Política
Raissa Soares critica projeto de Hilton Coelho e diz que proposta “criminaliza a fé cristã”
Pré-candidata afirma que proposta apresentada na Alba ameaça liberdade religiosa e atuação de líderes cristãos

A médica e pré-candidata a deputada federal Raissa Soares (PL) criticou o projeto de lei apresentado pelo deputado estadual Hilton Coelho (PSOL), que prevê punições para práticas relacionadas à chamada “cura gay” na Bahia e inclui cultos, retiros espirituais, aconselhamentos e rituais religiosos entre as condutas passíveis de sanção.
Para Raissa, a proposta ultrapassa o debate sobre práticas coercitivas e avança sobre a atuação de igrejas e líderes cristãos. A ex-secretária de Saúde de Porto Seguro afirmou que o texto “abre precedente perigoso contra a liberdade de pregação e de manifestação da fé”.
“Esse projeto não combate crime. Ele cria um ambiente de intimidação contra igrejas, pastores e cristãos que professam sua fé. Quando o Estado começa a avançar sobre oração, aconselhamento pastoral e princípios bíblicos, estamos diante de algo extremamente grave. Isso é uma tentativa de criminalizar a fé cristã”, declarou.
O texto protocolado na Assembleia Legislativa da Bahia estabelece sanções administrativas para práticas de “conversão de sexualidade” e cita atividades como cultos, retiros, sessões espirituais e aconselhamento religioso quando associados à tentativa de alteração de orientação sexual ou identidade de gênero.
Raissa afirmou ainda que a proposta gera preocupação entre lideranças evangélicas e pode abrir margem para interpretações contra manifestações religiosas.
“Ninguém defende violência, constrangimento ou abuso contra qualquer pessoa. Mas existe uma diferença muito clara entre combater excessos e permitir que o Estado passe a interferir na pregação do Evangelho, dentro das igrejas. A Constituição garante liberdade religiosa e liberdade de consciência”, disse.
A proposta provocou reação entre parlamentares conservadores e grupos religiosos na Bahia. O deputado estadual Diego Castro (PL) também criticou o texto e anunciou mobilização contra a matéria.
Política
PEC da Segurança aguarda votação no Senado após recesso do Congresso
Proposta voltada ao fortalecimento do combate ao crime organizado permanece pendente de análise pelos senadores e deve voltar à pauta com a retomada dos trabalhos legislativos.

A Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da Segurança Pública segue à espera de votação no Senado Federal após o início do recesso parlamentar. Considerada uma das principais iniciativas voltadas ao fortalecimento das ações de combate ao crime organizado, a matéria permanece sem deliberação pelos senadores e deverá voltar à pauta quando os trabalhos legislativos forem retomados, em 1º de agosto.
O texto foi entregue pelo governo federal aos presidentes da Câmara dos Deputados, Hugo Motta, e do Senado, Davi Alcolumbre, durante cerimônia realizada no Palácio do Planalto, em abril de 2025. Após tramitar na Câmara, a proposta foi aprovada pelos deputados em março deste ano, sendo posteriormente encaminhada ao Senado, onde aguarda análise.
Com o encerramento das atividades legislativas antes do recesso, a PEC permaneceu sem votação. A expectativa é de que o tema volte a ser discutido no início do segundo semestre, período em que o calendário parlamentar será reduzido em razão da proximidade da campanha eleitoral.
A proposta busca ampliar os instrumentos legais disponíveis para o enfrentamento da criminalidade organizada, tema que permanece entre as principais preocupações da população e integra a agenda de segurança pública em âmbito nacional. A tramitação da PEC é acompanhada de perto por parlamentares, especialistas e representantes de diferentes setores, que aguardam a continuidade da análise no Senado.
Com a retomada das atividades legislativas, a expectativa é de que o projeto avance na Casa, permitindo a continuidade do debate sobre medidas voltadas ao aperfeiçoamento das políticas públicas de segurança e ao fortalecimento da atuação das instituições responsáveis pelo combate ao crime organizado.
Política
Ivana Bastos reafirma apoio a Jaques Wagner durante convenção do PSD
Presidente da Assembleia Legislativa da Bahia destacou a parceria entre PSD e PT e afirmou que mantém confiança no senador mesmo diante das investigações em andamento.

