alerta sobre segurança industrial

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Imagens da explosão da fábrica de fogos de artifício mostram uma densa coluna de fumaça | Bnews - Divulgação Reprodução

Uma forte explosão em uma fábrica de fogos de artifício deixou ao menos 26 mortos e mais de 60 feridos na província de Hunan, na China. O caso, registrado na última segunda-feira (4), foi divulgado pela imprensa estatal nesta terça-feira (5) e já mobiliza autoridades locais para investigação e socorro às vítimas.

De acordo com informações oficiais, o acidente ocorreu por volta das 16h40 (horário local) em um dos galpões da empresa Huasheng Fireworks Manufacturing and Display, especializada na produção e exibição de fogos de artifício. A explosão foi descrita como intensa, causando destruição significativa na estrutura do local e atingindo trabalhadores que estavam em operação no momento.

Equipes de resgate foram enviadas imediatamente à área, atuando no atendimento aos feridos e na busca por possíveis sobreviventes entre os escombros. Muitos dos feridos foram encaminhados a hospitais da região, alguns em estado grave, o que pode elevar o número de vítimas fatais nas próximas horas.

O episódio reacende preocupações sobre segurança em fábricas de materiais explosivos, um setor historicamente associado a acidentes na China. Autoridades já iniciaram uma investigação para apurar as causas da explosão e verificar possíveis falhas nos protocolos de segurança.

Especialistas destacam que o manuseio de substâncias altamente inflamáveis exige rigor extremo, e tragédias como essa reforçam a necessidade de fiscalização constante e medidas preventivas mais eficazes.

Redação Saiba+

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China rejeita sanções dos EUA contra empresas por compra de petróleo do Irã

Governo chinês critica medidas de Washington e reforça importação de petróleo iraniano

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Pequim diz que vai ignorar sanções dos EUA contra empresas que compraram petróleo iraniano — Foto: Bloomberg

O governo da China advertiu neste sábado que não irá acatar as sanções impostas pelos Estados Unidos contra cinco empresas chinesas, acusadas de adquirir petróleo do Irã. A reação oficial reforça o clima de tensão entre as duas potências no cenário geopolítico global.

As autoridades chinesas destacaram que consideram as medidas de Estados Unidos como unilaterais e inadequadas, afirmando que suas empresas atuam dentro da legalidade do comércio internacional. A decisão evidencia a disposição de Pequim em manter suas relações energéticas com o Irã, mesmo diante da pressão externa.

Nos últimos meses, Washington intensificou esforços para reduzir as receitas do governo iraniano, ampliando sanções contra refinarias chinesas que compram petróleo do país a preços mais baixos. A estratégia faz parte de uma política mais ampla dos EUA para limitar a influência econômica e política do Irã no mercado internacional.

A China, por sua vez, segue como um dos principais importadores do petróleo iraniano, considerado estratégico para atender à demanda interna de energia. O posicionamento do governo chinês reforça a importância da parceria comercial entre os dois países e aponta para possíveis impactos no equilíbrio do mercado global de petróleo.

Analistas avaliam que o impasse pode gerar novos atritos comerciais e diplomáticos, com reflexos tanto no setor energético quanto nas relações internacionais. A situação também levanta preocupações sobre a estabilidade dos preços do petróleo e o futuro das sanções econômicas no cenário global.

Redação Saiba+

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Trump afirma que EUA podem assumir controle de Cuba “quase imediatamente”

Declaração envolve possível envio de porta-aviões e eleva tensão geopolítica no Caribe

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Trump mencionou a possibilidade de enviar o porta-aviões USS Abraham Lincoln para intimidar Cuba | Bnews - Divulgação Divulgação

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou recentemente que o país pode “tomar o controle de Cuba quase imediatamente”, em uma fala que rapidamente repercutiu no cenário internacional. A afirmação, considerada forte e controversa, veio acompanhada da sugestão de mobilização militar, incluindo o envio de um grande navio de guerra para a região.

Segundo Trump, a estratégia poderia envolver o deslocamento de um porta-aviões, como o USS Abraham Lincoln, para as proximidades da costa cubana. A medida, caso concretizada, representaria uma escalada significativa nas relações entre os dois países e reacenderia tensões históricas no Caribe.

A fala do presidente ocorre em um contexto de disputas geopolíticas e pressão internacional, levantando preocupações entre analistas sobre possíveis impactos na estabilidade regional. Especialistas em relações internacionais avaliam que qualquer movimentação militar próxima a Cuba pode gerar reações não apenas do governo cubano, mas também de aliados estratégicos na América Latina e em outras partes do mundo.

Historicamente, as relações entre Estados Unidos e Cuba são marcadas por décadas de embargos econômicos, conflitos ideológicos e momentos de alta tensão, como a Crise dos Mísseis de 1962. Embora tenha havido avanços diplomáticos em determinados períodos, declarações como essa reforçam um cenário de incerteza.

Até o momento, não houve confirmação oficial de ações concretas relacionadas ao envio de forças militares. No entanto, a declaração já provocou forte repercussão internacional e debates sobre segurança, soberania e diplomacia global.

Redação Saiba+

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