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Política

Justiça dos EUA notifica novamente Alexandre de Moraes por censura

Empresas ligadas a Donald Trump acusam o ministro do STF de violar liberdade de expressão; AGU monitora o caso e pode intervir

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Ministro Alexandre de Moraes. Foto: Ton Molina/STF

A Justiça distrital da Flórida, nos Estados Unidos, determinou nesta terça-feira (8) uma nova notificação oficial ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), no processo movido pelas empresas Trump Media & Technology Group e Rumble. As companhias acusam o magistrado de censura e violação à liberdade de expressão, após decisões que afetaram suas operações no Brasil.

A nova citação judicial corrige falhas das tentativas anteriores, realizadas em março e junho, ao incluir o endereço completo do ministro, o que aumenta a possibilidade de efetivação da notificação. De acordo com o sistema jurídico norte-americano, Moraes tem 21 dias para responder à ação, sob risco de ser julgado à revelia, ou seja, sem apresentar defesa.

A ação, movida no tribunal federal do Distrito Médio da Flórida, argumenta que ordens do magistrado brasileiro violam a Primeira Emenda da Constituição dos EUA, que assegura a liberdade de expressão. As empresas alegam que o ministro determinou a remoção de contas de influenciadores brasileiros de direita das plataformas, o que teria causado prejuízos financeiros, danos à reputação e perda de oportunidades comerciais.

O caso ganhou repercussão internacional após a notificação ser anexada ao processo na segunda-feira (7), poucas horas antes de o ex-presidente dos EUA, Donald Trump, declarar apoio a Jair Bolsonaro. Trump afirmou que o ex-presidente brasileiro estaria sendo vítima de uma “caça às bruxas”, em alusão à ação que tramita no STF sob relatoria de Moraes e que trata do suposto golpe de Estado de 2022.

A Advocacia-Geral da União (AGU) informou, em nota oficial, que está acompanhando o processo a pedido do Supremo Tribunal Federal. O órgão já elabora minutas de intervenção processual em nome da República Federativa do Brasil, mas ressaltou que ainda não há decisão formal sobre participação no caso.

Enquanto isso, nos bastidores políticos, o deputado federal licenciado Eduardo Bolsonaro (PL-SP), filho de Jair Bolsonaro, tem atuado nos EUA em busca de apoio político e jurídico para o pai, atualmente inelegível até 2030. Eduardo também é alvo de um inquérito no STF, instaurado por Moraes no final de maio, por suposta atuação internacional contra autoridades brasileiras.

Entenda o processo

Em junho, Trump Media e Rumble aditaram a ação inicial, reforçando os pedidos por indenização financeira e responsabilização pessoal de Moraes. As empresas requerem que a Justiça dos EUA declare as decisões do ministro inexequíveis em território americano, alegando que elas afrontam diretamente a Constituição local.

A alegação central é de que houve uma tentativa coordenada de reprimir vozes conservadoras nas redes sociais, o que, segundo as companhias, extrapola os limites da jurisdição brasileira e configura abuso de autoridade internacional.

Nota oficial da AGU:

“A Advocacia-Geral da União (AGU) está acompanhando o andamento do processo movido pelas empresas Rumble e Trump Media na justiça estadunidense em desfavor do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes. O acompanhamento se dá a pedido da Corte Constitucional. Estão sendo preparadas minutas de intervenção processual em nome da República Federativa do Brasil, caso seja decidido que a AGU atuará no caso. Mas até o momento não há decisão do Tribunal Federal do Distrito Médio da Flórida, onde tramita a ação, determinando qualquer intimação do ministro do STF.”

Redação Saiba+

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Política

Fux rejeita novo pedido para mudança no governo do Rio

Ministro do STF mantém decisão anterior e reforça permanência do presidente do TJ-RJ no comando interino do estado até nova deliberação da Corte.

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O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Luiz Fux, negou nesta sexta-feira (29) um novo pedido apresentado pelo presidente da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj), Douglas Ruas, para assumir interinamente o Governo do Estado do Rio de Janeiro.

A decisão reforça o entendimento já adotado pelo plenário da Suprema Corte, que definiu a permanência do presidente do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJ-RJ), Ricardo Couto, à frente do Executivo estadual de forma temporária até que haja uma nova deliberação sobre o caso.

Ao analisar a solicitação, Luiz Fux destacou que a questão já foi apreciada pelo colegiado do STF, não havendo motivos para alterar o cenário institucional estabelecido pela Corte neste momento. Com isso, permanece válida a determinação que mantém Ricardo Couto no exercício interino do cargo.

O episódio integra um contexto de discussões jurídicas e institucionais envolvendo a sucessão temporária do comando do estado, tema que tem mobilizado diferentes setores dos poderes Executivo, Legislativo e Judiciário fluminenses.

A decisão do STF busca preservar a estabilidade administrativa e garantir a continuidade da gestão estadual enquanto o assunto segue em análise no âmbito judicial. A manutenção da atual configuração evita mudanças imediatas no comando do governo e reforça o papel da Corte como instância responsável por dirimir conflitos constitucionais.