A presidente da Assembleia Legislativa da Bahia (ALBA), Ivana Bastos, manifestou apoio público ao senador Jaques Wagner (PT) durante a convenção estadual do PSD, realizada nesta segunda-feira (20), em Salvador. A declaração reforçou a continuidade da aliança política entre o PSD e o PT no estado.
Ao comentar o momento político, Ivana Bastos afirmou que a parceria entre as duas siglas permanece sólida e ressaltou sua confiança no trabalho desempenhado pelo senador ao longo de sua trajetória política na Bahia.
Durante o evento, a presidente da ALBA declarou que Jaques Wagner é um importante aliado político e enfatizou que as investigações envolvendo o parlamentar seguem em apuração pelos órgãos competentes. Segundo ela, esse cenário não altera o posicionamento do PSD em relação ao senador, destacando que continuará apoiando sua atuação e pedindo votos para o petista.
A deputada também ressaltou a relevância da aliança entre os partidos, classificando o PSD como um dos principais parceiros do PT na Bahia. Para Ivana Bastos, a relação entre as legendas tem sido construída com diálogo e cooperação, fatores que seguem fortalecendo a base política no estado.
A manifestação ocorreu durante a convenção estadual da legenda, que reuniu lideranças políticas, parlamentares e representantes partidários para discutir estratégias e reforçar o alinhamento entre os grupos que compõem a base governista baiana.
O posicionamento de Ivana Bastos reforça a manutenção da unidade entre PSD e PT, em um momento de intensificação das articulações políticas e das discussões sobre os próximos desafios eleitorais e administrativos no estado da Bahia.
Política
Alessandro Vieira critica envio de representação contra seu mandato
Senador afirma que decisão da Procuradoria-Geral da República representa tentativa de intimidação após pedido de indiciamento de Gilmar Mendes.

O senador Alessandro Vieira (MDB-SE) se manifestou nesta segunda-feira (20) após a decisão do procurador-geral da República, Paulo Gonet, de encaminhar à Procuradoria Regional Eleitoral de Sergipe uma representação apresentada pelo ministro Gilmar Mendes contra o parlamentar. O caso ganhou repercussão no meio político e jurídico por envolver o desdobramento de uma investigação conduzida no Senado Federal.
Em publicação nas redes sociais, Alessandro Vieira classificou a medida como “mais uma tentativa absurda e ilegal de intimidação contra um parlamentar honesto e independente”, reforçando sua posição de que a atuação parlamentar deve ser preservada e respeitada durante o exercício do mandato.
A representação tem origem no pedido de indiciamento de Gilmar Mendes apresentado por Vieira na condição de relator da CPI do Crime Organizado. O episódio passou a ser analisado pela Procuradoria-Geral da República após questionamentos sobre a condução dos trabalhos da comissão parlamentar.
Segundo o entendimento apresentado pelo procurador-geral Paulo Gonet, o senador teria ultrapassado os limites do objeto de investigação da CPI, utilizando a relatoria de maneira incompatível com a finalidade da comissão. Na manifestação, foi apontada a possibilidade de que a conduta configure desvio de finalidade e abuso de poder político, razão pela qual o caso foi remetido à esfera eleitoral competente para análise.
A decisão amplia os desdobramentos envolvendo a atuação da CPI do Crime Organizado e deve manter o caso em evidência nas próximas semanas. Enquanto isso, Alessandro Vieira reafirma que sua atuação ocorreu dentro das prerrogativas parlamentares, enquanto os órgãos competentes darão continuidade à análise da representação conforme os procedimentos legais.
O episódio reforça o debate sobre os limites da atuação parlamentar em comissões de investigação e o alcance das competências dos órgãos responsáveis pela fiscalização e pelo controle institucional.
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