Política
Vídeo contra tarifaço: Governo Lula faz plágio de campanha da CBF
Peça da Secom repete roteiro, frase de efeito e até narrador da campanha feita para a Copa América de 2024; CBF confirma que não foi consultada.
Mais uma polêmica envolvendo a comunicação oficial do governo federal. Desta vez, a Secretaria de Comunicação (Secom) do governo Lula está no centro de um debate sobre plágio. Em resposta ao tarifaço de 50% imposto pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, contra produtos brasileiros, o governo publicou um vídeo institucional reproduzindo, quase integralmente, a estética e o roteiro de uma campanha da CBF (Confederação Brasileira de Futebol) lançada para a Copa América de 2024.
Ambos os vídeos começam com a mesma frase impactante:
“Quem não é daqui costuma escrever Brasil com Z. Mas esses gringos não sabem das coisas, porque aqui Brasil se escreve com S.”
A locução, em ambos os casos, é feita pelo cantor Jorge Aragão.
Enquanto o vídeo da CBF exalta a cultura brasileira com cenas de futebol, museus e jovens nas ruas, a peça da Secom mistura imagens de Lula com membros do MST, entrega de ônibus escolares e programas sociais do governo, como o Minha Casa Minha Vida. A iniciativa é parte da estratégia do Planalto de reagir à narrativa internacional impulsionada por bolsonaristas e ao impacto negativo da nova tarifa americana sobre o Brasil.
Apesar das evidentes semelhanças, a CBF informou que não foi consultada pela Secom, mas afirmou que não vê problema na reutilização da ideia. Em nota reservada, integrantes da Secretaria de Comunicação admitiram que a ação foi inspirada em uma trend nas redes sociais, especialmente no TikTok e Kwai, que viralizou após a campanha da confederação no ano anterior. Eles garantem que o vídeo não teve impulsionamento pago e foi produzido internamente pela própria equipe da Secom.
A campanha da CBF, chamada “This is Brasil”, ganhou destaque nas redes ao brincar com a diferença entre o “Z” do inglês e o “S” do português, com frases como “O Z é meio cintura dura. Quadradão, sem graça. S é cheio de curvas, cheio de vida.” Já o vídeo do governo termina exaltando conquistas sociais da gestão petista.
Política
Jerônimo Rodrigues nega rumores sobre desistência de pré‑candidatura na Bahia
Governador reafirma posição após especulações envolvendo possível substituição por Rui Costa na disputa pelo Palácio de Ondina

O governador Jerônimo Rodrigues (PT) reagiu às especulações que circularam nos últimos dias sobre uma possível desistência de sua pré‑candidatura ao governo da Bahia nas eleições deste ano. Os rumores apontavam que ele abriria espaço para que o ministro da Casa Civil, Rui Costa, assumisse a disputa pelo Palácio de Ondina, cenário que ganhou força nos bastidores políticos.
Jerônimo, no entanto, tratou de desmentir a informação, reafirmando seu compromisso com o projeto político que vem conduzindo desde o início de sua gestão. Segundo ele, não há qualquer movimento interno que indique substituição ou mudança na estratégia eleitoral da base governista.
A reação do governador ocorre em meio a um ambiente de intensa movimentação política, no qual interpretações e análises sobre alianças e composições costumam gerar ruídos. A fala de Jerônimo busca estabilizar o cenário e reforçar que sua pré‑candidatura segue mantida, alinhada ao planejamento do grupo político que governa o estado.
A menção ao nome de Rui Costa, que já confirmou sua intenção de disputar uma vaga no Senado, também foi vista como parte das especulações que surgem naturalmente em períodos pré‑eleitorais. Com a manifestação pública do governador, a tendência é que a base aliada concentre esforços na organização da campanha e na consolidação das chapas majoritária e proporcional.
A declaração de Jerônimo Rodrigues contribui para reduzir tensões internas e reafirma a continuidade do projeto político que vem sendo defendido pelo grupo desde 2007, mantendo o foco na disputa estadual deste ano.
Polícia
Morre o deputado estadual Alan Sanches aos 58 anos
Parlamentar do União Brasil sofreu um infarto fulminante neste sábado (14) e não resistiu após atendimento do Samu

O deputado estadual Alan Sanches (União Brasil) faleceu na manhã deste sábado (14), aos 58 anos, após sofrer um infarto fulminante. A informação foi confirmada por pessoas próximas ao parlamentar e por equipes de emergência que atuaram no socorro.
Segundo apurações, Sanches passou mal repentinamente e recebeu atendimento imediato de uma ambulância do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu). Apesar dos esforços da equipe médica, o deputado não resistiu.
Alan Sanches era uma figura de destaque na política baiana, com trajetória marcada por atuação ativa na Assembleia Legislativa da Bahia. Sua morte repentina causa grande comoção entre colegas, apoiadores e lideranças políticas do estado.
A notícia do falecimento mobilizou autoridades e gerou manifestações de pesar em diversos setores. O parlamentar deixa um legado de trabalho público e participação ativa em debates relevantes para a Bahia.
Política
PF determina que Eduardo Bolsonaro volte ao cargo de escrivão após ter mandato cassado na Câmara
Decisão ocorre após cassação do mandato parlamentar e publicação de ato no Diário Oficial da União

A Polícia Federal (PF) determinou que Eduardo Bolsonaro retorne ao cargo de escrivão, função que ocupava antes de sua eleição para a Câmara dos Deputados. A decisão foi oficializada nesta sexta‑feira (2), por meio de publicação no Diário Oficial da União, assinada pelo diretor de gestão de pessoas substituto, Licínio Nunes de Moraes Netto.
Segundo o ato administrativo, a PF declarou o fim do afastamento do ex‑parlamentar, uma vez que seu mandato de deputado federal foi cassado em 18 de dezembro. Com a perda do mandato, a licença concedida para o exercício da atividade política deixa de ter validade, obrigando o retorno imediato às funções na corporação.
A medida encerra o período em que Eduardo Bolsonaro esteve afastado do quadro funcional da PF e marca sua reintegração ao serviço público federal. A corporação ainda não detalhou em qual unidade o escrivão deverá atuar, mas o procedimento segue o trâmite padrão aplicado a servidores que retornam após afastamentos prolongados.
O caso segue repercutindo no cenário político e jurídico, especialmente por envolver um nome de grande projeção nacional e por ocorrer em meio a debates sobre responsabilidades e consequências administrativas após a cassação de mandatos eletivos.
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