Douglas Ruas havia apresentado novo pedido com o objetivo de assumir interinamente a chefia do Executivo estadual, mas o entendimento de Luiz Fux seguiu a posição já consolidada pelo plenário do Supremo Tribunal Federal.

Nos bastidores políticos, a definição é acompanhada com atenção por lideranças estaduais, uma vez que o desfecho do processo poderá influenciar diretamente a estrutura de poder e a condução administrativa do Rio de Janeiro nos próximos meses.

Com a decisão, Ricardo Couto segue à frente do Governo do Estado de forma interina, enquanto o STF mantém sob sua competência a palavra final sobre a questão institucional.

Redação Saiba+

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Política

Itabuna inicia construção de 312 casas para vítimas das enchentes

Projeto habitacional receberá investimento de R$ 46 milhões e beneficiará famílias afetadas pela tragédia climática que atingiu o município em 2021.

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A cidade de Itabuna deu mais um passo importante na reconstrução da vida de famílias atingidas pelas enchentes de 2021. O prefeito Augusto Castro (PSD) assinou a ordem de serviço para a construção de 312 unidades habitacionais do programa Viver Melhor I, iniciativa que contará com investimentos de aproximadamente R$ 46 milhões provenientes dos governos estadual e federal.

O empreendimento habitacional foi planejado para atender moradores que perderam suas casas durante a maior catástrofe climática já registrada no município. As fortes chuvas que atingiram a região em 2021 provocaram alagamentos, desabrigaram centenas de famílias e deixaram um rastro de prejuízos materiais e sociais.

As novas moradias representam uma oportunidade de recomeço para centenas de famílias que aguardam há anos por uma solução definitiva para a perda de seus imóveis. O projeto busca garantir segurança, estabilidade e melhores condições de vida aos beneficiados.

Durante o anúncio, Augusto Castro destacou a importância da iniciativa para a recuperação social do município. Segundo o gestor, a assinatura da ordem de serviço marca o início da concretização de um sonho esperado por muitas famílias desde a tragédia.

“Mais um passo importante para garantir dignidade e um novo recomeço para as famílias atingidas pelas enchentes”, afirmou o prefeito ao celebrar o avanço do projeto habitacional.

Além de oferecer moradia digna, o investimento também deverá gerar empregos e movimentar a economia local durante a fase de construção. A expectativa é que o conjunto habitacional contribua para fortalecer a infraestrutura urbana e ampliar a qualidade de vida dos futuros moradores.

O programa Viver Melhor I integra um conjunto de ações voltadas à reconstrução de áreas afetadas por eventos climáticos extremos, reforçando o compromisso dos governos municipal, estadual e federal com a recuperação das famílias impactadas pelas enchentes.

Com o início das obras, Itabuna avança em um dos projetos mais aguardados pela população atingida, transformando esperança em realidade e promovendo um novo capítulo para centenas de famílias que buscam reconstruir suas vidas.

Redação Saiba+

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Política

Lula promete reenviar indicação ao STF

Presidente afirma que rejeição a nome para Suprema Corte teve motivação política e reforça defesa da prerrogativa constitucional do Executivo

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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou, durante agenda oficial em Sergipe, que pretende reenviar a indicação do advogado-geral da União para uma vaga na Suprema Corte. Segundo o chefe do Executivo, a decisão representa uma defesa da prerrogativa constitucional do presidente da República na escolha dos ministros do tribunal.

Durante o pronunciamento, Lula declarou que a rejeição ao nome indicado não ocorreu por falta de qualificação técnica, mas teria sido motivada por interesses políticos. O presidente reforçou que considera o indicado plenamente preparado para assumir o cargo na mais alta instância do Judiciário brasileiro.

A declaração intensificou os debates nos bastidores políticos e jurídicos sobre a relação entre Executivo e Legislativo, especialmente em torno do processo de aprovação de nomes para tribunais superiores.

Segundo Lula, a Constituição Federal assegura ao presidente da República a competência para indicar ministros da Suprema Corte, cabendo ao Senado Federal realizar a análise e votação do nome apresentado. O petista afirmou que a decisão de reenviar a indicação também busca reafirmar essa autonomia institucional prevista no sistema democrático brasileiro.

A fala do presidente ocorre em um momento de forte movimentação política em Brasília, com discussões sobre equilíbrio entre os poderes e critérios utilizados nas indicações para cargos estratégicos do Judiciário.

A repercussão do caso mobilizou lideranças políticas, parlamentares e especialistas do meio jurídico, ampliando o debate sobre independência institucional, articulação política e influência partidária em votações de alto impacto nacional.

Nos bastidores, aliados do governo avaliam que o reencontro da indicação poderá gerar novas negociações políticas no Congresso Nacional, além de ampliar a tensão entre grupos favoráveis e contrários ao nome defendido pelo Palácio do Planalto.

Redação Saiba+

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